quarta-feira, novembro 28, 2012

SEM PRISÕES....!

Queria...mas na verdade (se mandasse) teria de construir mais, pois teria de meter toda a corrupção com cartão partidário atrás das grades...!




QUERIA UM PAÍS SEM PRISÕES
  
Hoje, veramente apeteceu-me fugir
por farto d’ ouvir gente a carpir
conversas fiadas sobre o luto!
_ queria ver um filme antigo do Pluto…

Esquecer poetas c’ roupas bolorentas
tias desgostosas das manhãs cinzentas
políticos oferecendo estrelas do céu
viúvas virgens, galdérias usando véu
rios q só sabem correr pró mar
e teoremas sobre várias formas d’ amar.
- Prefiro mergulhos em virtuais águas
d ‘ilhas onde não se conheçam mágoas.

Hoje, veramente apeteceu-me fugir
escapulir para um país a fingir
brincar aos polícias, sem ladrões
ver na praia meninos soltarem balões

(- Hoje queria um país sem prisões...)


Cito Loio

terça-feira, novembro 27, 2012

Eles afinal conseguem...!


De facto nós não somos a Grécia!

domingo, novembro 25, 2012

Ainda as ouço...!


Hoje faz 37 anos que se deu o 25 de Novembro.

Correrá tinta, falar-se-á de tudo e mais alguma coisa
De heróis e traidores, direita esquerda cima e baixo.

Para mim foi apenas mais um dia porque ainda …escutava o roncar dos aviões da Ponte Aérea, via olhar de incompreensão do Tadeu, não saía dos ouvidos o ganir de tristeza do meu cão, sentia o aperto de mão do Simão Buco, o chiar dos pneus do meu carro, última partida da Av. Sá da Bandeira já deserta, Terminal de carga da TAAG, a placa do aeroporto Craveiro Lopes a mão estendida de Nuno Viegas Vaz c’ a “minha passagem ”. sinal de aprovação do meu tio a voz calada do meu pai, a despedida muda da minha mãe Maria Albertina, e sobretudo…continuava a escutar as ONDAS na contra-costa de Luanda, e ainda hoje as escuto!

(Apontamentos do Inácio)

Já tinha publicado uma vez este POEMA e alvo de severas críticas, mas a todos que criticaram acusando-me de plágio disse e digo apenas que nenhum poeta é dono do meu mar, tem a exclusividade da minha dor, ou viveu a minha solidão.










sábado, novembro 24, 2012

A corrupção é,,,,





IMPERMEÁVEL


Quase tudo pela chuva é lavável
incluso a estátua do Contestável,
cidades afogadas de entulho
com repteis estirados num pedregulho.
- Lava preservativos dum indigente
que também sente como gente,
não escapando a alma dos infiéis
e no tempo de crise, os anéis.
- Deixa lavado o átrio da igreja
para q deputados morram de inveja!
- Lava-lhes mansões, a nós casebres,
hospitais estádios e albergues
até lava do pó as estantes
dos políticos, e são bastantes!
- Só a corrupção não é lavável
por já nascer impermeável...


Cito Loio


quinta-feira, novembro 22, 2012

Parabéns...Homem


O meu filho mais novo faz ontem, 21 de Novembro 24 anos não tendo de minha parte uma prenda material, mas terá no futuro parte de mim legado em peças escritas a oiro
 
Parabéns Pedro

MERCECIDO OIRO

Possuído, pensei vender todo meu ouro
comprado à custa de suor mouro,
mas cristalinas lágrimas de tristeza
mostraram a transparência da fraqueza
.
Percebi, quão volúvel a eleição humana,

jóias não reacendem finda chama
ou se vendem passados de dignidade
por vantagens de uma virtual felicidade
.
Recusado ‘acto passeei-me jovialmente

dando causa a que pudesse reflectir,
e não morasse no futuro o arrependimento
.
Erguida a cabeça, na vitrina em frente

Peças de filigrana vi iguais a refulgir,
pertença de quem delas tem merecimento
.
Cito Loio

21/11/2012



 

sábado, novembro 17, 2012

Soneto a Angola

Voltei de fugida porque…

Fez no passado dia 11 (Novembro de 75) que se deu a independência da terra onde nasci. Tenho escrito algumas coisas a respeito dela mas este é talvez a mais sentida de todas as reflexões. Para aqueles que sabem um pouco de história de Angola perceberão o que sinto, o que senti, e o sentimento que por ela conservo (por a ter pele e no ADN)
E porque continuo vagueando pela incerteza do meu futuro lavando o presente nas águas do passado escrevo em honra de dois grandes homens:

 Adolfo Castelbranco Francisco das Neves Castelbranco

 Muito obrigado, e que nunca permitam (Se lá no assento etéreo) que minha alma e perca, que meu corpo foi-se fragmentando pelos 4 cantos o mundo..

