segunda-feira, agosto 21, 2017

Que dizer!


  Ranking ATP despertou-me curiosidade. Rafa volta a número


Dei uma volta e fiquei curioso analisando os 10 primeiros jogadores 

1 Rafael Nadal                 03/06/1986          31 anos
2 Andy Murray              15/05/1987           30
3 Roger Federer              08/08/1981           36
4 Stan Wawrinka       28/03/1985           31
5 Novak Djokovic       22/05/1987           30
6 Alexander Zverev        20/04/1997           20
7 Marin Cilic      08/09/1988           29
8 Dominic Thiem      03/09/1993      24
9 Grigor Dimitrov     16/05/1991            24
10 Kei Nishikori     29/12/1989            27


Média do Top  5      31,6  anos

Média do Top 10     28,2  anos



Que dizer?  Parabéns 
Alexander Zverev  


domingo, agosto 20, 2017

DIETA INFALÍVEL

Súbito vi-me impelido a pensar, ser meu dever e antes de morrer, partilhar a única dieta infalível até  hoje concebida.

***
Cascas de Camarão 
Garrafas de vinho vazias...
...e de sobremesa aconselha-se...
...10 minutos de contemplação aos Panfletos Publicitários dos Gelados Olá 

***

Uma sugestão do Jornal O SACANÓIDE 

E sei que podia

Podia...
sabendo fácil ser vender amor
deixar que me mudassem a cor
tatuarem com notas a dignidade
alterando a própria identidade.
Podia...
Evidente que tudo isto podia
não  fora certa e insensata mania 


sábado, agosto 19, 2017

sexta-feira, agosto 18, 2017

Sempre juntos

QUANTA VERDADE NESTES SIMPLES VERSOS 




quinta-feira, agosto 17, 2017

NOITE, FIEL COMPANHEIRA

TALVEZ ...
A MAIOR INTERPRETAÇÃO DE QUE TENHO MEMÓRIA 


Ténis não combinava com Mêlée

E já la vão o 48 anos


Numa bela tarde treinando na praia aleijei-me quando ao receber a bola coloquei o pé numa poça e aquela embateu no dedo polegar 

Nessa semana como fiquei impedido de jogar Ténis fiquei chateado, e decidi nunca mais participar numa Mêlée






quarta-feira, agosto 16, 2017

O REI...

Elvis Aaron Presley

(Tupelo, 8 de Janeiro de 1935 — Memphis, 16 de Agosto de 1977)

Faleceu há 40 anos

mas continua vivo 







terça-feira, agosto 15, 2017

...daqui sentado


ÁTRIO DE ACESSO AO MEU QUINTAL

Aqui sentado recordo o que tive; cartas que afinal não enviei redigidas entre soluços que sustive dum pranto que nunca derramei. Intentado um Pai Nosso ajoelhado roguei dar-te o que não te dei e mesmo saber-me há muito condenado concedesse o que sempre te desejei. Rejeitada 'oração, falta de ser perfeito, agradeci-Lhe não te faltar a saúde e sobrar-me de resto sem defeito, como prémio, modesto ataúde.

(Sem data nem valor)



segunda-feira, agosto 14, 2017

Expulsava-a de casa

Vi as imagens, vi e revi e pasmei...!

Afinal foi só um ligeiro empurrão e pelas costas...


Se fosse a "esposa" a fazer isto expulsava-a de casa?



Jornal  O SACANÓIDE 

domingo, agosto 13, 2017

O Fogo da Lua



LIGA DOS BOMBEIROS

Onda terrorista organizada na origem dos fogos em Portugal






Claro e mais que evidente entre a 1/2 noite e as 9 da manhã o calor emanado pelos raios da Lua faz arder muita coisa..

Jornal O SACANÓIDE

sábado, julho 22, 2017

NACIONAL DE TENIS SUB 14

CAMPEONATO NACIONAL SUB 14

Dei-me ao trabalho de analisar os quadros FEM e MAS a partir dos 1/8 (incluido estes) e verifiquei algo que me entristeceu.

.
QUADRO FEMININO

Apenas 1 jogadora era dum clube pertencente à ATPorto
( satisfaz-me ao menos que deve sagrar-se campeã)

.
QUADRO MASCULINO

ZERO....?!?!


