Com todo o respeito, senhor Alegre
Numa curta declaração à TSF Manuel Alegre diz que tem "pena" que
João Soares deixe de ser ministro da Cultura "pelo seu peso político e
pela sua exponencia no trabalho que já tinha feito na Câmara de Lisboa" e
pelo que "já estava a fazer" no Governo.
***
Com todo o respeito, senhor Manuel Alegre, fiquei surpreso quando em
entrevista a uma TV vV.Eª disse, referindo-se ao governo de P.P. Coelho, que até
na Ditadura quando havia manifestações o governo recuava!!!
Fiquei com a sensação, caso o anterior governo fizesse mais um mandato, o
senhor acabaria por elogiar Salazar e apelidá-lo de democrata. Será que gritaria,
Viva o Estado Novo!
Claro que entre nós existem diferenças, mas não querendo que fiquem pontas
soltas ofereço-lhe este poema, já que, mais do que eu, o senhor é poeta...esperando todavia que goste
QUANDO JÁ ME SINTO A MORRER
Sem resistência, atroadas balas de canhão
foi parada imatura contra-revolução…
- Subida a foice e o martelo por uma grua
coloriram com sangue a minha lua
arrastando por praças e avenidas a voz
cantava povo sem remorsos contra nós
vendo mortos quem dera cama mesa e pão
e combatia detractores d’ancestral nação.
Mas não me perguntem haver remédio
para causas quem já nem provocam tédio
passada que foi minha luta por versejar
poemas com perfil e relatos doutro navegar
que por gigantescas ondas na rebentação
desafiei ‘capitães de Abril c’ determinação
mergulhando em desejos de liberdade
erguida a pena escrevendo com serenidade.
Crescendo vi Manifes, silêncios agoniantes
contra vis impostores, patriotas farsantes,
a imprensa calar mortes pré anunciadas
por políticos com chorudos ordenados;
_ e vi-me envolto por irreflectidas canções
que obrigaram a calar sentidas emoções
guardadas do tempo q’ainda revolucionário
na mira duma G3 chamaram colono ordinário
Crescendo, fui c’ o Sol crescendo até crescer
sentindo que já morrendo acabarei por morrer.
Cito Loio
(Poema sem data nem valor)
Homenageando Pedro Barroso
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