quarta-feira, janeiro 25, 2017

Do Minho a Timor...

Domingos Pereira abandona o Partido Socialista mas continua como deputado!

 Do Minho a Timor... 
quem votou neste senhor?

Julgava que se votava num partido e que o numero de deputados dependia da % obtida no acto eleitoral, mas parece que as pessoas podem ser eleitas por uma Sigla e depois querendo saem dos partidos e unidas formam uma força que no fundo, sem terem de se submeter a sufrágio, podem decidir sobre o destino do povo.

Bonito bonito era haver quem gostasse de galinhas sem penas....


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domingo, janeiro 22, 2017

TALVEZ (UM DIA) POSSA AMAR OUTRA



Para aquela que um dia amei acima de tudo de todos e existindo do próprio Deus.

Nesta hora que se aproxima a derradeira batalha final da qual despojado de armas atravessarei os caminhos do desespero num abraço terno, encostado ao meu único amparo direi Amo-te como nunca fui capaz de amar outra, pois continuei a amar-te agarrado ao teu sorriso de morte quando num sussurro lânguido me disseste "hasta la vista comandante"


TALVEZ (UM DIA)


Talvez um dia te carregue em cima dos ombros 
e num paraíso distante, longe ’más criaturas,
corramos descalços no areal, de novo cristalino
duma praia tão nossa como a deste Criador,
para mergulhados nas águas vendo calmo ‘mar 
fazermos um filho igual àquele que perdemos,
sem delações, renovando ‘nome à Liberdade.

Talvez d’espera, sem anuência ou desassombros
fui-me perdendo em incalculáveis aventuras
conservando delineação de apropriado destino,
e ostentando o regozijo de descontinuo clamor
(outros por natural ordenação) fiz desabrochar.
- Face a uma espécie de Deus que não tememos,
amar-nos-emos, em união de facto, de verdade. 

Talvez um dia seque este pranto nas tuas saias,
ou quem sabe s’entr’afagos sem código de barras
reviva, desfeitos os lençóis, a última queimada.

Talvez repentinamente e sem censura ou vaias
acariciando-nos afoitos, desbastadas as garras,
pintaremos a paixão q’em vida vimos negada!



Cito Loio
(Poema sem data ou valor)

sábado, janeiro 21, 2017

Vinho do Porto





Agora é que estamos feitos ao bife...este senhor disse no seu discurso de tomada de posse para se comprar o que lá se faz...
...cheira-me que vão começar a produzir Vinho do Porto

sexta-feira, janeiro 20, 2017

Quem paga?


Não o conheço pessoalmente nem me passa pela cabeça tecer comentários sobre a iluminada intenção de Eleições Antecipadas mas...será que o senhor tem dinheiro para custear novo acto eleitoral ou está a contar que seja o povinho a pagar mais uma festa politica?

quarta-feira, janeiro 18, 2017

Tá mesmo



Quando isto acontece...está fodido




COBERTORES DE FRIO

Foto de Adolfo Inácio Castelbranco d'Oliveira.

Ao ler, hoje, no JN, que aumentou a venda de aquecedores e cobertores eléctricos fiquei muito satisfeito por dois motivos:
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1- o comércio ganhou com as baixas temperaturas 
2- há gente com poder financeiro para enfrentar o frio
3- a natureza adivinhando o meu futuro dotou-me de forças para enfrentar as vicissitudes do tempo.
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O problema talvez o coloque naqueles que não foram bafejados pela sorte...
.

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COBERTORES DE FRIO
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Atravessando caminhos confusos
e rasgados lençóis da inquietude
ao destapar o seu corpo rude
viu cicatrizes de antigos abusos


Ajoelhada, sentindo um arrepio
gritou - cheia de penas me confesso
que nas vielas desta vida q'atravesso
apenas tive cobertores de frio.


Do outro lado do banco do Metro
tremeu três vezes e tremendo disse
Senhora vinde, junte-se a mim,


Vê-de, não tenho coroa nem ceptro
padeci na cruz e o que predisse
fez-se a razão do principio ao fim


(e num acto de rebeldia Maria gritou:
- igual suplicio ó Cristo já nh'alma passou)

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Cito Loio
18 Janeiro 2017

terça-feira, janeiro 17, 2017

QUE SACRIFÍCIO....