Curiosidade apenas, dado que já nem sou treinador.



quinta-feira, julho 13, 2017

PARA QUANDO


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POR DEFEITO 

(Do Inácio com a força da solidão)
.

A quem nunca andou por onde andei
e agrestes terras por desbravar viu,
desconhece haver lágrimas que chorei,
consentida piedade a quem me traiu,
.
E curei nelas penas no colo duma dócil fera
por deitada junto a mim, que por amor
amaciou com lágrimas tempos de espera,
sem cobrar por tão atentado favor.

Crescido, fui ardendo em lume brando
ganhando carícias de mãos aveludadas,
ofertas de beijos com paladar a pranto

Envelhecido segui a arte de conquistador.
enriquecido com gritos doutras matas
provando de tudo por defeito ser trovador.


.
Cito Loio
Iniciado a 9 de Junho de 2017
Terminado a 12 Julho 2017
PARA QUANDO O PRÉMIO CAMÕES


quarta-feira, julho 12, 2017

Nem ideia do que era a Pedra Verde

Perante tantas noticias, vi-me impelido a deslizar a caneta pelo papel com umas quantas linhas depois transferidas para o PC. dado começar a ser insuportável escutar TVs ler Jornais ouvir políticos, comentadores, chefes disto e daquilo, gente que se esquece que deste lado existem pessoas inteligentes e com experiência de vida.


Nesta perspectiva aqueles que me conhecem bem deixo a seguinte questão.

- Estão a imaginar alguém num plenário da AR ou outra qualquer insinuar expressamente ou mesmo implicitamente algo a meu respeito sem fundamentar a afirmação ou acusação?

Agora malta, criem no imaginário a seguinte cena.

- Um gajo salta por cima dos assentos do hemiciclo para estoirar as fuças/ventas/fronha/tromba a um palerma que ousou acusá-lo de responsabilidades dos fogos de verão, roubo de armas obsoletas, viagens para ver jogos de chuta-a-bola pagas pela Galp por sugestão de quem nem ideia tem do que era a Pedra Verde?

Concluído! Ok. 

Pelo que acabaram de ver se é que viram alguma coisa, afirmo que jamais poderia  ser politico com assento em qualquer bancada povoada por idiotas oportunistas corruptos e outras coisas mais que não menciono por respeito a todas as mulheres, incluindo a Marabunta... é que o Bairro Operário era mais "limpo" que muitas sedes partidárias.


PS: Aos decentes, honestos, competentes, deixo claro que jamais se teriam de se preocupar, que o Inácio...por vezes é tolerante




     

terça-feira, julho 11, 2017

Apenas para pessoas especiais

Eis porque são  incomparáveis
Inatingiveis
e que venham de novo bens passados darem-me o que do genio foi sobrado



segunda-feira, julho 10, 2017

PINGUINS E ESQUIMÓS



PINGUINS E ESQUIMÓS


Escaqueirem os portões das "cavalariças", soltem de imediato os cavalos de Tróia pois é tanta e empanturra a tramóia que até cabeleira do Yul Brynner se eriça ao ver ampliada dia a dia a rapinagem a par dos choques nas auto-estradas soldados mortos longe de perigosas matas crescendo a europeia malandragem, que após o maior incêndio do século 21 aconteceu um notável roubo de armamento aproveitado o facto com descaramento por fulanos que cantam o fado do 31.

Onde vais ó pátria de Afonso Henriques Mouzinho de Albuquerque, D. Carlos, que os asnático voltaram a comer cardos a mando de tipos com estranhos tiques. Porque praças andará desejado Sebastião Pedro I investido primeiro Imperador, Dinis dos pinhais “apodado” de Lavrador, ora que este país virou reino da corrupção?

Talvez um dia, colapsada a velha Europa consentida por interesses a invasão outros habitantes por cá se digladiarão extinta aos poucos o que resta da tropa, sobrando imagens duma catástrofe atroz alterando duma vez por todas aos rios a cor, e nos pólos, fartadas as ondas de calor, não se bronzearão Pinguins ou Esquimós.

