sexta-feira, junho 10, 2016

DIA DA MINHA RAÇA



Comemora-se neste 10 de Junho também e ainda o dia de CAMÕES, já sem a Raça que o poeta tanto quis e enalteceu.
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Passaram-se quase 50 anos que tomei contacto com o poeta e sua Obra, desconhecendo marcar-me tão fortemente como hoje reconheço, se bem que nesse tempo, confesso, ter sido uma estopada dado não abordar tremunos de bumbos e anguetas, nem o roço de coxas nas matinées dançantes do Cine Tropical.
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Lusíadas era dado no ensino como uma espécie de bomba atómica prós cábulas, daí que para a maior parte da malta do meu tempo nem o querem recordar. Porém a Odisseia é muito mais que o canto dos Bravos marinheiros, Navegantes dos 7 mares, Cruzados por terras do ímpio, a vontade duma Dinastia ou a mentira dum Reino; é no meu entender a sublimação do sofrimento dum povo que se fazia grande a cada século, com erros e virtudes, sem palas nos olhos, tentando buscar mais além terras e riquezas que pudessem minorar o sofrimento das gentes e os défices da própria nação.
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Colocando o chicote de parte, aos alunos deviam ter-lhes contado os Lusíadas no tipo Colecção 6 balas ou filmes de Bud Spencer; quis contudo o Ministério que criássemos aversão aos Cantos e aos mais de nove mil versos escritos, sem o corrector da Google, que violentamente tivemos de analisar, estrofe a estrofe, dividindo orações e descodificando a semântica de cada pensamento expresso no texto. Erro dos mandantes dessa época; todavia do outro lado da face de Luís Vaz, do lado onde não descortinamos a pala do zarolho, conta-nos o homem em forma de soneto muito mais que tristezas amorosas das amantes perdidas, como se julga ao ler-se Alma minha gentil que te partiste, ou Erros meus má fortuna amor ardente…
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Para mim coloquei de lado essas histórias do tipo Bela Adormecida ou Alice no País das Maravilhas pois entendi, porque escrevo e declamo, que a alma a que se refere é à própria identidade como ser pensante ao dar-se conta que afinal os sonhos são apenas isso, e que do sonho à realidade ia um Adamastor de enganos. “Lá no assento etéreo onde subiste protege-me para que não volte a crer em quem me traiu”.
Erros meus, sim, porque errou todo o discurso dos seus anos, dedicando à pátria o que tinha de melhor; e tinha a força duma juventude antes de a ver consumida no fogo do infortúnio, finalmente dando fé que desta pátria não “vira senão breves enganos” implorando ao criador que o levasse enquanto não fizesse escuridão na terra. Lamentaria Camões não ver aprovada a Eutanásia caso fosse proposta pelos revolucionários da altura antes de se avizinhar a Abrilada
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Camões político introspectivo mordaz e outros atributos que desconheço mas que entendo poder enquadrarem o perfil do Homem, mais do que no poeta, fizeram-me reler cento de vezes o soneto “Sete anos de pastor Jacob servira”, mergulhando então nas palavras versos estrofes, e essencialmente no que, quase cegando, abanava a minha alma de poeta revolucionário, concluindo que o soneto antes de mais representava – a revolta contra a injustiça da força de quem manda contra a fraqueza de quem obedece.
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Labão, o mandante, servindo-se da falta de legislação manteve Jacob num regime de escravatura Laboral, algo fora dos usos e costumes do século XXI. Depois a falta de direitos levaram a aceitação de tarefas sem reclamações ou advogados do diabo que ajudassem o contratado – e aqui o narrador sobrevaloriza a determinação dos oprimidos na luta pelos seus ideais e o que os pode levar a servir outro tempo igual, pois Jacob estava disposto a servir pela pessoa amada outros 7 anos, nem que não fosse para a ver por mais um dia, sabendo que sozinho jamais alcançaria a Liberdade.
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Quando me coloco na pele de Labão sinto temor, pois vejo-me confrontado com a decisão de uma filha, Lia, que não aceita por solidariedade com Raquel, e também numa demonstração de libertação feminista, ser moeda de troca para os interesses financeiros do pai. È o princípio da revolta do próprio poeta contra a opressão, a violência familiar, a subjugação dos filhos dependentes aos pais tiranos, e ainda a primeira e irrevogável afirmação que a mulher não devia ser objecto de troca por vontade dum qualquer proprietário, mesmo que esse fosse o progenitor; que pai é quem assim trata as suas próprias filhas?
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Estará o século 16 tão distante do actual?
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Definitivamente Luís Vaz não era só o chatíssimo poeta das Armas e Barões Assinalados, antes apresentava-se aos meus olhos como a consciência dos oprimidos e daqueles que se iam valorando a cada onda, a cada tempestade, esperando que ao leme duma frágil Nau houvesse um Vasco da Gama capaz de voltear o cabo das Tormentas.