 SONETO A ANGOLA

Tenho por mim (e vós) enorme respeito,
mantenho intacta do berço ‘decência
chorando anos a fio a ausência
de minha terra, esta forma e jeito

Em cada grito declarei a agonia
de não ver do alto d’ agrestes montanhas
rios q transportavam dores tamanhas
duma independência q chegava a mim tardia

Por esse respeito, e por ela também tida
apaguei escritos contendo acusações
remetendo ao silêncio a revolta

E por demasiado afastado fui contido
arquivando na memória ilações
para q não errasse, havendo um dia volta

 Cito Loio (carta do Inácio)
 16/11/197…..2012







quarta-feira, novembro 07, 2012

O Polvo...


Primeiro dizer que acho extraordinária a ideia a criação (em Portugal) dum "banco de Fomento", contrariando a posição dos banqueiros, dado não caber à banca comercial o papel de "fomentar" seja o que for.

De seguida regozijar-me pela vitória de Barack Obama para um 2º mandato (presidente dos USA) desejando que saiba fazer uso do seu poder, e não o entregue à escória que prolifera no mundo das finanças virtuais. Este "polvo" que vive do fabrico de notas falsas legalizadas por organismos que nada produzem terá que ser, para bem da humanidade, controlado e colocado no seu devido lugar.

Por fim deixar suspenso, que provavelmente será o último poema que posto na Facebook. Para tudo na vida há um tempo e um limite, começando a sentir que esse tempo se escoa e o limite preste a ser atingido.
Julgo ter oferecido o que de melhor sei fazer nesta área, e se tiver algum valor e de mim reconhecer arte e engenho, um dia será publicado em livro; para já e publicitando será editado um livro (colectânea) pela Galeria Vieira Portuense, incluindo 2 trabalhos meus, o que honra poder emparceirar com outros ilustres Poetas já com nome na praça.
Não conto com aplausos, mas agradeço a todos os que me leram o tempo dispensado.
Espero não ter defraudado expectativas...
Grande abraço...

Inácio
(Cito Loio)



.

terça-feira, novembro 06, 2012

Pode ser que seja...!

A Europa caminha a passos largos para uma Levantamento Popular Generalizado. Até quando os governantes vão querer manter esta fantochada dos Mercados,Dívidas do povo,Défice.... 

PODE SER QUE SEJA

Sou anti-social mas não parvo
 não tenho património
nem medo do pandemónio
e farei da guerra meu fardo!

Só gosto de tomates plantados no quintal
e há muito que abandonei a mama.
- Dispenso também carros d' alta gama
preferindo os burros de Portugal 

Cito Loio

domingo, novembro 04, 2012

Aos montes...!


Senhores governantes/políticos, os portugueses não são apenas um grande povo, são o melhor povo do mundo
Os senhores infelizmente não são merecedores de o governar.
É por ter mágoas e penas que não saram que OFEREÇO a todo o elenco governativo, (menos ao ex-Secretário Estrado da Cultura que “deu de frosques/bateu com a porta” ao perceber a estirpe de quem o rodeava) o meu mais recente trabalho, garantindo-lhes que gastei muito do meu precioso tempo para escrever esta preciosidade do que os senhores levaram a destruir este país.

Quem se ofender tem bom remédio: muda de estação…




sábado, novembro 03, 2012

Que redima os pecados...!

Guardo o meu passado bem presente; dentro do peito ainda ressoam as balas da miséria, o pão da desgraça, e a língua que me me levou a este fado, quando cheguei a Portugal, obrigado a pedir a nacionalidade portuguesa por ter nascido em Angola!!! Hoje nem pergunto se aquela terra era portuguesa até ao dia 11/11/75!!! onde pude ver carrinhas e jeeps carregados de combatentes das forças "militares dos movimentos/fardados outras nem por isso" circularem em pleno coração da cidade carregados de metralhadoras e nas barbas dos militares de Abril! Se o perdão alguma vez couber dentro do meu peito...




sexta-feira, novembro 02, 2012

Morte do mestre...



quinta-feira, novembro 01, 2012

Pariu um poeta...!