Prodigiosamente um ofídio de cariz risonho guardado o veneno por já não ser preciso testemunhará que ‘homem, perdido o juízo, executou sumariamente o próprio sonho.



Cito Loio
5/7/2017

sábado, julho 08, 2017

REUNIÃO G 20

QUE ME PERDOEM A RUDEZA, 
Um país que foi Império nunca esquece os seus heróis.



No momento que se percebem conflitos em Hamburgo à causa na reunião do G 20 recordei-me dum outro conflito que não começou  há 20...nem 50, mas há 103 anos, a  Guerra Mundial (também conhecida como Grande Guerra ou Guerra das Guerras...
...e de um grande Homem de quem guardo memória.

O conflito envolveu as grandes potências de todo o mundo, que organizaram-se em duas alianças opostas: os aliados (com base na Tríplice Entente entre Reino UnidoFrança e Império Russo) e os Impérios Centrais(originalmente Tríplice Aliança entre Império AlemãoÁustria-Hungria e Itália; mas como a Áustria-Hungria tinha tomado a ofensiva contra o acordo, a Itália não entrou em guerra). 
Estas alianças reorganizaram-se (a Itália lutou pelos Aliados) e expandiram-se em mais nações que entraram na guerra. 
Em última análise, mais de 70 milhões de militares, incluindo 60 milhões de europeus, foram mobilizados em uma das maiores guerras da história.
Mais de 9 milhões de combatentes foram mortos, em grande parte por causa de avanços tecnológicos que determinaram um crescimento enorme na letalidade de armas, mas sem melhorias correspondentes em protecção ou mobilidade. 
Foi o sexto conflito mais mortal na história da humanidade e que posteriormente abriu caminho para várias mudanças políticas, como revoluções em muitas das nações envolvidas.


***

ENTRE OUTRA GENTE BRANCA
 (Em memória de Inácio de Oliveira combatente da I Grande Guerra 1914 a 1918)


Bateu com os punhos no tampo da mesa
arregalou os olhos manifestamente irado
e disse, não posso ou devo ficar calado,
nasci homem senhorio da minha empresa
proprietário com término dum negócio
lavrando terras com esta ferramenta
gladiador q’arrosta a mais feroz tormenta
até nas pérfidas horas amargas do ócio…
…nadei com um tubarão fora de água,
vi-me na pele de salvador do próprio nadador
pássaro de fogo, múltiplas vezes com dor
águia que adeja pelos céus da mágoa…
…sou presente do que fui e q’um dia serei,
férreo braço armado contra a tirania,
intransigente carrasco de quem vilipendia
a liberdade que fora de trincheiras conquistei!
e arfando três vezes quedou-se silencioso.
- Ao redor duma mesa limpa de taberna
fazia-se silêncio, igual ao de uma caserna,
sentido em Lamego, Ranhados, até Trancoso.

Navegava (Uíge Pátria), por mares lusitanos
migrando a partir do país que o vira nascer
levando na alma ‘terra que decidira defender.
- Partia, desconhecendo por quantos anos;
_ para trás deixava cinco filhos, uma mulher
e a neta que não assistira ao nascimento,
a arte de esculpir na pedra por divertimento
sábio uso de à luz da tocha afagar à colher.
- Trolha e pedreiro assumido artífice da vida
erguera um Lar sem paredes com frestas
numa Beira interior sem incesto ou sestas
que probidade era-lhe por demais conhecida.

Aguardava-o um longo e tortuoso percurso.
- Não rolava o mundo ao compasso de canções
e ainda troavam nos tímpanos explosões
duma guerra onde morrera gente a avulso,
quando em pé, à proa de um novo paquete
permite que a brisa do mar afague o cabelo;
_ na memória último passeio pelo Restelo
e no dedo anelar uma aliança como lembrete.

Desconhecia o vitorioso ex-combatente,
ser vencido por um neto já na aposentação,
por mais mandarem os ditames do coração
que descanso merecido e pago se descontente.
- De passeio ao cemitério do Bairro do Cruzeiro.
por lá repousou concedido direito a campa
enterrado o ataúde entre outra gente branca
em terra negra. Morria homem de corpo inteiro.
- Na sala da vivenda, o neto caçula chorou,
mas por dentro conservaria do avô a valentia;
_ jamais voltou a rasgar os jornais do dia
ou esqueceu o nome, aquele que sempre usou.