Mas faltava algo no soneto, algo que não podia deixar de me surpreender ou tão pouco passar despercebido. Afinal de contas, e sem que o frisasse, Camões coloca o dedo na ferida sabendo que pagaria caro todo o atrevimento de quem ousara acusar um reino que outrora tanto sublimara. A sociedade desse tempo era efectivamente aos seus olhos, patriarcalmente desnuda de escrúpulos, e elevando os olhos ao Olimpo, já descrente da bondade de Deus, relega Eva para uma mera procriadora face à vontade dum deus malévolo que depositou nas mãos de Adão o cajado da liderança, e condenou-se a si mesmo sendo no fim, como todos nós, esquecido por aqueles a quem servimos, quando deixamos de ser fundamentais ou utilitários nos objectivos programados pela classe reinante, onde nem a própria mãe merece qualquer respeito, e e tal a revolta, que o Poeta não fala da mãe de Lia e Raquel em toda a extensão do poema. Seriam órfãs, Labão viúvo, ou quem sabe se a mulher esposa era tão desprezível que nem direito tinha a pronunciar-se sobre o destino das filhas! Ainda não existiam barrigas de aluguer…

Hoje, não me custa admitir que este Homem fosse mais do que um simples poeta, os Lusíadas uma obra intemporal na condenação ao reino e à sociedade da altura a que se proibira colocar na Odisseia, e tenha com genialidade optado por a colocar humanamente num tratado absoluto sobre psicologia/filosofia/política/direito, em apenas 14 linhas distribuídos por 4 parágrafos. (!)

E diria hoje: Mais lutaria se não fora, para tão longa a batalha tão parcas as munições.

Continuamos a cruzar os oceanos, e mais uma vez… em busca do oiro e das especiarias



Adolfo Castelbranco d’Oliveira
8/6/2016

sábado, junho 04, 2016

Mais negro que cinzento

Perante tantas boas e más notícias sobre este país, analisando a actual situação, percebemdo que os portugueses já não mandam no seu próprio país assaltou-me uma tremenda nostalgia. Escorregou o rato para a youtube e depois de escutar uma balada de Zeca Afonso, quando dei conta escrevera isto, que ainda carece de correcção.

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MAIS NEGRO QUE CINZENTO

No céu cinzento sobre o astro mudo
batendo as asas pela noite calada
vêem em bandos com pés de veludo
chupar o sangue fresco da manada.

Eles comem tudo eles comem tudo
...comem tudo e não deixam nada


Pois é Zeca, afinal não chuparam tudo
deixando muito ouro para a manada;
_ e ora, nesta terra por demais sangrenta
não faltará tanto "o pão sobre a mesa"
mas morre-se nos hospitais de morte lenta
notando-se já falta d'euros para despesa.
- E os modernos mordomos d'universo novo
senhores c' força matam a coberto da lei,
enchem as tulhas com sangue do povo
mas já nem dançam no pinhal do rei;
_ antes preferem as oncubinas de verão
meninas com dentes de leite e ar sisudo
contratadas mais tarde bailarinas do varão
que chegada a velhice...perdem tudo.

Porém no céu, aparentando ar atónito
ainda há que descortine a estrela d'alva,
esperança no meio deste pandemónio
Que a pátria será (ainda) um dia salva.

