quarta-feira, fevereiro 15, 2017

Gesù, Ernesto e Cito


De Gesù Cristo passando por Ernesto Guevara encontro Cito Loio um revolucionário da vida.
Senhores políticos cortem-me tudo mas saibam que as vossas balas comparadas com os projecteis que me feriram são peças de sabão

segunda-feira, fevereiro 13, 2017

Pro dia dos Namorados



Até Ser Maior 








Liberte-se menina, não se acanhe
senão...não há quem a ganhe
e com uma pele tão escorregadia
goze o que de bom lhe oferece o dia

Tire selfies onde a vejam sorridente
divulgando escultural corpo ardente,
mas ant'estranho convite pr'uma festa
pense, nem toda a gente presta.

E como sou um 'Tio' bué porreirão
aviso _ "Não vá com o primeiro galifão 
nem aldrabe data de nascimento

Que após a casa arrombada
trancas na porta é trabalheira escusada,
os 3 não se vão por s'estar ao relento



Cito Loio
9 Fevereiro 2017







domingo, fevereiro 12, 2017

MOCHILAS ALIGEIRADAS

MOCHILAS ALIGEIRADAS

Estalou renovada polémica sobre o que constitui penoso fardo para as crianças portuguesas transportarem as mochilas carregadas com livros de estudo e provavelmente outros que aqui não importa referenciar. Antes de entrar no assunto em si, deixem que vos conte uma pequena história passada em 1967, meio século pasme-se, mas que é inteiramente suportada por verdade.

Certa manhã uma professora do ensino oficial faltou por doença, pelo menos é essa a minha convicção, e a turma acabou por ter uma borla ao último tempo da manhã ou seja o horário das 11,40 às 12,30. Por ainda ser cedo para ir para casa, uns, outros por terem de esperar quem os fosse buscar um grupo de alunos, onde se incluía um jovem moreno a fazer 14 anos, resolveram sentar-se no passeio em frente ao portão principal do Liceu Nacional Salvador Correia, (não lhe puseram o nome de Sá e Benevides sabe-se lá porque motivo e para o caso tampouco interessa) de costas para a rampa onde nas férias escolares se faziam corridas de rolamentos, passeio que se situava do outro lado da rua Brito Godins, e para ser ainda mais preciso a cidade denominava-se naquele tempo dito colonial S. Paulo da Assunção de Luanda, correndo por essa altura um calor agradável a tanger os 30 º, num mês de Janeiro. Palavra puxa sacanagem, coxas da Zézinha eram tão boas como as da Rosarinho, o Eusébio apesar de moçambicano era um gajo fixe, o Salazar um velhadas que não visitava os pessoal da pesada e das picadas, a tropa macaca quando vinha do mato só queria dar umas berlaitadas nas sopeiras, o pessoal entabulou conversação do mais alto gabarito académico ao ponto de se terem esquecido das horas e nem terem dado conta que tocara para a saída do período da manhã. Súbito o ponteiro do relógio da torre marcava 12,50, hora para cada um fazer-se à vida. E tal foi a pressa que nem 30 segundos gastaram para desfazer o grupo e desabridamente marcharem cada um para seu sítio o mesmo que dizer para almoçarem que a fome apertava o estômago não se enchia com conversas sobre metropolitanas infelizes por serem virgens ou com o aço das balas tresmalhadas numa verso que ninguém ligava patavina e que consagrava as “malhas que o império tecia jazendo morto e arrefecido o menino de sua mãe tão fenecido como o filho da prostituta do bairro Operário.
O que tem esta história de interessante? Nada, a não ser que um deles, banhava a noite o jardim da vivenda quando se dá conta que não tinha os livros que levara para as aulas desse dia, lembrando-se que os deixara depositados no asfalto junto ao lancil do passeio onde estivera em amena cavaqueira. Ir buscá-los nem era bom pensar até porque seria quase impossível justificar familiarmente a razão de necessitar sair aquela hora da noite e sabendo de antemão que o pai não ia em conversa para boi dormir nem em poemas de puto revolucionário e por resolveu esperar que o novo dia amanhecesse, não chovesse durante a noite e fosse o que a sorte ou o azar ditasse. Espanto ou em tanto os livros estavam exactamente no mesmo sítio, intactos, e o nosso jovem concluiu que ninguém estava interessado em carregar aquela gaita. Afinal a cultura era importante mas tinha Conta Medida e sobretudo Peso.

