terça-feira, fevereiro 03, 2015

Dedicado ao 1 ministro

POEMA INFANTIL

 (Dedicado ao 1º Ministro)


 
 
Sou todo anti pseudo impressionismos
quadras alinhavadas por charlatões,
artigos mágicos, contos d’intelectualismos,
romances paginados pelo Dr. Cifrões,
borrifando-me prós maus comentários
saloias correntes de pinturas psicadélicas
imprudentes notícias contra proletários
ou chinesices num país murchas ‘camélias.
 
Não me importo sofrer contusões
rolar na areia, tomar banhos de espuma
ser alienar, acusado de dizer palavrões,
ser de centro esquerda ter direita a coluna
pois sou no âmago o que ‘mundo me ofereceu.
- Corrupto nunca!_ aprendi por conta própria,
e se ingénuo…intitulem-me Romeu
pondo-se de lado inconveniente bazófia
 
Irrefutável, eis-me produto da natureza
Sansão de ‘tranças’ há muito já escorridas
Inácio, o que para esta Ibérica Meseta
trouxe na memória Campanhas traídas
 
‘Amanhã’ ofereço-lhe um poema de criança,
(brincadeiras cometidas das matas africanas)
recheando as páginas de esperança
se não privatizarem os dias da semana
 
Cito Loio
2/2/2015


 

segunda-feira, fevereiro 02, 2015

Je suis Grego

Até à presente data ainda não escutei nenhum  político ou comentador dirigir uma palavra de conforto para as 300.000 famílias gregas que não têm electricidade.

Também estes são assassinados, não com balas mas com decretos emanados duma Europa que devia reflectir sobre os caminhos que tomou.

Hoje, torno-me Grego, e também sei o que é viver sem electricidade neste país de Democracia
e  de Liberdade de Expressão mas acima de tudo um país de escritores de Contos de Crianças.


sexta-feira, janeiro 30, 2015

Homenagem a Roberto Carlos




APENAS MAIS UM

Rolando pela estrada longo o percurso,
na cabine (um homem cumpridor)
retracto familiar, limpo tablier;
_ carteira telemóvel cigarros avulso,
invisíveis dedadas marcas de dor,
passada fronteira, para Montpellier.

Crente havia sido dum amo r eterno
aos seus, duma inquestionável abnegação
(fotografado em fato de noivo no altar)
dessabido que as labaredas do inferno
queimam, seja religiosa a salvação
se afogado na areia pelas ondas do arfar

12 rodados, absorto, ritmava com o asfalto
imperceptível ruído no eixo dianteiro
(abafado por fados d’emissora nacional)
que não dera conta – o rádio estava alto!
- Deteriorara-se o camião à falta de dinheiro
que pudesse garantir manutenção ideal.

Atravessara conta própria o Continente
carregando  além de mercadoria
luto de uma família porém desfeita
sucumbida num terrível acidente
que ele culpado jamais se perdoaria
das mortes, inocência insuspeita.

Resvala o atrelado pelo precipício,
na página da necrologia mais um defunto;
_ para Emiliano, terminara o suplício
sem do desaparecimento vir mal ao mundo

Cito Loio
29/1/2015

 

SEM LENÇOS A ACENAR



(Poema dedicado a ti, que me conheces bem do tempo da Gajajeira)



SEM LENÇOS A ACENAR

Quantos caminhos pra felicidade
vimos transformados em atalhos
ladeados por acácias caducas
ramagem seca, tapetes gastos
orlas de um rio de leito seco
afastada a foz, longínqua 'nascente

Quantas casas deixámos destruídas
tectos que não serviram d’abrigo
num Inverno feito duradouro
entre um Estio de curta duração
Outono de folhas sujeitas à chuva
e uma Primavera a esgrimir flores

Quantos filhos ficaram por conceber
mães que morreram d’antecipação
mulheres incumpridoras de sua sina
com homens prescindindo d’história

Neste canto singelo a tudo choro
Menos às saudades da saudade
pranto guardado para a despedida
sem lenços a acenar, o rosto a sorrir


Cito Loio
(1973,Inácio)
Recuperado Janeiro de 2015

terça-feira, janeiro 27, 2015

Contos para Crianças




Nunca estive tão de acordo com o senhor Primeiro Ministro
*
Em Portugal não há…Contos para Crianças
Há outros e que mereciam com certa...
 URGÊNCIA 
 ...serem publicados


VÊEM-SE GREGOS NAS URGÊNCIAS


Recebeu o rendimento social de inserção,

magro cheque não chega para o carvão

férias de inverno em estâncias de verão

escaladas ao Empire States em pleno furacão

_ bem-vindo o pastel será devolvido.

_ gastar-se-á num incómodo comprimido

taxa moderadora num quarto arrefecido

‘esmola a quem da pátria fica esquecido’



Pago os IVA’s sem direito a factura da sorte

sabe ‘pobre que a verba não acalenta a morte

sempre ‘tártaro inverno soprou do norte

dispensada identificação no passaporte,

e chegado ‘Natal declara-s’Ateu sem subsídios

amantizando precaridade c’ suplícios

que o Governo pede os mesmos sacrifícios

e os políticos até falam d’indigentes nos comícios



Remate



Logo noticiando os órgãos informativos

alertam para a falta nos cuidados paliativos



[Atacado de Gripe A saúde já fraca

transportado ao hospital de urgência

morre no corredor deitado numa maca

homem, por falta de assistência]


Cito Loio
26-27/01/2015

 
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