sexta-feira, junho 29, 2012
quinta-feira, junho 28, 2012
Vampiros da bola...!
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quarta-feira, junho 27, 2012
Oração...da austeridade!
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terça-feira, junho 26, 2012
Fome em Portugal?
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quinta-feira, junho 21, 2012
Partem...à procura d' emprego
Ao ler no JN (21/6/2012) as declarações de Belmiro de
Azevedo sobre o Desemprego, não pude deixar de pensar no secretário de estado
que aconselhou os jovens a emigrar. Se este é um ignorante já o senhor
engenheiro se esqueceu que milhares de portugueses têm experiência do que representa
migrar e como vieram depois do 25 de Abril…!
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Por outro lado os que partiram a salto hoje
interrogam-se, vendo o seu país vendido a retalho, se valeu a pena o
sacrifício.
Claro que quem cresceu longe do pai não está disposto
a ver o seu filho crescer longe de si, e este é um dos dramas que se transmitiu
aos seus filhos apenas por ausência.
Já agora porque havemos de emigrar quando o problema
de Portugal se resolve prendendo os GATUNOS!
Mas como considero o senhor Eng. uma pessoa bem-intencionada,
ofereço um poema, e uma canção de que certamente se lembrará
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HOJE (Senti saudades!)
Hoje li, combate-se o desemprego viajando!
_ de Jacto Tgv, Bus ou…caminhando?
- Manifesto, diria Camões, senhor Belmiro
muito vos aprecio e em nada admiro
E diria agora, Correia de Oliveira
vendo Galiza já sem homens
para poderem cortar pão
que partem e aterram em qualquer cais.
- e digo, não pensem ser besteira
eles que partam e ficaremos sem jovens
q’ em vez de defensarem a nação
sustentarão as multinacionais
Hoje li, combate-se o desemprego viajando!
_ perguntei-me até quando ?
- Sem resposta, lembrei-me, fechado jornal
das lágrimas vertidas por Portugal!
(- Hoje, senti saudades da terra natal…)
Cito Loio
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segunda-feira, junho 18, 2012
domingo, junho 17, 2012
terça-feira, junho 12, 2012
Ténis Clássico
As inscrições podem ser efectuadas para o telefone : Academia João Couto 220137796
entre as 14:30 e as 18:30
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domingo, junho 10, 2012
10 de Junho
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sexta-feira, junho 08, 2012
Pelo menos gente...!
POETA E GENTE
Quando morrer verei 1 milhão d’ amigos
lamentar a minha terrena pobreza
- Soubéssemos, enfrentaríamos perigos
pr’ ajudar – transpirava nobreza
decoro, do mais alto calibre
homem de carácter, espírito livre.
Quando morrer, inimigos, terei 1 milhão
lamentando-me com certeza.
- Respeitá-lo era nossa obrigação
que nele vimos a destreza
dum simplório gosto, e o combater
c’ dignidade, até no perder.
Defunto (!) quero que me sepultem
no cume da mais alta serra
que certa gente, até morta, ferra
exigindo que não me culpem
por ser poeta. E intransigente,
nunca ter renegado a minha gente.
Cito Loio
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quinta-feira, junho 07, 2012
terça-feira, junho 05, 2012
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domingo, junho 03, 2012
Por um único homem...!
Primeiro espero que a este governo ou os que vierem depois não tenham a imbecil ideia de acabar com a comemoração e o feriado do 10 de Junho.. .
Portugal é um país que merece ser respeitado nem que seja por um único homem, e esse chamava-se Luís Vaz de Camões.
*
JULGUEI EM TEUS OLHOS
(Poemas a Maria / Homenagem a Camões)
Mal aquilatei em teus olhos, perceber
reprovações tamanhas, senhora!
-Assim, pertíssimo, estive de perecer
visto a vontade ser, única perdedora
Querendo-te, vendi-me a preço certo
tomando o nada como ganho.
- Ao ficar do desespero perto,
ganhou a alma como sorte, um lenho.
E de tanto ser a vontade de querer-te
esqueci-me, quão fácil perder-te.
- Q’ o pago não cubra o que desgastasse
Tarde, e por valioso ser possuir-te
não dei fé q’ viesses a novo amor abrir-te
sem q’ alguém mo confessasse
Cito Loio
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quinta-feira, maio 24, 2012
Escrito em silêncio...!
