sábado, fevereiro 05, 2011

O encontro

Brilhava o sol nas minhas costas ao dirigir-me para a estação do Metro de superfície daquelas que um gajo apanha um briol do “carago” no inverno para além dumas rajadas salpicadas de pingos de chuva fria e desagradável, para além de ter de escutar um “foda-se caralho puta que pariu o frio” da boca de uma velhinha cuja reforma oscila entre a miséria e a falta de granel para comer carne uma vez por mês,

mas cujo gestor! desta “companhia” que anda em cima de carris ganha a módica quantia de 96 ML euros de mensalão numa empresa que tem um prejuízo anual de 138,400 ML - ões/ano, isto tudo sem qualquer pudor ou cobertor.

Ao chegar aparelho de passar o passe e dar green, reparei na pouca afluência de gente. Instintivamente olhei para o telemóvel para ver as horas e verifiquei serem 13:20 h, o que me levou a concluir estar-se na hora do almoço, ou, por se tratar de sábado os miúdos das escolas circundantes ao local estavam a dar cabo da paciência aos avós.

Esperei pouco mais de um minuto, penso que não chegou aos dois, quando se escutou o apito do comboio a chamar à atenção para não se descuidarem ou esperam pelo próximo.


.Entrei calmamente, direi espaçadamente e tive o privilégio de escolher a carruagem; fiquei como quase sempre em pé, olhando as pessoas que viajavam e surpreendeu-me verificar que havia muita gente a ler livros, na esmagadora maioria, direi até 99%, eram mulheres – os homens liam as páginas de futebol dos jornais de desporto. Portas fechadas e o metro lá segue a sua rota, até à estação seguinte; estava tão distraído que nem reparei se era a da Rotunda, mas certamente não ia em direcção a Matosinhos disso tinha a certeza.

Dois minutos tardou a máquina em parar; distraidamente mas com curiosidade reparei nas pessoas que entravam, até que uma rapariga vestindo um facto de treino, calaças cor de cinza rato velho, e o resto tapado pelos sacos, falando ao telemóvel, fez sinal na minha direcção, com o ar mais natural deste mundo, como se me conhecesse seguramente há 10 anos.

Retribui o mimo com outro sinal, do tipo eu!!! e ela nem dando tempo a recompor-me do espanto, começou a dirigir-se até ao local onde me encontrava sempre com o “telelé no orelha”, até se postar em frente, olhando-me com ar de gozo, mas sem desligar o aparelho. Claro que me senti a fazer figura de tolo, com todo o macacal a pensar ‘mas que grande engate’, até ao momento que ela termina a conversa e se dirige a mim.

- Olá estava a falar com a minha colega...

Retorqui com um oláááá; até aí percebera que falava com alguém que estava do outro lado da chamada, mas não imaginava quem era aquela rapariga atrevida se bem que a cara não fosse totalmente estranha, não o rosto em si, mas um certo trejeito de boca no falar.

(Não meus amigos e amigas nada disso; a vida prega-nos imensas surpresas e elas vêm de onde menos esperamos)

- Não te lembras de mim?

E veio mais um momento de silêncio, de mistério, quase uma cena empolgante do Titanic – ela olhando e gozando e eu...feito cabra pela falha de memória.

Aproximou-se um pouco mais, quase roçando-se, e reparei que tinha uns olhos bonitos, matizados de verde e castanho, um brilho enfático por detrás do sorriso quase lágrima de alegria – e continuava a mirar-me docemente.

É nestes momentos, em público, que sentimos que somos de facto frágeis – pelo que auto-aconselhei a não dizer nenhum disparate; silêncios que valem por oiro.

- Sou a XXX do YYYY do “Parque Nascente”, como estás! Já passaram tantos anos...

Porra para as carruagens que não têm um buraco para um gajo se esconder. A memória viajou para a década anterior, e visualizei o rosto, o balcão a loja e recordei-me dela, menina, talvez com 18 anos, simpática e sempre pronta para conversar comigo – e lembrei-me de um almoço que fizemos em conjunto com uma amiga dela, numa tarde sem registo, mas agradável.

- Já me lembro, bem olhava mas não chegava lá – como estás por ondes paras !!!