Rememorada a história e esse meu amigo safado, compreendo hoje e de certa forma preocupações adicionais de pais e experts em matéria de saúde infantil até porque ainda me recordo daquele tempo de estudante em que a maior parte do que aprendi dos livros só serviu para reconhecer que muito do que continham era uma maçada e que mais tarde viria a ser alterada, umas vezes por constituir um disparate, outras porque, ultrapassadas no tempo, verificara-se serem literalmente erradas, não se colocando todavia em causa a formação dos professores nem os terem mandado repetir os estudos e os exames efectuados ao longo da sua formação académica, aliás o que hoje em dia acontece, ou seja, um sujeito tira um curso a escrever Perspectiva e depois, pasme-se, diz que não é assim que se deve escrever e vai daí elimina um conjunto de letras e símbolos indefesos da nossa forma de colocar no Papel ou Material Informático topo de gama o que pensamos ou dizemos.

Retomando todavia o tema das mochilas a verdade é que de facto aquelas devem estar pesadíssimas a ver pelos boys que as carregam e levam as calças ao fundo do rabo tal o peso sobre as costas, e as niñas sorridentes, arrastam-nas pelo chão empedrado ou fazer sobressair o peitinho afim de compensar a perda de equilíbrio provocado pelo peso adicional à retaguarda, sendo contudo bom, recordar que as ditas mochilas já estiveram mais pesadas, isto antes de os intelectuais da literatura editorial/gráfica terem retirado um conjunto de pesadas consoantes e alterarem a ortografia duma língua que não lhes pertence beneficiando do beneplácito dos nossos governantes. Porém, como sou a favor  da saúde pública e eterno defensor das crianças, valores fundamentais para o futuro do país e da humanidade, e para ajudar os governantes a resolverem a problemática criada sobre o peso excessivo das mochilas deixo aqui uma sugestão.

Após retiradas as consoantes surdas, os p e c das palavras acabe-se também as verdadeiramente mudas, ou seja, as que colocadas no início das palavras não alteram a fonética; assim passe-se a escrever e só a exemplo, Oje, Ospital, Orta, Otel, Ospício, Irto, Ifen, Aver, Abitar etc, constituindo estas apenas alguns exemplos, e como não podia deixar de ser o H da palavra homem também pode ser retirado pois por cá já vai havendo cada vez menos da espécie sobretudo com H maiúsculo. Somando a estas e num acto de inteligência soberana, os CH passam a ser substituídos pelo X; Fexar, Axar, Paxorra, Caxo, Moxila, Xatice, Xávena etc,etc,etc… e não esquecendo por importante o Xupista, e o Xulo sou a concluir convicto que depois de tirar tudo o que está a mais nas palavras, e aliviado o peso da consciência dos promotores do famigerado AO, as MOXILAS ficarão de tal forma leves que os pais vão ter de colocar pedras nas mesmas para que os “piquenos” não se esqueçam que as transportam às costas. 


Nota final.
Meus caros políticos, não é necessário tirar-se cursos de Governação para se aprender que existem coisas na vida que por tão simples que são não nos ocorrem. Aliviem lá o peso das ditas cujas e já agora libertem de algum peso a mochila dos impostos.

Inácio

terça-feira, fevereiro 07, 2017

Incompetentes


Indignado José Broncas chega junto do seu grande amigo João Elucidado e diz: 

_ Queres ver que por causa de me ter esquecido de colocar a cedilha no C mandaram-me um vagão de Cal em vez de Çal...são mesmo uns gajos incompetentes pá! 

domingo, fevereiro 05, 2017

Acidentes Mortais por Má Governação


Um acidente na VCI, este sábado à noite, envolvendo três viaturas, junto à saída de Francos, no sentido Arrábida/Freixo, no Porto, provocou um morto e vários feridos.

O acidente que, obrigou ao corte de parte da via, criou um autêntico caos no trânsito, com os carros a passarem lentamente apenas pela berma.

Segundo o que o JN conseguiu apurar, a vítima mortal é Maria da Conceição Pina, de 72 anos, residente em S. Mamede Infesta, Matosinhos, que seguia à frente, no lugar do passageiro, de um Volkswagen Polo. 