Sob o céu, hoje, mais negro que cinzento
muito se brinca entre muros do Parlamento.

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Cito Loio
(Poemas sem data nem valor)



quarta-feira, junho 01, 2016

Dia de quem ?

Mal vai este mundo quando tem de estipular um dia para ... a CRIANÇA !

Julgava que ninguém nascia adulto.

Inacio

terça-feira, maio 31, 2016

Dia do Irmão

Dia do Irmão.

Engalanada, numa praça cheia de gente,
vereis minh'alma agenciar 'corpo ausente.

Inácio

domingo, maio 29, 2016

Privados que sejam mas educados


Manifestaçáo dos colégios privados

Um senhor entrevistado pela TV disse (ouvi e vi) que o Ministro da Educação que esteve x anos fora devia ir para Inglaterra !!!

Desconheço quem seja o indivíduo mas certamente, acaso fosse eu o ministro, mandava-me ir para África...

Será que a Igreja me daria umas bíblias e uns crucifixos para distribuir pelo ímpio?

Inácio
(Mandasse...)

sexta-feira, maio 27, 2016

Mudança de sexo

BE (parece) querer a decisão de mudança de sexo aos 16 anos!!!

Algum dia é logo à nascença e efectuado de acordo com o equilíbrio dos géneros na demografia nacional.

Se precisarmos de mulheres...vai daí      CORTA        Vicente*


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* JOGADOR DO BELENENSES QUE ANULOU PELÉ NO MUNDIAL , penso eu de que

terça-feira, maio 24, 2016

Quem pagará,,,,

Apenas estudei no privado da 1 ate 4 classe e portanto estou como se diz tipo peixe dentro de água nesta matéria.


Mas deixo uma pergunta no ar agradecendo antecipadamente a quem possa elucidar.

Quanto está a custar ao Estado as forças de segurança que andam a proteger estas crianças, familiares, professores e afins...

segunda-feira, maio 23, 2016

837 anos de historia...

Portugal faz hoje 837 anos de historia...
uma eternidade.

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FOSSE GRANDIOSA
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Gostava de viajar pelo tempo dos soberanos
andar em banquetes por ostentosos salões,
ir a caçadas nos verdejantes bosques reais,
deitar-me de alcova com marquesas pedantes
namorar plebeias em antiquadas tabernas,
evitar cumprimento do mais vil assassínio
vitimando Sua Majestade no Terreiro do Paço
- Soberana tenção embarcar na Nau Catrineta.

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Seria aprazimento dobrar o Cabo Bojador
defender o Rei Sebastião em Alcácer Quibir,
conversar com Viriato sobre os Lusitanos
tamponar a bocarra dum tal D. Pedro I ou IV
no momento que soltava o grito de Ipiranga.
-Congratular Mouzinho de Albuquerque
espreitar por cima dos ombros do Diogo Cão
e dizer a Gama – ao leme sou mais do que eu!

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A tudo daria alto apreço mas sem monarquia
inquisição, cruzadas, fogueiras purificadoras
chibatadas no lombo a mando de cavalgaduras,
disponibilizar-me para coadjuvar Camões
no porte de magros pertences da desventura,
apanhá-lo distraído para alterar os Lusíadas
do primeiro ao último verso, já seco o pranto.

Bem que armados os barões jamais assinalaram
praia alguma donde pelo areal embarcaram
ou terem passado além da famosa Taprobana
que efémera viria a ser a robustez humana…
…não lhes servir braço às armas por desfeito
que o falecimento não condecorava o peito
mas um dia, noutros, só remanescerá a inveja.

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Investido já Poeta diria aos capitães de Abril
que fácil fora lançar uma tormenta primaveril
sem despir fardas, e desarmados devolver o pré
antes d’organizarem revoluções à mesa do café,
e cochichando a D. Afonso Henriques (entardecia)
sem que tardasse, que o destino para o Sul seria
pois do norte, abatido, veria o Povo a traição
à data em que se fizesse grandiosa a sua nação.

