sexta-feira, outubro 14, 2011

ESPONDILOSE...?


NEM FRUSTRADOS NEM BASTARDOS

Difícil calar, difícil não olhar para trás e ver quanta injustiça o povo português tem sofrido. Merecia melhor pelo que fizeram por este mundo.

Mas será que o Governo vê o povo andar a bater com a cabeça nas paredes senhor PM!
 

Despedem-se da pátria onde se repetem
Beijos sentidos, densos abraços
Igual angústia, nas costas o aço duma faca
Mil e um sonhos, quantos desfeitos!

_ Avó velhinha q’ já nada escuta
Não imagina os que partiram à luta
Por mares muito antes navegados
Hoje, quase todos envergonhados

Vão longe onde baixo o sol se derretem
Cavada a mesma terra, outros braços
Encontrarão negros sorrisos, n’ antiga mata
Diferentes perigos, similares trejeitos

_ Mãe ausente, que já não falas
Será chegada a hora de fazer as malas?
Partir, ficando de novo exposto
Mostrando a dor gravada em curtido rosto.

Não levam crucifixos, palavra de Deus
Gravada vozes, telefone de casa
Número da conta, e uma foto de pose;
Passagem paga, de ida e com volta!

Ó minha ama, aí onde descansas
Nunca verás estas tristes andanças
A família que desespera enquanto aguarda
Mediana transferência; não tarda!

Terão no regresso o mesmo ar de plebeus
Do passado fazendo tábua rasa
Na velhice mostras de uma espondilose
E no olhar! Silenciosa revolta.
 
Cito Loio
13/14 de OUTUBRO 2011

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