quinta-feira, março 31, 2016
segunda-feira, março 28, 2016
41 anos...Everything's Alright
Desde então guarda na memória a cor das lágrimas de tantos homens e mulheres que a ele se dirigiam implorando que embarcasse os parcos haveres que sobravam do trabalho e luta por terras inóspitas de uma Angola que se inundaria de miséria dor morte e sofrimento. Imagino quantos gritos reteve quando em voz embargada, perante a súplica dizia "embarco sim", sabendo de antemão a impossibilidade de se concretizar tão gigantesca tarefa, mesmo apoiado por Simão Buco, negro simples e honesto, carregador silencioso que nunca hesitou em cumprir o que lhe era pedido, do qual guarda talvez a maior de todas as frases que alguma vez ouviu ou leu, quando inquirindo-o se não tinha medo que os filhos pudessem ser mortos por balas perdidas ou mera vingança respondeu: "Chefe as balas matam mas não matam a fome..."
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quarta-feira, março 23, 2016
SOMOS DIFERENTES, NÃO RESTEM DÚVIDAS
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terça-feira, março 22, 2016
Dia Mundial da Água
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segunda-feira, março 21, 2016
Dia mundial da Poesia
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sábado, março 19, 2016
Antes que a memória se me vá,
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sexta-feira, março 18, 2016
império Colonial
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quinta-feira, março 17, 2016
Homem por antecipação.
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quarta-feira, março 16, 2016
NICO
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segunda-feira, março 14, 2016
domingo, março 13, 2016
Às vezes ainda danço....
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quarta-feira, março 09, 2016
Quem não sente não é filho de boa gente....!
Sr Presidente da República, para a sua saída…e para aquele que chega.

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segunda-feira, março 07, 2016
Spas caninos
procurando amor
Um dia ainda se inaugura uma boîte
só para dogs gays
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domingo, março 06, 2016
Pobres galináceos
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quinta-feira, março 03, 2016
quinta-feira, fevereiro 25, 2016
O Vinho
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quarta-feira, fevereiro 24, 2016
(Ou o outro lado da lua)
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segunda-feira, fevereiro 22, 2016
Viajamos num barco frágil de papel
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quarta-feira, fevereiro 17, 2016
Faltam filhos feitos na madrugada...
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terça-feira, fevereiro 16, 2016
Carta de despedida
Carta de despedida
A ti, meu pai que partiste nesse 16 de Fevereiro de 1994, 4ª feira de cinzas.
Sei que 22 anos é muito tempo, talvez uma eternidade, todavia insuficiente para pagar os erros que cometi a seu tempo. Nunca te pedi desculpa por saber que certamente não as encontrarias nos meus desvarios, não fosse a minha vida também constituída por incontáveis revoltas ante rasteiras e traições que ficaram por julgar.
Como tu também fiz luto, se bem que sempre vestindo uma pele amorenada. Se viúvo por mais de 4 décadas foi empresa épica, ser órfão toda a vida foi o tributo que paguei por ser filho silencioso, respeitando a dor que coabitava no teu peito, razão bastante por nunca te ter perguntado ou falado na Maria do Carmo.
Que me perdoes mas nasci assim, cresci com o diabo pintado na corpo, e tão vivo que ainda hoje o sinto à flor da pele, mas nunca me esqueci o significado da pasta que trouxeste de Angola em 1982 contendo os meus poemas entre as duas malas que te restaram de património após uma vida a trabalhar para este Portugal na longínqua Angola.
A razão dessa decisão só mais tarde a percebi, pois antes de mim descobririas que nascera com o engenho e arte de saber sofrer, que nas trevas daquela África profunda, desafiando o Adamastor, daria ao meu nome mais outro apelido.
Este é o meu ultimo tributo a um homem que foi grande, e de tão grande se fez enorme no silencio da própria morte.
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domingo, fevereiro 14, 2016
Dia dos quês!
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quinta-feira, fevereiro 11, 2016
Já dança comigo...
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