Cito Loio
7/7/2017
(memórias do Inácio)


terça-feira, julho 04, 2017

A TRAPAÇA DE TANCOS

El Mundo" diz que roubo em Tancos está ligado ao tráfico de armas.
MAI desmente.
 Espero que desminta o estado lastimoso em que se encontram as instalações mostradas pela C.S.
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A TRAPAÇA DE TANCOS


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A notícia sobre o “roubo” em Tancos apanhou toda a gente de surpresa, mas o mais surpreendente foi a exactidão com que a Imprensa relatou o facto indicando quase contabilisticamente o número e tipo de peças surripiadas no paiol de munições, quase atrevendo a afirmar terem sido os próprios larápios a informar estes organismos do que teriam levado, incluindo a imprensa espanhola, sendo por demais evidente que um rombo no arame farpado com corte de cadeados é suficiente para nos levar a equacionar tratar-se talvez de assalto, sobretudo quando pairam no ar constantes relatos sobre atentados terroristas, guerras implementadas em zonas onde nem o diabo quer viver, permitindo todavia extrair-se conclusões políticas das oposições, sugestões para rolarem cabeças, acusações de incompetência das entidades a quem devia a responsabilidade de impedir que nada acontecesse…mesmo antes de ocorrer…o que não era provável suceder.

Perante ocorrência, dizem grave, pergunto-me como tudo isto foi possível sem qualquer tipo de alarme ter disparado, ou porque razão não havia guarda militar permanente, e não encontrando resposta inteligível permito-me considerar que talvez estejamos perante uma encenação macabra de um pseudo-roubo praticado por dentro com a finalidade de vender o dito material e o montante acordado ser canalizado para uma conta ou contas abertas num paraíso fiscal em qualquer parte do planeta. Não afirmo categoricamente que se tenha passado assim, se de facto não se tratou de um roubo programado de forma a parecer ocasional havendo militares envolvidos na marosca, mas independente da gravidade da ocorrência, desejo como qualquer comum português, que as autoridades responsáveis pela segurança do material de guerra esclareçam cabalmente o sucedido, percebendo-se no entanto e contido neste desabafo um certo «déjà vu» sobre roubos ou desvio de armas para serem entregues a ex-inimigos numa guerra que aconteceu e que teimo esquecer.

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Adolfo Castelbranco d’Oliveira

sexta-feira, junho 30, 2017

Talvez um dia se estenda ao país inteiro...


Acabou a primeira fase com o fim do ano lectivo, e mesmo sabendo que aderiram poucas famílias foi importante fazê-lo.

Verifiquei nos três meses de duração do projecto o quanto importante é as famílias unirem-se em volta dum projecto que não é oficial imposto curricular, antes partilhar com os jovens aceitando os os seus devaneios, e com a experiência adquirida com os erros ajudá-los na construção do futuro porque...este é como uma viatura sem marcha atrás.

Para o ano lectivo 2017/18 espero que outras escolas com outros técnicos desenvolvam este projecto. Simples: pais avós filhos e netos em aulas conjuntas.


Aos participantes, à Associação de Pais e ao Corpo Directivo da Escola Clara de Resende,  obrigado pela confiança e apoio na efectivação do projecto.


Boas Férias 


Adolfo Castelbranco d'Oliveira
30 Junho 2017

quarta-feira, junho 28, 2017

Aniversários...


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Não são 10 ou 20 anos, antes 4 décadas de solidão quando ante cobardes fardados de guerrilheiros soltámos do peito enfurecidos gritos desconhecendo que escondidos no capim nos esperavam com tiros certeiros, e hoje, ao entrar no Inverno da minha existência não tenho termómetro que marquem os graus frios destes derradeiros Verões.

Tarda mas o reencontro será de vez, e até lá, vou colocando no papel as palavras que te diria. 