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QUE SACRIFÍCIO

 Claro que andando a ouvir tanto disparate politico fiquei com a sensação que o Povo precisa de se rir com coisas serias




Já perdi 'que restava da inspiração
por gasta a tinta de nh'única caneta
perdendo q' fui ainda aos poucos a tesão
ao ponto nem ter vontade prá  punheta

Mas s'acaos me puxarem pela língua
a coisa delas não se dará por defraudada;
_ o mangalho pode até ficar à míngua
mas a rata, essa, senti-la-ão insalivada.

Claro que um bom minete custa caro
e mesmo exímio tenho de treinar
faltando já gajas boas...e voluntárias

Avançada a idade perdido o faro
resta-me por pobreza sonhar
que não me servem gajas ordinárias.


Cito Loio
15 Janeiro 2017

segunda-feira, janeiro 16, 2017

Janeiro mês de calor


E não é que me lembrei de Luanda no mês de Janeiro 

domingo, janeiro 15, 2017

JÁ VOAM PÁSSAROS



A minha homenagem a um grande grande cantor compositor
(in memória dos anos 70)


JÁ VOAM PÁSSAROS 


Esvoaça uma sombra no azul celeste
constante delineamento geométrico
que de tão complexo me baralha 
e me faz vogar no passado longínquo
desde o negro sul a coberto pelo leste
entre o som de um trinar frenético,
e uma guitarra, confundida metralha,
trabalhando ‘liberdade com afinco.

Pla velha  Europa funde-sa memória
dum tempo em que já finda a saudade.
- Florescido trai o desencantamento
das palestras encapotadas d’egoísmo;
_ escreve-se da Gente nova história,
e alterados conceitos sem potestade
mata-se ‘espécie sem arrependimento
nas TV’s com puro maquiavelismo.

Impotente, assisto ao ensopar do prado
sem armas, ultrapassada juventude
e extinta a força que um dia me moveu.

Dobrando os sinos, vejo o descalabro
no boiar mediterrânico dum ataúde 
sem o nome gravado de quem perdeu…

(E neste planeta que se fará deserto
espreita já o que longe se fará perto…)


 Cito Loio
(Poemas sem data nem valor)
28 a 29/6/2016

quinta-feira, janeiro 12, 2017

Calar é consentir


Não respondo, a si não respondo, a si não respondo...

***

E agora o que vão fazer senhores jornalistas!
Calar é consentir

terça-feira, janeiro 10, 2017

Pelos pilares dos Jerónimos

A  25 de Novembro de 2016 com 90 anos morria Fidel de Castro.

Quer se goste ou não este sujeito pegou em armas e lutou contra a ditadura que imperava no seu país.
Era um ditador um facínora o que quiserem chamar ao homem mas nessa altura, para além se ter decretado 9 dias de luto, os cubanos, ou o governo, entenderam levá-la pelas cidades e terriolas de Cuba.

Em Portugal e com a morte do denominado pai/avô da vossa liberdade e democracia afinal só decretaram 3 dias de luto e a porra da urna contendo o corpo de Mário Soares só passeou pelas ruas de Lisboa estando os responsáveis pelas exéquias fúnebres cagando-se para o resto do país não obstante todos pagarem aos militares e demais pessoal envolvido no espectáculo mediático que se montou à volta da morte dum sujeito que durou o tempo que a natureza lho permitiu.


Estou triste não pela morte deste "senhor" mas ofendido por ter andado a conspurcar o Mosteiro dos Jerónimos um símbolo do Império, orgulho de um Povo que se fez grande e engrandeceu o Universo, símbolo inequívoco do Infante D. Henriques (o tal filho da puta culpado das descobertas e das façanhas dos navegantes portugueses que edificaram "nobre reino que tanto sublimaram") e que viria a custar milhões de vidas aos ex-portugueses negros que pereceram após a exemplar descolonização de 75.

Sou novo, apenas a caminho dos 64 anos e como tal não sou do tempo da ditadura nem dos "pidescos" que me queriam foder na sala da reitoria do LNSC (um liceu imperial) apenas e tão só por um dia (porra corria o ano de 1973) ter tido a desfaçatez de levar à cena (co-responsabilidade da minha mana Kim)  num cinema da capital angolana (Avis) o Discurso na ONU, os Malefícios do Tabaco de Anton Tchekhov e o Menino de Sua Mãe de Fernando Pessoa, contrariando os avisos da DGS (direcção geral de segurança/ versão soft de PIDE).


