segunda-feira, dezembro 05, 2011

Shalon, DEIXA-ME PARTIR




Não serão só poemas de bumbar que quero oferecer à PortusCalle "2012.

Sei que apreciam outro tipo de literatura; aliás foi esmagador quando me confidenciaram, neste sábado, estarem preocupados com o baixo nível cultural que se começava a perceber no país...
...e ainda este domingo, tirava umas fotocópias, a empregada/estagiária, não teria mais de 22 anos, quando o colega que já me conhece há uns tempos disse que eu era escritor, arrematou, assim: Espero que seja bom porque «neste país chegou-se ao ponto de qualquer um escrever e editar livros»



Quanto à escolha deste tema musical, ela deve-se por 3 razões:

1- Sou apreciador de música em língua espanhola
2- Para comemorar a vitória da Espanha na Davis Cup em que o finalista era a Argentina.
3- Porque me recordei de Telavive, cidade onde escrevi "A Percepção no Ténis" trabalho que um dia publicarei.

Resto de boa noite e q' a próxima semana mesmo curta seja alegre e rica; este desejo também é extensivo ao 1º Ministro, que no fundo não é mau rapaz, só que de bem intencionados está o inferno a abarrotar, por isso veja lá se com os tais 2.000 milhões que sacou a mais voltam ao lugar de origem e repõe o subsídio de Natal, dado que o senhor aprovou ou deixou aprovar o ano passado o Orçamento para 2011 e nele estava contemplado este subsídio.

Não sou funcionário de estado, nem tenho Subsídio de Natal, por isso estou à vontade para lhe dizer que, a ser verdade a história dos milhões subtraídos inconstitucionalmente é uma canalhada.
*

DEIXA-ME PARTIR

Não quero velejar pelas ondas do teu regaço
que da última viagem quase m’ afogava
errante nas dunas, ameigando t’ seios meninos
em gritos de prazer; possuído quase louco.

Deixa q’ parta à conquista e noutro espaço
compre ventos, marés, jogue um’ última vasa
mesmo ferido n’ ausência! Pára c' os mimos
e vê q’ feneço de loucura, cada dia um pouco!

E se amarras as não soltares, é decidido:
Terás a cada beijo amargo sabor penitenciário
perdido desejo, numa vaga de libertinagem!

Em vez d’ amor colherás indiferença, e sentido
serás sempre abominável proprietária
duma ilusão da qual não sacarás vantagem

Cito Loio

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