Amo-te, 

segunda-feira, junho 26, 2017

Nada de exageros

Por vezes a vida obriga a esforços que estão muito para além das nossas capacidades genéticas razão pela qual, quando se sentir fraquejar ao levantar o corpo ou o copo, pegue nos halteres e faça alguns exercícios...

...mas cuidado com os exageros.

sábado, junho 24, 2017

Obrigado pelo que fizeram...

Provável a última vez que me refiro à tragédia ocorrida desde o passado dia 17, fazendo uma pequena reflexão.
Podemos escrever o que quisermos sobre os fatídicos, acusar quem quisermos, pedir a demissão deste ou daquela personalidade, culpar culpados ou inocentes chorar baba e ranho, carpir mágoas, verter lágrimas, colocar em causa as autoridades e o governo, enfim, podemos vir até para a Face à procura de tempo de antena com base em certezas ou incógnitas.
Podemos tudo o que um estado democrático permite que se faça ou diga...mas não podemos ressuscitar os mortos, razão pela qual nada mais direi sobre este assunto porque já respeitei por "eles" o minuto de silêncio que entendi estar-me obrigado.
Aos que pereceram obrigado pelo que fizeram pela terra pelo pátria, e por esta "raça" onde me incluo.

Inácio

quinta-feira, junho 22, 2017

NA GARE DA ESTAÇÃO

NA GARE DA ESTAÇÃO 


Esperava o comboio pacientemente; na cabeça um chapéu com uma fita azul, calças esfarrapadas nos joelhos, blusa de marca adquirida no chinês e sapatilhas com o símbolo da Nike. Mais à frente, muito bem-posto, um tipo vestido à anos cinquenta aprecia um gajo com ar de charlatão desapercebido do andar provocante duma mulher de cabelo ondulado mala preta, sandália castanha nos olhos um quase brilho mas baço sorriso forçado, é visível tristeza, e do lado oposto um esguio rapazote abana a mona ao ritmo kizomba parecendo surfar uma onda. No chão abandonado um pacote, algo dentro sem que alguém tenha a certeza ser lixo, mas provocando tal cagaço que nenhum dos presentes o apanha. Não havia greve mas vem atrasado, um homem verifica se traz o passe, uma velha de bengala leva um safanão mas opta por calar-se e lá se aguenta pois mais vale engolir a ter um desgosto enquanto de costas o neto faz um like no telemóvel, ostentando ar burguês igual a tantos outros fedelhos que andam na vadiagem nas praias do sul vezes sem conta com a família ausente.
Sem chamar à atenção, sorrateiro, um tipo de capuz com a cabeça coberta abandona o local. Ninguém impede e apenas um agente da bófia à civil franze a testa, dir-se-ia que estranha por estranho parecer o comportamento “Entrar na estação ficar junto à linha sair sem esperar pelo transporte que raio perpetrou o encapuçado”, e pela cabeça imagens dum bombista levantaram dúvidas ao policial decidindo partir em sua peugada como tratar-se dum confesso malfeitor disfarçado de punk múltiplas tatuagens piercings brincos e várias pulseiras. Porém a jovenzita de jeans sem peneiras desata a correr nas tintas pró pudor gritando como noive abandonada ao pé do altar já de vestido nupcial. - Só um ancião desfolhava uma revista, e já perito sabia-se velho para ser caçado, mas sem estar às portas da morte, nas tintas para a velha e sua ladainha. Súbito ouve-se um rebentamento e uma nuvem, coloração acastanhada, envolve a gare – parecia estar-se num covil sentindo-se um cheiro agoirento fede apelando sensivelmente à morte certa só faltando, fosse cortejo fúnebre, o coveiro.
Tranquilo, Josué Curtido Pinto Avestruz que assistia a toda aquela movimentação abana a cabeça em sinal de condena como se para ele episódios de terrorismo fossem seu sustento em cada dia,

- «Que raio deu nesta triste gentalha para entrar repentinamente em alvoroço» e sem demonstrar qualquer incómodo dirigir-se ao trem que finalmente chegava e amarrotando o maço de cigarros vazio e exclama com convicção, “nunca mais fumo”. 
Baixada a noite saboreando um sumo sentado numa esplanada à beira-rio Zeferino Amadeus Lapelas divagava.