Para aqueles que se acham democratas e que lutaram com armas contra a ditadura faço um minuto de silêncio.
Para os que andaram a coçar os colhões pelos pubs de Paris e viveram à custa da mesada dos paizinhos da "moderna" ou do que os países que queriam destruir o Império para que Angola não se tornasse independente por dentro resta-me uma frase: Que a terra lhes seja eternamente leve.


(Em memória da minha avó materna Lucinda dos Santos Loio
Em memória do meu avô materno Adolfo Castelbranco
Em memória da minha avó paterna Albertina Raposo do Nascimento Oliveira
Em memória do meu avô paterno Inácio Oliveira
Em memória da minha minha mãe Maria do Carmo Castelbranco Oliveira 
Em memória do meu pai Manuel do Nascimento Oliveira
Em memória de todos aqueles que um dia deram a  vida por uma pátria que julgavam sua...
...também por Luís Vaz de Camões, senhor Marcelo Rebelo de Sousa excelso Presidente da República...e por todos os pilares dos Jerónimos)


Sou e serei
Adolfo Inácio Castelbranco D'Oliveira

domingo, janeiro 08, 2017

Luto nacional

Foi decretado luto nacional
?
No dia que ouvi decretar-se luto por alguém que nunca defendeu a sua Pátria não pude calar 23 anos de solidão, vendo-me impelido a contar uma pequena história, passada em 1994, era então P. República Mário Soares e P. Ministro Cavaco Silva.

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Hoje brindo por saber que alguém algures finalmente descansará em paz.
.

.
Silencioso no leito, anunciando-se 'morte,
esperava magra reforma por invalidez,
desconhecedor, vir caber-lhe por sorte
carta despachada, numa pura malvadez;
_ já envelhecido (sim) negado 'sustento
sentiu esgotar-se-lho resto do tempo.
Morria um homem investido de verdade,
4ª feira de cinzas festejava-se o Carnaval,
deixando-m'em testamento a saudade,
meava Fevereiro, ele nascido em Portugal!

.
Vinda 'carta (negado apoio) calei-me revoltado
rasgando fotos do tempo q'andei fardado.

.
Cito Loio
( do Inácio, que a revolta não cala e o luto dura há 63 anos onde de pai são só e apenas 23)

sábado, janeiro 07, 2017

Não se faz

Francisco, amanhã na sua homilia de Domingo, deixará  no ar a pergunta ao sr. Bruno de Carvalho se conhece as razões de Deus ter abandonado o Jesus.

segunda-feira, janeiro 02, 2017

Ladis e Schwarza




Fatima Vanina trazendo nos olhos o amor e na boca o conforto, aproxima-se do vulto sentado nas costas dum banco de pedra à beira dum lago de areia que outrora servira para os concursos de saltos, passa-lhe a mão pelos cabelos, afaga-lhe a barba mal nascida, abraça-o, e fala baixinho.

- Saudades das pessoas que ocupavam estas casas
- Saudades de Ladis e sobretudo da Schwarza por causa dela tenho uma marca nas costas

Vanina conhecia-lhe a alma, convivera com os manos, amara-os, sacrificara a sua vida por uma recordação, partira com eles à desventura e culpava-se por não ter sido capaz de os travar evitando tanta dor. Na sua nova ocupação Cito devia cuidado ao aprumo independente do estado ao que país chegara mesmo que estivesse de folga razão pela qual o chama à atenção numa espécie de pedido-ordem.

- Amanhã fazes a barba vais cortar o cabelo não te deixo sair de casa nesse estado pareces um guerrilheiro



domingo, janeiro 01, 2017

Sejam bem vindos a 2017



Sejam bem vindos a 2017

e continuo de fato de treino





sexta-feira, dezembro 30, 2016

Bom 2017

LUZIDIA  A PATROA  

qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência

texto por corrigir
. ***

   Sentada num dos cadeirões da sala de espera, apreciava com ar de dama séria outras por certo com igual problema; _chamava-se (vim a saber mais tarde) Luzidia Fera, e viera, tal como eu, até a clínica Jovem Santa Filomena por há muito ter visto perder-se o sorriso natural pelas ruas da fama em bailes com baila-ricos de Carnaval. Inegável que fora num outro tempo, aquele que  denominou colonial, uma menina de passa-reles, das rádios e discos, terminando requisitada artista em filmes donde a ostentação do sorriso afável valia um contracto com descontos para o estado, e a todo o custo para evitar perniciosos riscos só se deitava com quem desse segurança, indisposta a que azaradamente viesse a crescer-lha pança.