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Cito Loio
(poemas sem data nem valor)

domingo, maio 22, 2016

Colégios privados e as dioceses

A Igreja preocupa-se em incentivar as crianças a manifestarem-se contra os cortes nos colégios |privates| mas podiam também mandar desfilar os Meninos de T-Shirts oriundas do Sitio do Pica-pau Amarelo em favor de gente a quem só resta o peditório.
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RESTOU-LHE AS ESMOLAS

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Tivera desde jovem seios arrebitados
bumbum formato de prateleira
e a adornar a frisada farta cabeleira
bandelette e dois brincos chapeados.


Da saia curta muito acima do joelho
carnes rijas de dois pernões jeitosos,
e disputando iguais seios airosos
avivando desejos a qualquer fedelho.


Cedo declarou-se-lhe desmedida paixão.
- Jogou na lotaria, quis quem não prestava
demais falado na zona, o Zé Rufião.


De prémio saiu-lhe por benefício a rua
cobrando certo com quem se deitava
vestida na estrada, outras vezes toda nua


- Sem reforma e atirada à miséria
restou só as esmolas à velha Quitéria…

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Cito Loio

sábado, maio 21, 2016

O Binho instrói



Depois de escutar nestes últimos dias os políticos do nosso país, concluí que estes bebedolas do canto  estão cheios de razão.
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Satisfaça-mo vinho com prontidão
(por mares rios vales ou montes)
terminando num instante c'a solidão.


E como 'fado instrói e o vinho induca,
(vai por mim e a ninguém contes)
pra lixar 'sede bebo até ficar chalupa.


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Sem autor?
Passo a ser eu...jajaja

terça-feira, maio 17, 2016

Sem bolas

Às vezes a loucura avança...
Mesmo sem bolas nas mãos duma criança.
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Vi quase de tudo, li muito do que nunca ninguém devia atrever-se a escrever, escrevi o que certamente não devia.
Portugal permitiu-me viver estes últimos 40 anos sem bombas a rebentarem nos arrebaldes do quintal, balas a tilintar na chapa do terminal de carga dum qualquer aeroporto, ou ter um militar do EP a apontar-me uma arma à cabeça. 
Por tudo estou grato e a minha gratidão vai no sentido de pedir que haja paz e concórdia nesta Europa pois não gostaria de assistir a nova Ponte Aérea, desta vez no sentido Hemisfério norte para o sul.
Já não temos caravelas, e os adamastores agora usam fato e gravata.


Inácio

sexta-feira, maio 13, 2016

Dia da Aparição

Não me apeteceu escrever por aqui, hoje, dia da Aparição.
Todavia fi-lo, referenciando esta comemoração na minha página do Facebook.

Fácil; basta pesquisar.

terça-feira, maio 10, 2016

Nem as mandaram pelos CTT

Utilizar crianças em manifestações contra o governo...deve ser considerado o quê?

Crime lesa infãncia

Não existe esta expressão no direito?

Introduza-se.

E o argumento utilizado por quem anda por aí a vociferar contra a medida que os xuxialistas querem implementar deviam perceber que nos impostos deles não pagam as escolas públicas. Pagam tudo e cabe ao Governo que legitimamente governa decidir para onde canaliza as verbas.
Se não for assim, e não se puser cobro a estas aberrações não tarda e esta gente manifesta-se a favor da Justiça/tribunais, Exército, Mar e Ar poderem ser privadas.

Será que vão querer que abuso de menores violações conjugais Panamás pappers passem para o domínio do crime privado?

O governo que responde perante os cidadãos/ Estado é responsável pelos seus actos de governação e cumprir o que anteriores detentores do poder contratualuzaram mas, e aqui levanta-se novo e pertinente questão : 
- Deverá dar cumprimento a contratos que se revelem nefastos à soberania (a que sobra) ou anulá-los?
- Não poderemos considerar estes contratos com as escolas privadas um abuso de poder tendo em conta que ao ser efectuado e a prazo definido ia para além do que aos responsáveis na altura restava de tempo de legislatura?

Independente de tudo, e esperando que esta situação se resolva, era bom que os pais dos alunos Menores não os utilizassem como arma de arremesso, até porque a situação na Europa não está lá muito católica para este tipo de facilitismos e muito menos que venham padres/bispos/cardeais em defesa de pessoas que elas próprias se estão a colocar no papel de agressores.