Já a condutora, filha da vítima mortal, sofreu ferimentos graves. No carro seguiam ainda outras três pessoas, no banco de trás, que também sofreram ferimentos.


...fiquei elucidado sobre a idade da morta mas não a da condutora e, claro que esta noticia leva'me a pensar sobre a historia verídica, de, a partir dos 65 anos (considerados idosos...mas não para a reforma) os condutores tenham de fazer formação.

E questiono-me...

Se pela idade surge de imediato a seguinte questão: Será que os inspectores, examinadores instrutores quando chegam aos 65 anos também vão fazer formação ou será que ficam automaticamente dispensados.

Ou ainda outra questão e que se prende com o facto de, se um individuo tirar a carta com 64 anos terá de fazer formação aos 65 ?

Quanto ao factor saúde que sugerem, cabe aos médicos a decisão de saber se um individuo tem condições de conduzir e se está mentalmente apto para reagir a estímulos externos, ou se entrou numa fase de demência que leva a conduzir em contra-mão. Claro que aos 30 anos e agarrado ao um BMW a deslizar a 200 Km não conta para estatísticas 



Era mais honesto dizer, que como o índice de natalidade diminuiu nas ultimas décadas, haver menos pessoas a tirar carta e dai a necessidade de encontrar uma forma de financiar o sistema.  Para tal bastava dizer aos condutores, "amigos" todos os anos vão pagar X euros para manter estes postos de trabalho.



Serão os Políticos obrigados a fazerem formação a partir dos 65 para conduzirem o pais...
... é  que tem havido muito mais acidentes mortais por motivo de má  governação que por acidentes rodoviários com Velhos de 65 anos


sábado, fevereiro 04, 2017

E vão 6 anos


Escrevi esta coisada no dia 4 de Fevereiro de 2011

Cheguei a casa, depois de uma reunião, e vi que a única garrafa que tinha era de Vinho do Porto. Pois bem: 2 febras bem passadas uma banana, deixei correr - Tito Paris , Dança ma mi criola - levantei o copo com o nectar amaciado das encostas do Douro, pensei nos políticos de todo o mundo e tive uma enorme vontade de rir - quanto dariam para estar no meu lugar!


quarta-feira, fevereiro 01, 2017

Homenageando... Rui Veloso




FORA ENGANO, ACONTECEU


Deu ocupação permutando próprio sorriso,
a alma e tudo o que remanescente foi preciso
para a ver venturosa, para vê-la saudável,
ser seu servo, servindo-a,  ser-lhe prestável
partindo para renovado descobrimento
a terras onde a paz conquistada foi tormento
depois de segura ‘gume de afiada baioneta,
canhões, zagaias, tiros limpos de escopeta
banhando a terra com sangue humano,
que nos mares Adamastor fora puro engano;
_ e sem Índias, sinalização, uso de tabuletas
ultrapassado tempo das velhas ampulhetas
lendo ‘eternidade numa obra sublime
que libertado o espírito chega, comprime
mancha entre rimas desusadas, causa dor,
em cada verso na ausência, vencido o pavor.
- Do infortúnio nasce de igual sofrimento
o poeta, que ganhando lutos no padecimento,
redesenha multicolor a bandeira da traição
palmilhando insidiosas estradas da desilusão.
***
Reaberto os livros que consagram heróis
transmutam ‘deserto em campos de girassóis
dão renovado sentido à velha literatura
versejando a honra no convívio com a loucura
cada sílaba das palavras que não disse
colocado em escrito o que outrora se predisse.
- Civilizado bardo traz ao palco da nova ribalta
líricos olvidados pela ignorância duma malta
que fez da pátria mãe mercado de interesses
com gráficos estatísticos todos ‘santos meses
vendendo-a (nem sempre) pela melhor oferta
deixando franqueada sempre ‘porta aberta
à rapina, a troco apenas de uma segurança
que só deles (dos inimigos) merece confiança
atirando à desgraça porção de um povo
a soldo de idealismos e tretas sem louvo.
- Acorrentado à pobreza, eis que novo poeta
vê-se desviado da procura, a última meta,
privado de contender contra francos pesadelos
que engendraram emaranhados novelos.
***
Da tristeza em horas de angústia já exaustivo
viu consumar-se de razões tão duro motivo,
dum afastamento com símbolo de repúdio
que testemunhou (por fim) não ser só dúbio
mas bem real os pergaminhos da pobreza
que nem todos ‘nobres vindos são da realeza.
- Esperando chis duma ausente em dia de anos
desencantado com ‘selvajaria dos humanos
do alto da escadaria ouvia concertos de Chopin
lendo Bernardo de Claraval e histórias de Batman,