     Num belo dia viu-se Luzidia perdida de amores por um sujeito muito viajado, com passaporte, por terras do sol-poente, e dada a calores apostou na roleta da cama a própria sorte saindo-lhe por taluda uma doença dita muito grave que para actriz de filmes pornográficos  era um completo entrave. Mas a medicina atarefada e de progressos avassaladores deu-lhe mais anos de vida do que supunha e alargado o ramo, ajudada por novos professores, sem abertura de pernas ou a sujeira de dar o seu em troca da cunha fez-se aos estudos na Velha Universidade e montou um bordel para meninas de tenra idade. Exigia-lhe tal oficio uma dentadura brilhante, olhos resplandecentes, aprumo no trajar, trato fino, sapatos que dessem um andar elegante, ficando para as outras fazer o pino pela  senhora recebendo no traseiro palmadas dos clientes, que da Patroa apenas veriam os dentes.

   Foram-se os dias, os meses, anos sem fim, mudado os tempos mudadas as fidalguias e enterrava Luzidia seu mais que donzelo amante Fornicato Serafim, e já portadora de irritante idade para outras folias sem que se conhecessem herdeiros a quem doar em testamento, vendeu a riqueza alcançada com arte sofrimento e talento. De reforma valia-lhe-ia a Segurança Social contribuindo com uma pensão de sobrevivência levando-a a tomar por decisão vir a ser enterrada em Alcácer do Sal afim de alcançar a paz e dar repouso ao que restava da altura da imaculada inocência.

  Mudaram governos ao longo de diversas legislaturas, vieram outros políticos, uns honestos outros nem tanto, trocaram-se artigos, decretos e leis, alteraram pontos fortes da constituição trazendo para muitos muitas benesses para outros dificuldades incontáveis, mas não mudou a sorte para Luzidia pois de confiável só restou a morte

Inácio
‎Terminado a 30‎ de ‎Outubro de ‎2016
‏‎01:18:03


.


terça-feira, dezembro 27, 2016

Feira de gado


Augusto Santos Silva

pede desculpa por comparar 
concertação social 
a
"feira de gado"



Será que este senhor entende a linguagem dos animais de feira?

Na minha modesta opinião ele lá sabe como se comunicam...




segunda-feira, dezembro 26, 2016

Coimas...


A partir de amanhã, quem não der prioridade nas filas arrisca multa


Acho bem...mas:

1º a partir de que idade se deve considerar uma pessoa idosa.
2º qual o grau de deficiência e se visível ou não.
3º a partir de que mês se refere a gravidez


*** Independente desta hipotética medida e estar de acordo o que me surpreende é não se punir a falta de educação quando damos primazia a certas pessoas e nem obrigado dizem ou sequer fazem um gesto de agradecimento.

domingo, dezembro 25, 2016

DESCULPEM A DUREZA


Bom Domingo de Natal.
e...
DESCULPEM A DUREZA


Das palavras apenas vos peço desculpa pois de encanto inicial ficou-me a rudeza sentindo nas veias um rio turbulento que derrubou a ponte que nos ligava ao colocarem em verso a palavra fim sobre as feridas que me consumiam. Já só, tomei para mim refinada culpa sabendo terem quem quisessem a mesa, enquanto peregrino dormia ao relento, e aprisionado sequer imaginava que bailariam exibindo roupas de cetim, longe dos sonhos que me adormeciam. Mas ainda em vida, numa estrada sem curvas escrevo poetizando meu próprio epitáfio mergulhando o sonho em águas turvas, e sem estrelas, a coberto das calemas, grito uma ultima vez - vamos Inácio que só os poetas morrem consumidos em penas.
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Cito Loio.