O QUE POR MIM NUTRES

 Hoje como prenda ofereci-te o silêncio
mas agracio-te c’ palavras tecladas
expressões de sóbrio compêndio;
_ não borram ou vêem manchadas

Sentindo-me só entre a caridade
fui por calçadas, ruas, vielas, praças
e parando num multibanco
vi o saldo; _ cêntimos, oitenta e um!
- Não estava a zero, felicidade
que a vida não são só desgraças
e antes pelintra e manco
q de cócoras esperando cair algum!
(nem a jogar ao trinta e um)

Hoje como prenda ofereci-te o silêncio.
-Sim estou bem, na te preocupes!
- Boa dia caríssimo Inocêncio,
viu a latada, eram alegres as trupes!

(-Hoje não duvido ‘do q por mim nutres’)


Cito Loio
1/11/2012

quarta-feira, outubro 31, 2012

Um homem na cidade...!


domingo, outubro 28, 2012

Avé...Maria


POR ERROS MEUS

Vá-se o fogo deste amor ardente
q outra chama se vê já pungente
queima como lume brando
ou labareda crescida, crepitando

Rebelde, mas dele tenho medo
sentir que guardava em segredo
por querer que se não vá a candeia
e breve ilumine a mesma ceia

Rápido seja e rejeite agora o vício,
querer tudo q o coração ache
e razão dê ao machado, e o rache

Se entendido der desperdício
e deste amor seja imerecido
na terra errante, pague o castigo

Cito Loio
28/10/2012

sábado, outubro 27, 2012

Último poema que te escrevo

Dedicado a “Lei” Manuel do Nascimento Oliveira, regressado de Angola corria o ano de 1982, um retornado que não foi incluído nas estatísticas de 75.

A 27 de Outubro de 1953 Manuel era um homem feliz; estava marcado para o dia seguinte o nascimento do seu 1º filho.
A 1 de Novembro morria a sua mulher, mãe do seu único filho, vitimada perla incúria racista de uma maternidade branca.

O que o amor unira, os homens separavam. 4 décadas depois, a natureza voltava a unir. 

Nascidos em terras diferentes, foram a enterrar em terras distintas. Ela em São Paulo da Assunção de Luanda, ele em Leça da Palmeira/Matosinhos, uma terra que não chegou a conhecer.


DESTINO DUM RETORNADO


Ficou sim, agarrado ao sonho e andando
Guardou em África por entre sombras
Lembranças curtas da sua amada,
Doce silhueta leve e apetecível
Pedaço da vida, restos de mel açucarado

E viu-se pela guerra enclausurado
Presa de arena mantida pose inconfundível
Como nau de uma extinta armada,
Sob fogo, e por cima de revoltas ondas
Sobreviveu; _ já pouco navegando!

Solitário velho escanzelado e doente
Regressou sem data de registo
Ao velho continente que o vira partir

Sem gemidos, cerrado punho e dente,
Envergou um fato barato de negro tecido
E decidiu morrer. - Fê-lo a sorrir!

Cito Loio

sexta-feira, outubro 26, 2012

No Porto, quase acabava morto...!



QUASE MORTO

 Hoje senti-me cansado deveras,
ao espelho mirada caveira.
- Que dolorosas são as esperas
longa senda, e entre nós a fronteira

De Dalatande voei à Covilhã
Chivinguiro, rolei pela Lourinhã
Benguela espreitei o Ribatejo
e que largo o estuário do Tejo!
- Do Ambriz espreitei Estremoz
Lobito nadei até à Figueira da Foz
tantas visitadas.- No Porto!
_ vão 30 anos, quase acabo morto

Hoje senti-me cansado deveras,
por rodeado de gente sem escrúpulos
mais temíveis q africanas feras
escarnecendo até dos apupos.

(- Hoje, cansado, revivi folias de putos)


Cito Loio

quinta-feira, outubro 25, 2012

Não dá uma pa caixa...!


Senhor Victor Gaspar...

Lutámos por edificar Portugal, demos novos mundos aos europeus, criámos uma raça nova, fizemos Guerra no Ultramar para que o "nosso" mundo não caísse nas mãos dos vendilhões do templo. As nossas Mulheres/Maridos /Pais/Avós/Antepassados construíram este País esta Pátria esta Nação.

E você?
O que fez por ele (para além de gastar o nosso dinheiro com uma educação cara?).