heróis que acreditava trazerem-lha acalmia
ante relâmpagos que mudavam a noite em dia;
_ agarrado ao travesseiro, tremia confundido
aniquilando sombras do tecto, emudecido,
sonhava ser órfão duma história mal contada
acreditando afinal ser a mãe dedicada fada
bem fazente nos países dum planeta distante,
e querendo, ao estalar dedos viria num instante,
cobri-lo de beijos igual ‘qualquer outro amigo
em tempo de medo, ele sem encontrar abrigo.
***
Crescido viu serem contos ideadas invenções
colorindo ‘época dos jogos em quedes e calções,
sem regras escritas, árbitros, tendo como juiz
o que garatujava nas lousas do colégio com giz.
- Montou o cavalo alado procurou o ‘arquê’
derruindo ‘alma  vacilação do dogma do porquê
e sem se importar com a ideia contemplativa
observou-se ‘auriga’ moderador sem divisa
que só o que se vê terá por base definição
e ele nunca vira, nem por analógica colação.
- Sentiu a ausência de si, sem corpo sem forma
ginete desventurado que se não conforma
escrevendo no íntimo ampliadas parábolas
oponenciando-as com conhecidas rábulas;
_ sem achar para ‘desventura lição harmoniosa
vê que nem sempre a melhor pureza é rosa
a falha da ‘anámnesis’ dita a impaciência,
e a temperança refreia renovada imprudência.
- Liberto de uma ideia quase ‘estamentária’
rechaça antagonismos vindos de gente pária,
e um dia, percebe ser a métrica passageira
mais que a dor; _ desta desconhece fronteira!

***
Fechados ‘cadernos duma sapiência académica
assume-s’em verso contrapondo com métrica
razões que à razão não assiste fundamentação,
o pecado original transita da filosofia à religião
e perde-se na mestra arcádia do quotidiano;
- Que mor acepção para todo o desengano?
- Rasga-se-lhe a castradura da indiferença,
pinta a negro ‘revolta, muda a cor da crença
e sem anuência confecciona novas balalaicas,
arremessando balas de tinta às concepções laicas
que o amor é trevo com pétalas ressequidas
e a esperança mortalha de quimeras fenecidas.
- Finalmente percebe sentido de ‘flatus vocis’,
jornadeia com estranhos por distintas polis
e encontrando substituta para veneração
retira as ligaduras que amordaçam o coração,
arruma a melancolia num lugar de garagem,
despede-se do passado, compra viagem,
sem reparar que o bilhete fora perdido na rua
duma cidade distante sombria, quase nua.



Cito Loio
19 a 20/9/2015









Arquê = (princípio)
Auriga = (comando)
Anámnesis  = (recordação)
Estamentária  = (por classes)
Flatus vocis = (palavras ocas)
Polis = (cidades)

sábado, janeiro 28, 2017

....até que o diabo chegue


Tenho pesquisado e dado voltas a cabeça e ainda não consegui saber quantos votos teve o PSD nas ultimas eleições.
Evidente que o PS não ganhou as eleições mas...acho que os comentadores e políticos afectos ao PSD e CDS deviam ter um pouco mais de cuidado quando falam de cima da burra, até porque dão azo a que o senhor Costa responda...

...até que o diabo chegue...


Totais Globais Legislativas 2015
Portugal à Frente 38,50 % Lugares obtidos...107
 (PPD/PSD.CDS-PP )
PS 32,31 % Partido Socialista Lugares obtidos...86



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quinta-feira, janeiro 26, 2017

Idosos em piso rápido no AO


Chegadas as meias finais reparei que a media de idades dos quadros masculinos e femininos referente ao ano de nascimento dá uma média de 32,3 anos. 
Nada mau ...but!