O poema que meu pai escreveu em silêncio.
DE SENTINELA
O decálogo deu a Moisés, o Senhor,
eu, nem sequer enxerguei sua Graça
- A ele falou dos ganhos do amor
a mim, apontou caminhos da desgraça
Obediente pregou ao povo a palavra
eu, quis ir pelo mundo cão
disseminar versos c’ que se lavra
o sonho, na planície da imaginação
Glorificado subiu ao céu de supetão
marcando a sua vontade a punho
num livro, sem definido cunho
Eu, foto d’ esposa, na cama da solidão
montei eterna sentinela
esperando o dia q’ vá junto dela
Cito Loio
24/5/2012
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segunda-feira, maio 21, 2012
Com África até à morte...!
*
Manuel, “o Lei”
do meu 1º romance, faria neste 25 de Maio 84 anos; pela diferença declarada,
por tudo o que nos separou, este é o meu poema de homenagem
*
num museu vivo sem diploma
registo carnal de duas vontades;
_ e mostrou ao longo do progresso
honradez, congelado q' foram tibiezas
ao destruir os cristais da redoma
q’ o aprisionavam, livre de grades
Retornado à pátria mãe, tarde
gemeu em silêncio, e sem alarde
teve no primogénito ataduras
já sem força para rupturas.
percebeu ser impossível ‘recaminhar’
na exacta medida q’ ia envelhecendo.
-Ao piar trágico da coruja
lendo uma bíblia imaginária
perguntou a Deus s’ era hora d’ embarcar;
_ sem resposta foi perecendo
Findou-se no país que o viu nascer
o mesmo que o vira padecer
legando bibliotecas de dignidade
a quem escreveu estes versos de saudade.
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sexta-feira, maio 04, 2012
Escrito em português
um querer absoluto, profundo e sentido
deitem-no ao lixo. Amor, nem vai a votos!
ser o amor único inquilino do coração
usada por todos, as vezes q’ basta
ser o amor sentimento banal,
vocábulo usado para rimar, com amor
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terça-feira, abril 24, 2012
E vão 38 anos...!
In memória do 25 de Abril, um golpe militar que destituiu Marcelo Caetano da Chefia do Conselho de Ministros. Desta vez não posto imagens nem cançonetas, que já se escuta ao longe a marcha fúnebre.
*
marcou-me c’ sons sepulcrais
vinte e cinco rajadas, um batalhão
cravos tanques e pouco mais (!)
palavras de liberdade, cantilenas
já viajadas comigo na cegonha
- Deixada atrás uma placenta,
fosse outrora esta pátria isenta
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quinta-feira, abril 05, 2012
Boa Páscoa
ESCADA ABAIXO
Pró atlântico desaguava um Kuanza
junto duma ilha, com esperança;
_ deitado na areia, via, por um véu
Alcina, Conceição, Lurdes, Mª do Céu
sem enxergar quem me dera o ser
Esfregando os olhos até doer
sustinha a respiração e o lamento.
_ Procurada a voz trazida p'lo vento
recebia silêncios de compaixão
quando lia os avisos de recepção!
Aos toque da campainha do portão
escada abaixo disparava em correria
enchendo a varanda de fé tal a alegria;
_ gritava, é a minha mãe chegou
depressa, o lanche, já me vou!
Era Páscoa, farto o coração cegou
e vítima única do meu anseio
deixou de espreitar a caixa do correio.
-Ao olhar-me, percebi a verdade
q' hoje (dela) não conheço saudade.
Cito Loio
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sexta-feira, dezembro 30, 2011
Bom 2012
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RECLAMO AMIZADE
De montes alentejanos fiz caixilho
pintado
tive de norte a desnorte vida de
escravo
plantando farpas no corpo por meus
filhos;
_ nunca ouviram dizer deles ter
cadilhos
q’ de meu pai herdei o pecado de viver
só
sem esquecer minha mãe q’ viera do pó
minha avó olhares de solidariedade
e a força q’ me manteve vivo a esta
idade
Destrocei sonhos em passagens de ano
doze passas outras tantas balas
perdidas
e afoguei-me num sangrento oceano
Ignoro q' benesses me serão
concedidas;
_ mas ao renovar de página, reclamo
amizades que nunca permiti esquecidas
Cito Loio
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