- Sabes amigo Curtido de qualquer modo amanhã contamos contigo ao almoço a Lévia faz bacalhau com batata palha mas se preferes, vamos no ensopado de enguia deixa-te de tanto e grátis pessimismo pois há muito que já cumprimos a nossa pena.

Cobria a TV incêndio de brutal dimensão e não fora na gare da estação de Queluz.


.
Cito Loio
16/Junho 2017

segunda-feira, junho 19, 2017

Como um soldado, como um louco,



COMO UM SOLDADO LOUCO


Como um soldado, como um louco
apago as chamas do meu inferno
jogando-lhes jacto de lágrimas
sem que me afogue na virtual felicidade
que por momento sustem o meu padecer.

E como um soldado, pouco a pouco,
permito que num momento terno
a alegria se apodere destas páginas
e retornado à bravura da tenra idade
tento destruir o que não pudemos vencer.

Ameia-a como nunca voltarei a amar
e da terra escavada à forma de braços
guardei de marcas o odor e os seus traços,

Ora, perdido já entre o céu e o mar
largo pedaços de terra que sustive
por desnecessário recordar que a tive.


Cito Loio

sábado, junho 17, 2017

Apátridamente



Será que o eurodeputado
 Manuel dos Santos
 tem algo contra mim!

Depois de cumprir serviço militar pelo Exército, chegado a Portugal, 1976  tive de optar por ser português
 "apátridamente" hablando, también era Gitano

quinta-feira, junho 15, 2017

Há contos e contos

Feriado, às vezes gosto outras não e há as vezes que nem é peixe nem carne. Mas estes dias oferecem-me a possibilidade de inventar histórias em forma de prosa poética tudo à causa duma certa relutância em fazer um poema, quase sempre passado à frente porque muito gente entende que os poetas são patetas. Provavelmente não leram Finis Patriae (1891) escrito por um gajo que ninguém fala e que escreveu <É negra a terra, é negra a noite, é negro o luar. Na escuridão, ouvi! há sombras a falar: > e que abusivamente atrevi-me a colocar os versos em prosa abordando a última estrofe de... 


Falam Choupanas de Camponeses:

Morreu a vinha, não dá uvas... É morto o velho camponês... Pedras levadas pelas chuvas... Tecto a cair... Órfãs e viúvas, Luto e nudez!

Para os meus amigos e para ti Guerra Junqueiro

Calou-se o Camponês


15 de Junho, por um minuto de silêncio absoluto suspendem-se presidenciais afectos, interrompem-se todas as manifestações e até os aviões abortam a descolagem. No terreno contíguo vestido de luto arrastava-se vagaroso um camponês por entre fetos recordando velhas canções - Uma vaca mugindo olhava a paisagem.
Comemorava-se mais um dia de feriado religioso com direito a banhos de praia, e na aldeia as viúvas vestiam as mais caras saias, mas na quinta do senhor Valério Raposo morrera de madrugada o boi que cobria a bovina de estimação de Zé Maria. 
Desabara o mundo, já nada restava, e sem herdeiros a vida perdera qualquer sentido, ao ponto que dois meses depois um negociante de ocasião, arrematava a vaca leiteira pelo valor dum penico.
Meava já naquele ano o mês de Agosto e enterrava-se um camponês vítima de desgosto.


Cito Loio
Inácio


quarta-feira, junho 14, 2017

Se fossem destas!!!

O mês de Julho é marcante para muitos e a memória nem sempre se apaga. 
Escaldava o tempo no jardim à beira mar plantado, e por terras do negro o cacimbo mostrava as garras, ao mesmo tempo que muitos catingas mostravam muito mais que isso nas barbas do exército português.
Bom Verão,  







BOTIJAS DE GÁS


Surgido o novo dia, e já desperto enfrentou o astro-rei em desafio mergulhando na praia da Restinga - Secado o corpo no morno areal aguardava-o mais um novo combate encavalitado num monta-cargas rodando pelo escaldante alcatrão.