sexta-feira, dezembro 23, 2016

FELIZ NATAL ... COM UM APERTO DE MÃO

APERTO DE MÃO

A todos aqueles que choram as suas penas no papel


  Correu a cortina da casa de banho, pegou numa das toalhas penduradas no varão ao lado do poliban e limpou-se meticulosamente, e mais que a sujidade tinha lavado a alma conspurcada de palavras colocadas sobre folhas (em formato dactilografado) passadas a limpo e corrigidas na net. Tantas vezes se tinha apossado dele a vontade de explodir nas tertúlias poéticas a que assistia a nalgumas vezes participava como interveniente, mas continha-se por respeito aos que nada escreviam e tudo engoliam, até sapos de lentes de contacto a debitarem frases que traduzidas apenas confirmavam a falta de atributos para a titulação de escritores poetas declamadores. Já seco vestiu umas calças, uma blusa, e o resto que todos devem usar e por tal não vale a pena mencionar, saindo em direcção ao quarto. Sem sono visível, não era compensador ficar de papo para o ar mas também não tinha apetite de ir laurear a pevide. Ainda não jantara, a acaba por se sentar no velho sofá da minúscula sala em frente à televisão desligada
  Sem dar conta do tempo passar, minutos depois encontrava-se no patamar duma escada composta por degraus feitos de versos irregulares intercalados com alguns de rima fonética que se erguia diante dos olhos esbugalhados dirigida ao céu. Hesitou 3’ 21’’ (preciosismo literário) e sem pedir autorização a DÉOS começa a subir degrau a degrau para não perder nenhum, parando a cada estrofe para descansar (que subir cansa) apreciando a as métricas do corrimão os sintagmas dos vãos, até que súbito depara-se à entrada do Páraísso, um jardim quase parecido ao da Estrela, sito em Lisboa, a fugir para a beleza abatinada do Mondego debruçado sobre o Guadiana com curvas similares ao Douro em fintas com o Minho socalcos do Tâmega margens do Sado, parecendo-lhe ver um sujeito meio esquisito sentado numa selha com o formato de pipa de vinho segurando uma pena, que ao vê-lo a deposita sobre um pergaminho que estava numa mesa feita de poemas sem pés; a cabeça estava enfeitada com uma coroa de louros com espinhos. Atrás deste uma alma de longas barbas e cabelos brancos e lisos lia um livro que à distância pelo volume podia ser a Odisseia ou uma Bíblia ainda por escrever mas que a distância e uma delicada neblina impossibilitava ver com nitidez, e queda-se estático na dúvida se avançar ou não.
  No horizonte viam-se figuras com asas, e entre elas umas tocavam liras outras harpas, e uma tocava badalo rindo-se que nem um perdido, talvez o único com juízo no meio daquela orquestra de seres sem passado presente nem futuro, mas que achavam que na terra toda a gente gostava de santos mesmo que fossem dos que sacam o máximo deixando as pessoas no limiar da pobreza. Mas para ele, um intruso que não fora escorraçado nem ameaçado, nada daquilo importava ou mexia com a sensibilidade, antes fez que um sorriso malandro aflorasse no rosto e antes que se tomasse de atrevimento e fosse embora a figura que o olhava com uma certa curiosidade faz um sinal para que se aproximasse, e feito com um gesto fora do comum e ao avançar não pode deixar de sorrir. O homem tinha uma pala na vista, barba e vestimenta que lhe eram familiar do tempo de escola em que as professoras de história o obrigavam a marrar nos livros que tangiam as descobertas, o caminho marítimo para a Índia que ele achava que já existia antes de ser descoberto, as naus do Gama do Gonçalo Marco, Diogo Auau, Fernão Mendes Galinha, e outros atrevidotes que demonstraram coragem na suas aventuras, mas que lhe lixavam o tempo de andar a rodar saias, e já quase à distância dum aperto de mão pára na expectativa que ele o questionasse.
- Qual a sua divina graça?
  Que raio de linguarejar era aquele, o que queria dizer com a expressão sua graça, porque não o mandara sentar passou-lhe pela cabeça, mas de imediato repara que não havia mais nenhum banco para o fazer. Seria que lhe perguntara o nome, dá-se ao direito de pensar.
- Chamo-me Pitoresco Versejado e qual a sua
- Há quem me chame Poeta outros Chato no fundo um gajo que lixou a vida a muitos fedelhos que em vez de estudarem andavam a tentar saltar para a espinha de quem não deviam para além de não conseguirem mas sente-se
- Mas não disse o nome
- A seu tempo lá chegará senhor Versejado mas ora sou tentado a desafiá-lo a fazer uma poesia a maias comigo porque chegou-me ao conhecimento que o amigo escreve
- Deve ser broma mal sei assinar o nome senhor
- Permita que o elucide mas há quem lá para os sítios onde o caro amigo mora que sabe assinar o nome mas não sabe escrever
- Quem sou para contraria uma alma do outro mundo um ser extraterrestre um génio da palavra
- Aceita ou não o desafio que lhe enderecei
- Claro que sim e espero não o defraudar
- Então comece que o verbo é seu
  Pitoresco dá mostras de estar completamente a leste do paraíso, ou não estivesse no Páraisso, uma versão on-line do céu onde Caim dera duas bordoadas em Abel quando descobriu que o sacana andava a encornar o próprio pai e o mandou para os anjinhos, apesar do Velho Testamento nem piar sobre o assunto, tanto mais que admiti-lo era dizer que a Eva cambalhotava com quem estivesse mais a mão de a fazer entre gemidos ir ao épico do prazer sexual sendo que rapidamente equaciona estar perante um desafio mais excitante que jogar numa equipa de futebol da 3ª distrital e aceita.
-Ora então comece senhor
- Nem pensar dou-lh’essa prerrogativa
- Ah quer dizer que candeia que vai à frente alumia duas vezes 
- Vamos lá homem comece q’estou em pulgas por saber quão vale no improviso
  Como por encanto os pássaros que voavam nas imediações vieram a todo o gás parar nos ramos das árvores mais próximas a donde se disputaria a contenda. No Purgatórrido o Mafarrico esfregava as mãos de contente, na terra o rei Eujaz I da Portugávia punha a mão na cabeça e nas Minas da Panasquice um antigo mineiro desempregado vociferava contra o Estado por terem-lhe lixado o emprego e a reforma e sua adorada Contrafeita Purificaste de Joelhos já não poder comparar os ‘produts’ for maquilhagem, e na terra do bimbo todavia ninguém sabia o nome do adversário do seu mui querido conterrâneo, mas este lançando mão de tudo o que aprendera na ruelas da parvoeira não se ficaria ante tal desaforo e aceita a incitação
- Posso começar
- Claro que sim avance lá com essa poesia
  Versejado pede que lhe forneça uma folha para escrever o poema, mas o adversário diz ser impossível dado pretender que os versos sejam improvisados, não restando ao Pitoresco que exibir um sorriso de pronto para a largada. Num raio de anos-luz faz-se silêncio democrático para que até as bactérias pudessem regozijar-se com a actuação do seu preferido.