WTA - quadro feminino dia...33,5 (3 veteranas)
ATP - quadro masculino dia...31,25


Também me chamou a atenção o facto que teremos pelo menos uma veterana na final WTA

Outra estranha sensação prende-se com o facto do torneio se disputar num Clima Quente o que não favorece os "Idosos" e para maior espanto o torneio disputa-se em Piso Rápido .

Bom speremos pelo menos que numa das finais esteja pelo menos um atleta de 26 anos ( Dimitrov no Quadro dos Homens  ou Wandeweghe no Quadro dos Homens )


Comentários meus? dispenso-os



quarta-feira, janeiro 25, 2017

Do Minho a Timor...

Domingos Pereira abandona o Partido Socialista mas continua como deputado!

 Do Minho a Timor... 
quem votou neste senhor?

Julgava que se votava num partido e que o numero de deputados dependia da % obtida no acto eleitoral, mas parece que as pessoas podem ser eleitas por uma Sigla e depois querendo saem dos partidos e unidas formam uma força que no fundo, sem terem de se submeter a sufrágio, podem decidir sobre o destino do povo.

Bonito bonito era haver quem gostasse de galinhas sem penas....


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domingo, janeiro 22, 2017

TALVEZ (UM DIA) POSSA AMAR OUTRA



Para aquela que um dia amei acima de tudo de todos e existindo do próprio Deus.

Nesta hora que se aproxima a derradeira batalha final da qual despojado de armas atravessarei os caminhos do desespero num abraço terno, encostado ao meu único amparo direi Amo-te como nunca fui capaz de amar outra, pois continuei a amar-te agarrado ao teu sorriso de morte quando num sussurro lânguido me disseste "hasta la vista comandante"


TALVEZ (UM DIA)


Talvez um dia te carregue em cima dos ombros 
e num paraíso distante, longe ’más criaturas,
corramos descalços no areal, de novo cristalino
duma praia tão nossa como a deste Criador,
para mergulhados nas águas vendo calmo ‘mar 
fazermos um filho igual àquele que perdemos,
sem delações, renovando ‘nome à Liberdade.

Talvez d’espera, sem anuência ou desassombros
fui-me perdendo em incalculáveis aventuras
conservando delineação de apropriado destino,
e ostentando o regozijo de descontinuo clamor
(outros por natural ordenação) fiz desabrochar.
- Face a uma espécie de Deus que não tememos,
amar-nos-emos, em união de facto, de verdade. 

Talvez um dia seque este pranto nas tuas saias,
ou quem sabe s’entr’afagos sem código de barras
reviva, desfeitos os lençóis, a última queimada.

Talvez repentinamente e sem censura ou vaias
acariciando-nos afoitos, desbastadas as garras,
pintaremos a paixão q’em vida vimos negada!



Cito Loio
(Poema sem data ou valor)

sábado, janeiro 21, 2017

Vinho do Porto





Agora é que estamos feitos ao bife...este senhor disse no seu discurso de tomada de posse para se comprar o que lá se faz...
...cheira-me que vão começar a produzir Vinho do Porto

sexta-feira, janeiro 20, 2017

Quem paga?


Não o conheço pessoalmente nem me passa pela cabeça tecer comentários sobre a iluminada intenção de Eleições Antecipadas mas...será que o senhor tem dinheiro para custear novo acto eleitoral ou está a contar que seja o povinho a pagar mais uma festa politica?

quarta-feira, janeiro 18, 2017

Tá mesmo



Quando isto acontece...está fodido




COBERTORES DE FRIO

Foto de Adolfo Inácio Castelbranco d'Oliveira.

Ao ler, hoje, no JN, que aumentou a venda de aquecedores e cobertores eléctricos fiquei muito satisfeito por dois motivos:
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1- o comércio ganhou com as baixas temperaturas 
2- há gente com poder financeiro para enfrentar o frio
3- a natureza adivinhando o meu futuro dotou-me de forças para enfrentar as vicissitudes do tempo.
.
O problema talvez o coloque naqueles que não foram bafejados pela sorte...
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COBERTORES DE FRIO
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Atravessando caminhos confusos
e rasgados lençóis da inquietude
ao destapar o seu corpo rude
viu cicatrizes de antigos abusos


Ajoelhada, sentindo um arrepio
gritou - cheia de penas me confesso
que nas vielas desta vida q'atravesso
apenas tive cobertores de frio.