Termino com uma declaração de ignorãncia: Desconhecia que a caixa de correio do PM fosse assim tão grande que comportasse milhares de cartas! 

Se eu mandasse só as aceitava se enviadas pelos correios, assim sempre davam dinheiro para o Privado CTT

Inácio

sexta-feira, maio 06, 2016

Ensino privado

Sem entrar em polémicas.
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Não gostei de ver a utilização de crianças neste tipo de manifestação, muito menos pais deixarem-nas a dormir fora de casa.
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Quanto à Igreja deviam pensar se declaram ao Fisco o que recebem de colecta nas missas.
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O resto deixo a apreciação ao cuidado de quem detém competências para ajuizar em harmonia com a lei e acima de tudo com a legitimidade que suporta este tipo de apoios.

segunda-feira, maio 02, 2016

AFINAL HÁ MAIORIA

Afirmmava o senhor Pedro Passos Coelho que, cito' a maioria nunca olha para as dificuldades atacando-as...disfarça-as, empurra com a barriga, espera que lá para a frente alguma coisa possa acontecer e resolva os problemas que não querem enfrentar hoje. . Aplaudo . . Reconheço porém que este tipo de afirmação se baseia na experiência governativa ou trata-se de um julgamento sobre comportamentos. . . Pior contudo é o facto de dizer a Maioria, o que até ao momento tinha sido negada essa situação num reconhecimento de existir uma maioria o que vem ao encontro do que pensava sobre as eleições legislativas em que o PS fora o partido mais votado conquanto na Paf não se consegue contabilizar os votos de cada um dos partidos que a compuseram, levando-me a questionar se a divisão de deputados não se baseou num negócio aprioristico. . . Como antes este mesmo ex 1° ministro aformara que o único erro que cometeu foi o da TSU presumo que o povo poetuguês mais uma vez demonstrou que Camões tinha razão quando acaba os Lusíadas com a palavrav INVEJA, acrescentando à sua decisão também o ditado acertivo que (quem semeia ventos não ganha eleições) e o PSD não as ganhou. . . Quantos votos teve! Alguém poderá em consciência e sem manipulação de dados ou consciências especificar o número? . . Parece que a Assunção Cristas está a causa algum incómodo nas aspirações futuras do senhor PPC.

domingo, maio 01, 2016

Dia da Mãe

Hoje celebra-se o dia das Trabalhadoras do Parto e Afins.

Parabéns a todas as mães do mundo e às que pelas rasteiras da vida se viram privadas desse desígnio.

Inácio

quarta-feira, abril 27, 2016

PAUSA

Uma pausa.
Cansa escutar permanentemente notícias más.
Até para a semana




!!!

segunda-feira, abril 25, 2016

Revolução de Abril ou Golpada de Capitães

Hoje comemora-se o 42° aniversário da 1° Eutanásia colectiva.

Um bando de fedelhos deu uma golpada nas aspirações e sonhos em milhões de pessoas de um país miscegenado espalhado pelos 4 cantos do mundo.

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Canta camarada canta 
que teu cantar já não encanta.
Onde está a praça cheia de gente!
- Estará Zeca Afonso contente?

Cito



sábado, abril 23, 2016

Adolfo Inácio Castelbranco Oliveira: Panamá versus Marcelo

Adolfo Inácio Castelbranco Oliveira: Panamá versus Marcelo

Panamá versus Marcelo

Marcelo continua o mesmo...
Cada vez mais parecido com um comentador no activo.
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Um pequeno senão: tem dificuldades em descascar laranjas, ou será que não está para engolir citrinos com sabor amargo?

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Espero que não apareça o seu nome ligado aos Panamá Pappers

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Inácio

terça-feira, abril 19, 2016

Resolvia ...resolvia

BANCA um problema que se resolvia em 72 horas e ainda se salvava o sector da Construção Civil
 
Já imaginaram a quantidade de prisões novas que tinha de mandar construir...