- Chega essa palete mais perto
- Olha director telefone do seu tio
- Deita fora droga dessa seringa
- Xé aqui cheira mesmo bué mal!
- Como no correu ontem ‘engate
foi a morena ou a jeitosa das sardas
- Eh mano foi mesmo noite de cão…

Um ronco, mais uma descolagem, gente abalando para não voltar e outros que não chegariam a partir - Em terra ensurdecedoras buzinas, tiroteio sem nexo, puro terrorismo, compondo "slogans" de liberdade com falso sabor a fado tropical; _alguns até levavam na bagagem o que nunca se atreveriam a recordar.

- Pessoal está na hora de ir dormir
amanhã pulamos ao som de turbinas
- Chefe este aqui leva um autoclismo!
- É para quando lh’atacar a saudade
- Não tem disto em Portugal?

Cruzando o céu pássaros de ferro; _ no mar, alheio ao fratricídio, imergiam solitários os gaviões enquanto no chão, pintado a cores o Inferno, havia um díspar vaticínio sobre o destino de certos aviões enquanto na Base Aérea 9 reinava a paz, no Prenda rebentavam botijas de gás.


Inácio

Cito Loio 9/6/2017
Bairro Prenda:- perto do aeroporto Craveiro Lopes
Luanda Angola

domingo, junho 11, 2017

NO ÚLTIMO CONCERTO


Entrados no mês de concertos, verão, férias aprazíveis, corridas loucas sem para choques, decidi oferecer um conto a todos os pais e avós, e aos que um dia pensam vir a ser, mas especialmente aos jovens sonhadores que julgam só aos outros acontecerem as desgraças.





NO ÚLTIMO CONCERTO


Disparou "dois rufos" na pele dum tambor, aumentou o volume do simulador e após riscar caracteres sobre a pauta assoprou com determinação numa flauta. Quatro ou cinco notas eram para si bastante; depois já frente a uma avolumada estante pegou num livro de caricaturas de animais selvagens e fixado nalgumas das suas passagens cantarolou algo imperceptível dizendo, isto tem muito nível música da mais incomensurável qualidade boa demais para certo tipo de sociedade por isso o melhor é ir arrasar para o festival curtir alto som ver se me sai na rifa um bombom. 

E conseguiu, madrugava, e curtiu. Abanou o capacete como nunca se viu, e num lance da mais pura sorte engatou uma verdadeira gata que perdera o norte. Na pensão, entre gemidos e ejaculações Nico Sortudo prova soberbas sensações sem dar conta por muito divertido não ter usado aconselhável preservativo.

Não havia sido ainda descoberta cura para a sida, e nem sempre um tipo se cruza com a Bela Adormecida. Dois anos depois ajoelhada ante uma campa singela, chorava uma mãe, costureira, acendida mais uma vela.


Inácio



sábado, junho 10, 2017

Obrigado Luís Vaz




Hoje, é um dia especial. Obrigado  Luís Vaz pelo tanto que nos deste, e se lá no assento etéreo me leres corrige a minha ousadia de escrever por ti este soneto.








COM QUE FORÇA


Com que força pararei meu desagrado
por deste domicílio ter tido só vis traições,
e obrigado num grito simulando agrado
apaguei versos após múltiplas correcções.

Construído um albergue de acolhimento
elogiei então em prosas amores intemporais
rememorando à letra o mesmo batimento
sentido ante disparos traiçoeiros, fatais.

Reconhecido ser esgotado o último recurso
sem munições, restaram ecos de metralha,
em que compreendi ter a vida o seu curso,

E ora vergado pela idade, questiono:
- Com que força vencerei a última batalha
se ignoro vir um dia do futuro ser dono!



Cito Loio
.


O Prémio Camões que a mim imponho;_ como ele jamais traí minha alma, que de tão gentil que era acabou partindo empurrada por golpes sujos desferidos por quem nunca usou a sua força para defender a única  Pátria que tinha.

(Adolfo Castelbranco d'Oliveira)


segunda-feira, junho 05, 2017

Obrigado Dulce Pontes

Dia Mundial do Meio Ambiente
...e que nunca me falte o MAR por sepultura.


E imaginei-me noutro lugar
onde agitando a loucura
chutava a bola junto ao mar
dando o que tinha de fartura

 (Memória do Inácio)
Obrigado Cito Loio


 
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