Desvaneça-s’esta pujança bruta
em versos que postam ‘desalento,
sustento de uma raiva inculta
dest’alma já viciada em tormento

  O mundo cala-se. Teria o intruso decorado versos que estavam ainda na mente do predestinado à sua frente, aquele que cantara poeticamente os feitos dum povo que representado por embarcadiços ia por terras do ímpio comer as mães das criancinhas enquanto os pias andavam pelas florestas, noutras latitudes com o nome de matas, a caçar pirilampos para iluminar cabanas e cubatas onde os seus rebentos estudavam as teorias de Newton, o espírito de Lock, e as últimas novidades em matéria de Finanças para que no futuro a Banca não entrasse em failure to pay, mas este, com gesto quase homérico, não se faz esperar e declama.

Encheu-se-me ‘vida só d’enganos
sem ter por perto quem me fartasse
esbanjando parte de meus anos
à privação de ter quem m’amasse

  As árvores da redondeza batiam a ramagem de contentamento face à parada resposta que assistiam discutindo com a passarada que seria o vencedor daquele combate vocal e apostavam sementes contra cagadelas de pardais, uns a favor de Pitoresco Versejado outros do amigo de longa data. A alma de longas barbas e cabelos brancos e lisos que lia o livro aproxima-se dos beligerantes, e num revoltear de páginas do livro pergunta quem estava a ganhar e quantas palavras já tinham sido desbaratadas naquela disputa tola. Ele, mais do que qualquer mortal, sabia que a vitória pertenceria àquele que há muito fazia parte do seu exército de defuntos e que se tinham imortalizados já depois de fenecidos, enquanto aquele novo poetizo ainda tinha muitos anos à sua frente a tenir, antes de alcançar o etéreo vale dos génios, mas não quer interferir e fica à espera do que vinha a seguir.