 
E mais garanto, houvesse nova votação para atribuir o título de o Maior Português Salazar desta vez ficava em 2º lugar

sexta-feira, abril 15, 2016

Pago com Alzheimer

BANIF...!

Doppo virá o BPI o MILLENIUM MONTEPIO a CGD blábláblá...a banca alemã a italiana francesa dinamarquesa blábláblá...

...e será que ninguém explica onde o Banco Central Europeu vai arranjar dinheiro?
Manufacturaçáo legal de dinheiro sem sustentaçáo material?

Podemos nós fabricar notas nas impressoras da última geração? Não! Ok,  vivamos de empréstimos, e quando só houver velhos pagamos a dívida com Alzheimer

quarta-feira, abril 13, 2016

Dia do beijo

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Rebolo na cama esperguicadamente, disparando contra um mosquito desplicente e comprimindo as palpebras cumplicente solto ais de suspiros languidamente.
Do umbral da porta virtualmente uma imagem sem idade, memoria sorridente diz - BEIJA-ME - angustiadamente, e vejo-a tombada por balas heroicamente.
Ratatata, nada peço...
Rebenta um trovao, alarmadamente reparo que sonhava jovem, inocente; desligo o candeeiro desencantadamente e abracado ao sonho crispadamente sinto que dela serei, eternamente mesmo que atormentado seja ausente.Ó como raia o sono e eu quase demente descubro a dor de a nao ter presente.
E volto a escutar Ratatatata, e peço.
Dá-me uma gota de ti, só a parte que perdi.
E adormeço definitivamdnte...

Cito Loio

terça-feira, abril 12, 2016

SEM ADAMASTORES

Castro Mendes...
Ministro da Cultura.

Espero que exiga que a palavra "perentório" volte a escrever-se Peremptório, nem que tenha de aplicar uns bons tabefes a certos eruditos do AO.
De grosso modo e mesmo que a força dos euros nao permita desejo um mandato sem adamastores pelo caminho.

sexta-feira, abril 08, 2016

Com todo o respeito, senhor Alegre



Numa curta declaração à TSF Manuel Alegre diz que tem "pena" que João Soares deixe de ser ministro da Cultura "pelo seu peso político e pela sua exponencia no trabalho que já tinha feito na Câmara de Lisboa" e pelo que "já estava a fazer" no Governo.

***
Com todo o respeito, senhor Manuel Alegre, fiquei surpreso quando em entrevista a uma TV vV.Eª disse, referindo-se ao governo de P.P. Coelho, que até na Ditadura quando havia manifestações o governo recuava!!!
Fiquei com a sensação, caso o anterior governo fizesse mais um mandato, o senhor acabaria por elogiar Salazar e apelidá-lo de democrata. Será que gritaria, Viva o Estado Novo!
Claro que entre nós existem diferenças, mas não querendo que fiquem pontas soltas ofereço-lhe este poema, já que, mais do que eu, o senhor é poeta...esperando todavia que goste




QUANDO JÁ ME SINTO A MORRER


Sem resistência, atroadas balas de canhão
foi parada imatura contra-revolução…
- Subida a foice e o martelo por uma grua
coloriram com sangue a minha lua
arrastando por praças e avenidas a voz
cantava povo sem remorsos contra nós
vendo mortos quem dera cama mesa e pão
e combatia detractores d’ancestral nação.

Mas não me perguntem haver remédio
para causas quem já nem provocam tédio
passada que foi minha luta por versejar
poemas com perfil e relatos doutro navegar
que por gigantescas ondas na rebentação
desafiei ‘capitães de Abril c’ determinação
mergulhando em desejos de liberdade
erguida a pena escrevendo com serenidade.

Crescendo vi Manifes, silêncios agoniantes
contra vis impostores, patriotas farsantes,
a imprensa calar mortes pré anunciadas
por políticos com chorudos ordenados;
_ e vi-me envolto por irreflectidas canções
que obrigaram a calar sentidas emoções
guardadas do tempo q’ainda revolucionário
na mira duma G3 chamaram colono ordinário

Crescendo, fui c’ o Sol crescendo até crescer
sentindo que já morrendo acabarei por morrer.