Não lhe deve ter servido de muito porque já se enganou mais em 9 meses, que a Virgem em relação ao nascimento de Cristo (não sei se me entende mas como teve o formação cara deve (pela certa e por cautela) aprendido coisas sobre a Portugalidade, tais como D Afonso I ter sido o 1º Rei de Portugal, D Manuel II o último, e que os tipos com perfil semelhante ao seu já no século XIX andavam a conjecturar a derrocada da pátria-mãe ( não sei se aprendeu "douradamente" a razão de não se usar o termo Pátria-Pai...!)

Caríssimo e douto senhor; sabemos exactamente o que é o Estado, só que não o roubamos, não o privatizamos, não o vendemos aos Mercados, e exigimos dele apenas o que achamos que pode dar...e pode se não for diariamente assaltado pelos senhores que afinal tiraram cursos caros.

Podia escrever um livro sobre "educação cara pois fui um dos privilegiados já 1958 ...e como andei a gastar dinheiro ao meu pai (não serviu de nada porque naquele tempo não havia Universidades Particulares) lá tive de alombar com os costados na tropa enquanto o senhor andava a fazer contas em como, um dia que viesse a ser Ministro das Finanças retribuía ao Estado o dinheiro (o muito que este gastou com a sua educação). Afinal serviu de pouco...dado que V Senhoria não acerta uma...


Senhor Victor Gaspar... Lutámos por edificar Portugal, demos novos mundos aos europeus, criámos uma raça nova, fizemos Guerra no Ultramar para que o "nosso" mundo não caísse nas mãos dos vendilhões do templo. As nossas Mulheres/Maridos /Pais/Avós/Antepassados construíram este País esta Pátria esta Nação.

E você! o que fez por ele para além de gastar o nosso dinheiro com uma educação cara?
Não lhe deve ter servido de muito porque já se enganou mais em 9 meses, que a Virgem em relação ao nascimento de Cristo (não sei se me entende mas como teve o formação cara deve (pela certa e por cautela) aprendido coisas sobre a Portugalidade, tais como D Afonso I ter sido o 1º Rei de Portugal, D Manuel II o último, e que os tipos com perfil semelhante ao seu já no século XIX andavam a conjecturar a derrocada da pátria-mãe ( não sei se aprendeu "douradamente" a razão de não se usar o termo Pátria-Pai...!)

Caríssimo e douto senhor; sabemos exactamente o que é o Estado, só que não o roubamos, não o privatizamos, não o vendemos aos Mercados, e exigimos dele apenas o que achamos que pode dar...e pode se não for diariamente assaltado pelos senhores que afinal tiraram cursos caros.

Podia escrever um livro sobre "educação cara pois fui um dos privilegiados já 1958 ...e como andei a gastar dinheiro ao meu pai (não serviu de nada porque naquele tempo não havia Universidades Particulares) lá tive de alombar com os costados na tropa enquanto o senhor andava a fazer contas em como, um dia que viesse a ser Ministro das Finanças retribuía ao Estado o dinheiro (o muito que este gastou com a sua educação)

Afinal serviu de pouco...dado que V Senhoria não acerta uma...


terça-feira, outubro 23, 2012

sou filho único...!


Quem nunca conheceu a pobreza
Não valoriza a abundância


QUERO UM PRATO DE AJUDAS

Hoje rodou um filme pela minha mente
e vi jogar no parlamento, bombas;
_ não tinham intuito de matar gente
decorria a acção na calada das sombras

Simultâneo gritos, de crianças famintas,
pais procurando no suicídio…
remédio santo para a encapotada vergonha
de se verem na sociedade mendigos.
- Desfilaram ainda rostos de velhos amigos
dos que decretam, formados em ronha,
papo cheio, reformas, garante vitalício
fingindo não s’ estarem (pró povo) nas tintas

Hoje rodou um filme pela minha mente
Nele, também vi, típico desfile de prostitutas
e um pobre, ali, à minha frente
com frio, prato vazio. Nunca tivera ajudas!

(- Hoje soube, porque perdoou Cristo a Judas!)

Cito Loio


segunda-feira, outubro 22, 2012

Brilhante afirmação...!



Brilhante afirmação: «Os portugueses têm os governantes que merecem»




domingo, outubro 21, 2012

Se perde sur sa bouche

Este poema é uma homenagem ao grande António Manuel Pina; todas as manhãs, a 1ª coisa que lia era o seu comentário no JN. Vou ter saudades… ou melhor já tenho.



Não sei se o (poema) é bom mas a (foto) é do melhor 


Un rire qui se perde sur sa bouche



 
Web Analytics