Do outro lado do banco do Metro
tremeu três vezes e tremendo disse
Senhora vinde, junte-se a mim,


Vê-de, não tenho coroa nem ceptro
padeci na cruz e o que predisse
fez-se a razão do principio ao fim


(e num acto de rebeldia Maria gritou:
- igual suplicio ó Cristo já nh'alma passou)

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Cito Loio
18 Janeiro 2017

terça-feira, janeiro 17, 2017

QUE SACRIFÍCIO....

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QUE SACRIFÍCIO

 Claro que andando a ouvir tanto disparate politico fiquei com a sensação que o Povo precisa de se rir com coisas serias




Já perdi 'que restava da inspiração
por gasta a tinta de nh'única caneta
perdendo q' fui ainda aos poucos a tesão
ao ponto nem ter vontade prá  punheta

Mas s'acaos me puxarem pela língua
a coisa delas não se dará por defraudada;
_ o mangalho pode até ficar à míngua
mas a rata, essa, senti-la-ão insalivada.

Claro que um bom minete custa caro
e mesmo exímio tenho de treinar
faltando já gajas boas...e voluntárias

Avançada a idade perdido o faro
resta-me por pobreza sonhar
que não me servem gajas ordinárias.


Cito Loio
15 Janeiro 2017

segunda-feira, janeiro 16, 2017

Janeiro mês de calor


E não é que me lembrei de Luanda no mês de Janeiro 

domingo, janeiro 15, 2017

JÁ VOAM PÁSSAROS



A minha homenagem a um grande grande cantor compositor
(in memória dos anos 70)


JÁ VOAM PÁSSAROS 


Esvoaça uma sombra no azul celeste
constante delineamento geométrico
que de tão complexo me baralha 
e me faz vogar no passado longínquo
desde o negro sul a coberto pelo leste
entre o som de um trinar frenético,
e uma guitarra, confundida metralha,
trabalhando ‘liberdade com afinco.

Pla velha  Europa funde-sa memória
dum tempo em que já finda a saudade.
- Florescido trai o desencantamento
das palestras encapotadas d’egoísmo;
_ escreve-se da Gente nova história,
e alterados conceitos sem potestade
mata-se ‘espécie sem arrependimento
nas TV’s com puro maquiavelismo.

Impotente, assisto ao ensopar do prado
sem armas, ultrapassada juventude
e extinta a força que um dia me moveu.

Dobrando os sinos, vejo o descalabro
no boiar mediterrânico dum ataúde 
sem o nome gravado de quem perdeu…

(E neste planeta que se fará deserto
espreita já o que longe se fará perto…)


 Cito Loio
(Poemas sem data nem valor)
28 a 29/6/2016

quinta-feira, janeiro 12, 2017

Calar é consentir


Não respondo, a si não respondo, a si não respondo...

***

E agora o que vão fazer senhores jornalistas!
Calar é consentir

terça-feira, janeiro 10, 2017

Pelos pilares dos Jerónimos

A  25 de Novembro de 2016 com 90 anos morria Fidel de Castro.

Quer se goste ou não este sujeito pegou em armas e lutou contra a ditadura que imperava no seu país.
Era um ditador um facínora o que quiserem chamar ao homem mas nessa altura, para além se ter decretado 9 dias de luto, os cubanos, ou o governo, entenderam levá-la pelas cidades e terriolas de Cuba.

Em Portugal e com a morte do denominado pai/avô da vossa liberdade e democracia afinal só decretaram 3 dias de luto e a porra da urna contendo o corpo de Mário Soares só passeou pelas ruas de Lisboa estando os responsáveis pelas exéquias fúnebres cagando-se para o resto do país não obstante todos pagarem aos militares e demais pessoal envolvido no espectáculo mediático que se montou à volta da morte dum sujeito que durou o tempo que a natureza lho permitiu.


Estou triste não pela morte deste "senhor" mas ofendido por ter andado a conspurcar o Mosteiro dos Jerónimos um símbolo do Império, orgulho de um Povo que se fez grande e engrandeceu o Universo, símbolo inequívoco do Infante D. Henriques (o tal filho da puta culpado das descobertas e das façanhas dos navegantes portugueses que edificaram "nobre reino que tanto sublimaram") e que viria a custar milhões de vidas aos ex-portugueses negros que pereceram após a exemplar descolonização de 75.