Não te doa por tal o que não tenho
q’em madrugadas enlouquecidas
camuflei mágoas, fraco desempenho.

  Mal dito os versos olha para o contrário que sorrindo levanta e rodopia sobre os tacões das botas de couro. Nessa altura Pitoresco vê uma espada já ferrugenta presa à cintura e mais atrás o livro que a Alma lia dava pelo título Os Lusíadas, e quando aquele termina o rodopio e se senta é confrontado com uma lágrima que escorria da vista cega.

Caiba-me então e por bem presente
aliviar tuas penas por esquecidas
visto de minhas há mui sou ausente.

  Terminado o verso estende a mão para cumprimentar, e num acerbo tom de voz fala dando por terminado o repto que lhe lançara; mais uma vez não diz nome nem alcunha por sabido que tão pouco seria necessário, antes faz uma recomendação.
- Pitoresco Versejado não se engane que a luz que brilha no céu só às vezes ilumina os verdadeiros poetas e nós ao longo da história fomos vivendo de desilusões provocadas pelos desamores tidos por mulheres que amámos, mas pior é ser-se esquecido e traído pela pátria por quem arriscámos a própria existência
  Sem dar tempo a contestação virou as costas e desapareceu na parede que a neblina fazia. Era tempo de abandonar o sítio, descer a escadaria da ilusão, recolher ao frio do seu quarto, e esperar que no dia de Natal um Pai Natal qualquer animado de boas intenções lhe trouxesse de prenda uma poema escrito com versos. Na rua uma moto em escape livre faz com que desligue o interruptor da ficção.


Inácio
(Terminado a 10 de Dezembro às 01:21)

   

quinta-feira, dezembro 22, 2016

Organização das Nações UNIDAS

O mais perfeito de todos os embustes;
_Organização das Nações UNIDAS, e depois há os que têm direito a Veto, e outros nem o voto conta.


Talvez por isso no próximo dia 24 milhões sentar-se-ão à mesa para comerem pratos recheados de Hipocrisia Assada regada com Taças de Cinismo.
Outros milhões contentar-se-ão com Sopa de Miséria e para desentupir, Canecas de Ilusão.
Comemorem o Natal, e esqueçam os últimos que deles (reza a Bíblia) será o reino dos céus.




Por eles vou comer uma  Malga de Tristeza  e beber um  Copo de Lágrimas  com  Rodelas de História...

terça-feira, dezembro 20, 2016

Vacina da raiva

Chips nos humanos...

Li e fiquei com a certeza que será um grande negócio.

e pensei....pois ainda sou dos que pensa, a seguir nascerá um outro business.
.
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A vacina contra a Raiva.

Maravilhoso mundo, maravilhoso...

quinta-feira, dezembro 15, 2016

106 medidas...!

Então não queiram lá ver que hoje ouvi que esta idiotice da formação/aulas já nem sei como apelidar a medida, se insere entre as 106 medidas constantes dum documento relacionado com a Prevenção Rodoviária.

Salvo as excepções que sempre devem existir para justificar a regra, pergunto se de facto e a lei penaliza os condutores que circulem a mais de 120 km/h nas auto estradas (a exemplo) orque razão se permite importação / venda de veículos que andam a velocidades muito superiores!

Será que a tal dita prevenção não devia passar por esta medida!

E uma pergunta: isto é extensivo à licença de condução das motorizadas, bicicletas, aqueles carrinhos engraçados que não carecem de carta de condução... e patins em linha, skates, carrinhos de bébé, triciclos, trotinetas enfim...agora estou a brincar.

Mas falando a sério digo, que era preferível terem a decência de dizer - vamos lançar um imposto sobre as cartas - que o pessoal não se importa de pagar, até porque o hábito faz o monge.

quarta-feira, dezembro 14, 2016

Internado de urgência

Mário Soares internado de urgência.

Prognóstico reservado
.
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Se Deus existe queno conserve por cá durante muito tempo.
.
.
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E que a eutanásia não seja aprovada
.

segunda-feira, dezembro 12, 2016

Guterres...um Presente vindo do passado

Hoje o Camarada Guterres assina uma " carga de trabalhos " na qualidade de Presidente da ONU.

