De vez em quando...!
PRESO POR LATIDOS
Com passo tímido mudada’ direcção
percorri o espaço que nós separava
desconhecendo o que m´esperava!
_ mas segui farejando como cão…
Sóbria, fizeste-me à chegada, amigo
Sem que disso medisse o perigo.
Preso escutando um latido
e calções deitado na carpete
esqueci que o passado se repete
e deixei que me visses embevecido
Sem que o esperasse, com altivez
pensei ouvir vem e que seja de vez!
Sabendo-me breve de partida
não bailámos no olival
mas todos nos viram ‘um casal’
donos de uma vida sofrida
Quatro bolas (pão) prá’ esposa…
Aconteceu algo, é grave a cosa!
Fora circunspecta a cadela, rosnando
conferia quem se mostrasse atrevida
que minha sina já fora lida
no tempo em que vivia sonhando
Mais tarde d’ adeus, ‘até logo volta cedo
Ficamos bem…não tenhas medo
Cito Loio
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