Cito Loio
(Poema sem data nem valor)



Homenageando Pedro Barroso


quarta-feira, abril 06, 2016

Uma questão de justiça




Agradeço por este meio ao JN a publicação na página da Opinião Espaço do Leitor no passado dia 31 Março do meu artigo referenciando um imperdoável esquecimento

Atentamente,
Adolfo Castelbranco

terça-feira, abril 05, 2016

SEGREDOS


QUEM

ANDA  CHUVA...
recordando  tempos em que na Ponta da Ilha da cidade de Luanda  entoávamos canções do Zeca







SEGREDOS DE OUTRORA

Permitam guardar segredos d'outrora,
pois desembalado, feito já humano,
transgredi ao tempo a lei que imposta
transtornava 'quimeras da meninice.

Por gastos trilhos ido e chegada a hora
ante adventos sem final vi-me profano.
- Obtido de Deus inconcebível resposta,
levou-me a questionar o que Lhe disse.

-Tristezas vivas que não me deixam sorrir
são todas as que por vós nunca chorarei,
lágrimas secas deste rio secado pela dor...

Imaginad'eterno poeta restou-m'esgrimir
versos contra a o que jamais calarei,
seja ou não um dia acusado vil pecador

Cito Loio

domingo, abril 03, 2016

Contra mão


Nunca parei na contra mão ate ao dia que me rasteiraram.
 Mesmo assim mantive as boas maneiras, porque me recordei que...
  

Construí cidades tendo por pano de fundo sorrisos de pessoas que não confundo, demonstração de afectos sem maldade, gente igual a mim, idosos, tangendo meia idade pintando quadros com alvas pombas, corando o rosto com imperceptíveis sombras. Alguns, eram pescadores de barcos sem velas, solícitos pregadores de coisas belas, carpinteiros com cursos tirados na vida especialistas na busca de comida embaladores de filhos sem licenciatura aguardando o adeus chegada a altura. Crescido, indo por uma rua, ainda na memoria, vi-a sorridente entre confusa multidão, trazendo pendurada a mala de mão e no andar o convite que me faltava para poder dizer _ eis o que esperava!. Abandonei por ela deveres escolares, mulheres ostentando ricos colares, indígenas coroadas com missangas conquistadas nas inovadas reviangas, e torneando largos que escondiam a paixão desprezei-as ao querer ir alem do coração. Fazendo-se noite ao rompimento do dia limpo o rosto por mergulhado na fantasia, dei fé dispensar-se ao céu as queixas, nas cidades não existirem gueixas, serem as quimeras loucuras de poetas e as costas apetecíveis alvos para setas


Do Inácio


sábado, abril 02, 2016

OS cães do FMI

Perante a notícia sobre o que o FMI e "quer para Portugal", além duma mágoa profunda e impedido de dizer a essa gente , assaltou-me a saudade imensa, (tão imensa quanto a imensidão dos mares antes por nós navegados até que um 25 de Abril veio condenar a bravura de Vasco da Gama ao serviço de El Rei D. João II - 1497-1499) do meu último cão, solto aos ventos no final de 1975 _ um verdadeiro rafeiro sem pulgas direito a reforma ou ordenado pago pelos impostos dos cidadãos deste único planeta habitável, escrevi este profundo lamento, grito íntimo, rouquidão dum brado entoado pelos muceques de Luanda quando de G3 descansada no colo, fazia escusada ronda.



AO MEU CÃO PITADAS

Corri empoeirado escutando ladrares
rafeiro companheiro, inseparáveis,
esperando-me fiel à saída dos andares
após 'encostos' a senhoras amáveis.

Sem resmunguice abanava o rabo
mais lavado do que muita dama de elite
servida por "chofer", emproado cabo,
(a quem às vezes lhes faltava 'apetite).

Vinda a revolução a mando doutros cães
sem abraços de adeus fomos separados,
ele carpindo, eu feroz sustendo 'raiva.

Longe soariam revolucionários parabéns,
entoações de risos pré encomendados,
durando meu luto até que tudo se saiba.

Cito Loio

 
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