Uma honra para Portugal, dizem, eu prefiro dizer para o povo lusitano.
.
E lembrei-me do Fado Tropical de Xico Buarque

Ó musa do meu fado, ó minha mãe gentil,
...
e  continuei a elegia ... tentando dar-lhe um ar mais risonho.

Ai o Brasil ainda vai ser  um imenso Portugal
Ai Portugal ainda vai voltar a ser um Império Coloquial.

Claro que estavam à espera que dissesse " colonial " mas como vim do ventre duma mulher, o meu pai nasceu na metrópole a minha mãe em Angola era o que mais faltava admitir que viesse um idiota chapado chamar-me filho de colono.

Parabéns Eng. António Guterres ... já agora um pedido:  NÃO ME DESILUDA.


E como o presidente Marcelo Rebelo de Sousa faz anos ( precisamente hoje) desejo as maiores felicidades e melhor prenda não podia ter que a eleição dum português para a presidência da ONU.

Vivam os Estados Unidos da Lusitânia


Fim

domingo, dezembro 11, 2016

Idoso aos 65 anos

Renovação da carta de conduçao aos 65 anos com aulas...!

Um dos argumentos é que 1/3 dos acidentes envolvem IDOSOS... !!!

E os outros 2/3 envolvem crianças?

Já agora, quantos acidentes são da responsabilidade dos mais novos e qual a % de mortes por ano e a correlação entre os diversos escalões etários!

Parece que estamos perante mais uma negociata do tipo AO envolvendo outros beneficários directos, porque os indirectos continuam a ser os mesmos.

Imagine-se um senhor de 65 anos com carta profissional conductor de longo curso ter aulas com um prof que nunca coduziu um camião entre Lisboa e Almada...

quinta-feira, dezembro 08, 2016

Dia da Mãe

Hoje é dia da Mãe.

Tenho uma dúvida. Dia da mulher que me pariu, ou da que me criou?

Como fui um filho desnaturado e um neto desalmado vou comemorar o dia pelas duas, aquela que não me pode criar e a outra que nunca me podia gerar.

Do vosso filho/neto beijo sem divisões nem preferências.

Inácio

segunda-feira, dezembro 05, 2016

Há cigarras e cigarras,


 
Para todos os visitantes do mês de Novembro, com votos dum feliz Dezembro
 
 
 
LENDA DA CIGARRA E DO GUERRILHEIRO

I

         - Ó caloira adorava comer-ta peida
Ela respondeu-lhe que não, e avisa
         - Filho não vim à Queima para aturar um reles parvalhão mas se queres despejar os tintins terás por certo bom remédio, desenrasca um par de patins vai às putas, mas lá não há crédito por isso leva o guitame contado para não te dar um sufoco, não vá o chulo estar mal disposto alagar-te o rabo e virares bicha pouco ou a pouco
E sem lhe dar tempo de resposta adianta
        - Vamos embora Felizana que este é do tipo que só encosta pois para pescar falta-lhe a cana
         - Bem jogado querida Posefina parecias a mulher do Bonaparte imperatriz antes de ser rainha e este nem para foder tem arte.
 
II

 Na mesa ao lado rindo à fartura Maldonato Feijão puxa da caneta cerra veemente a dentadura e remói: – A este só resta a punheta ao gato das botas raparam os bigodes à Padeira sobrou Aljubarrota aos gregos o Colosso de Rodes, e a nós portugueses, na risota, resta de consolo as Tunas a cantar
fatídicos mergulhos na praia do Meco com serenatas tocadas ao luar e chouriço sem o controlo da DECO, e fazendo-se tarde ó malta estudante abram a pestana, votem em palhaços que há décadas vejo meliantes tratarem os adversários de abraços; por tal formem um partido novo com ou sem lésbicas e maricões que importa é dar esperança ao povo que resta para votar, só em malandrões.

III

         Claro que estou a ser cauteloso pois a vontade é chamar-lhes vigaristas, porém arrisco ir ao parar ao calabouço e esperar em cada fim-de-semana visitas. Mas se um dia precisarem de um conselheiro não vos apareçam dores de barriga que menos perigoso é um guerrilheiro que cigarras disfarçadas de formigas

 
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