Sou novo, apenas a caminho dos 64 anos e como tal não sou do tempo da ditadura nem dos "pidescos" que me queriam foder na sala da reitoria do LNSC (um liceu imperial) apenas e tão só por um dia (porra corria o ano de 1973) ter tido a desfaçatez de levar à cena (co-responsabilidade da minha mana Kim)  num cinema da capital angolana (Avis) o Discurso na ONU, os Malefícios do Tabaco de Anton Tchekhov e o Menino de Sua Mãe de Fernando Pessoa, contrariando os avisos da DGS (direcção geral de segurança/ versão soft de PIDE).


Para aqueles que se acham democratas e que lutaram com armas contra a ditadura faço um minuto de silêncio.
Para os que andaram a coçar os colhões pelos pubs de Paris e viveram à custa da mesada dos paizinhos da "moderna" ou do que os países que queriam destruir o Império para que Angola não se tornasse independente por dentro resta-me uma frase: Que a terra lhes seja eternamente leve.


(Em memória da minha avó materna Lucinda dos Santos Loio
Em memória do meu avô materno Adolfo Castelbranco
Em memória da minha avó paterna Albertina Raposo do Nascimento Oliveira
Em memória do meu avô paterno Inácio Oliveira
Em memória da minha minha mãe Maria do Carmo Castelbranco Oliveira 
Em memória do meu pai Manuel do Nascimento Oliveira
Em memória de todos aqueles que um dia deram a  vida por uma pátria que julgavam sua...
...também por Luís Vaz de Camões, senhor Marcelo Rebelo de Sousa excelso Presidente da República...e por todos os pilares dos Jerónimos)


Sou e serei
Adolfo Inácio Castelbranco D'Oliveira

domingo, janeiro 08, 2017

Luto nacional

Foi decretado luto nacional
?
No dia que ouvi decretar-se luto por alguém que nunca defendeu a sua Pátria não pude calar 23 anos de solidão, vendo-me impelido a contar uma pequena história, passada em 1994, era então P. República Mário Soares e P. Ministro Cavaco Silva.

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Hoje brindo por saber que alguém algures finalmente descansará em paz.
.

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Silencioso no leito, anunciando-se 'morte,
esperava magra reforma por invalidez,
desconhecedor, vir caber-lhe por sorte
carta despachada, numa pura malvadez;
_ já envelhecido (sim) negado 'sustento
sentiu esgotar-se-lho resto do tempo.
Morria um homem investido de verdade,
4ª feira de cinzas festejava-se o Carnaval,
deixando-m'em testamento a saudade,
meava Fevereiro, ele nascido em Portugal!

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Vinda 'carta (negado apoio) calei-me revoltado
rasgando fotos do tempo q'andei fardado.

.
Cito Loio
( do Inácio, que a revolta não cala e o luto dura há 63 anos onde de pai são só e apenas 23)

sábado, janeiro 07, 2017

Não se faz

Francisco, amanhã na sua homilia de Domingo, deixará  no ar a pergunta ao sr. Bruno de Carvalho se conhece as razões de Deus ter abandonado o Jesus.

segunda-feira, janeiro 02, 2017

Ladis e Schwarza




Fatima Vanina trazendo nos olhos o amor e na boca o conforto, aproxima-se do vulto sentado nas costas dum banco de pedra à beira dum lago de areia que outrora servira para os concursos de saltos, passa-lhe a mão pelos cabelos, afaga-lhe a barba mal nascida, abraça-o, e fala baixinho.

- Saudades das pessoas que ocupavam estas casas
- Saudades de Ladis e sobretudo da Schwarza por causa dela tenho uma marca nas costas

Vanina conhecia-lhe a alma, convivera com os manos, amara-os, sacrificara a sua vida por uma recordação, partira com eles à desventura e culpava-se por não ter sido capaz de os travar evitando tanta dor. Na sua nova ocupação Cito devia cuidado ao aprumo independente do estado ao que país chegara mesmo que estivesse de folga razão pela qual o chama à atenção numa espécie de pedido-ordem.

- Amanhã fazes a barba vais cortar o cabelo não te deixo sair de casa nesse estado pareces um guerrilheiro



domingo, janeiro 01, 2017

Sejam bem vindos a 2017



Sejam bem vindos a 2017

e continuo de fato de treino





 
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