- Trabalho numa empresa de telelés e estudo desporto, sabes, já estou com 30, diziam-me que não tinha idade mas sinto-me bem e tomara muitas mais novas serem como eu, e só estou arrependida de não ter seguido o teu conselho; devia ter retomado os estudos naquela altura, mas...

- Deixa lá, ainda és muito nova e fizeste bem, oxalá ‘outros’ te seguissem o exemplo.

- Estava a falar com uma colega que é professora,

- Deu ara perceber, mas fico contente saber que estás bem.

Naquele tempo confidenciava-me os seus problemas – penso que encontrava em mim o suporte que certamente não tinha familiarmente – e foram as vezes sem conta que lhe dissera que voltasse a estudar que balconista não era futuro para alguém com capacidade e nível intelectual que ela apresentava. Claro que outras confidências guardara-as tão fundo que já não as recordava.

Lá fomos conversando, dialogando, rindo, brincando, o Metro andando e a dívida aumentando a cada metro, quilómetro, a cada funcionário ou segurança de empresas Privadas a fazer o que devia ser feito por menor custo por fiscais internos, mas que se assim fosse a dívida não crescia e alguns que vegetam à custa da vilipendiarem o nobre erário público, não se governavam com as luvas que ainda não têm cotação de mercado.

Estação da Trindade, blá blá blá...

Perguntei-lhe se saía ali, ao que respondeu com simplicidade, saio só na próxima, sem fazer tensões de se despedir antecipadamente.

E lá fomos contando a nossa vida; eu contando as tristezas que crescem na estrada para a velhice e ela cantando a alegria a caminho dum curso superior e ambos satisfeitos pelo encontro.

Aproximava-me a estação da despedida, e com ela o silêncio da despedida – vemo-nos por aí – deixámos escapar quase em coro.

O metro parou. Aproximou-se ainda mais de mim, abraçou-me passando um dos braços por cima dos meus ombros, deu-me dois beijos e disse-me ao ouvido – obrigado, foi tão bom ver-te.

Saiu como entrara – não me perguntou onde me encontrar nem eu lhe pedi o paradeiro. Aquele encontro estava marcado, e selado com uma estranha amizade. Ela nunca esquecera o meu rosto, e eu, os conselhos que lhe dera. Não sei que direcção tomou, não olhei para o lado de fora da carruagem mas estou seguro que ela não se voltou para ver o Metro arrancar.

Pensei nela quase menina, agora uma mulher verdadeira, segura; trabalhava para ganhar o que lhe pagavam de vencimento e estudava para ser uma doutora. E pensei na minha gente, no povo de Amália, na fé com que certa juventude ainda acreditava no futuro e no país, e dei comigo a interrogar-me se este Governo, se estes Partidos, mereciam ter esta gente para fazerem deles bonecos de matraquilhos.

Estação de Campanha; apeei-me e segui em direcção ao autocarro. A viagem de regresso a casa ainda não terminara, a tarde mal começara e a fome começava a apertar.

Já em casa, abri uma garrafa de maduro tinto, coloquei 1 dedo de vinho num copo, depois juntei dois de leite meio gordo fresquinho e preparei o Adolfo’Baileys

domingo, janeiro 30, 2011

Ela e o Pélé



http://www.facebook.com/notes/adolfo-inacio-castelbranco-oliveira/um-voo-para-pele/198087200206537

ublicação desta foto teve a autorização da própri

sexta-feira, janeiro 28, 2011

Faliu!

Que regime é este!



CONCERTINA

É um frio por dentro e por fora
Um arrepio a qualquer hora
Raivas em lágrima teimosa
Que rola em Mozart - Lacrimosa
Réquiem para uma concertina
E tanta gente que desatina
Descontrola-se apavorada
Vendo um futuro cheio de nada

País que aconselha o degredo
Povo a quem metem medo
A quem trucidam a fé, exploram
Pais com filhos que choram
Que a fome já aperta
Mendigos de rua sem coberta
Dividindo a dois um cobertor
Somando entre todos a dor

Calmo, seguro magro presente
Que o destino é ir em frente
Rasgando novas estradas
Por cima das já destroçadas
Que foram construídas
Antes de serem destruídas
Por gente que não usou calções
Mas que veste farda de ladrões

Cito,

quinta-feira, janeiro 27, 2011

Aqui, ali e no coração

“Catarseando” o sentimento, pensar ser duro decepar parte do nosso corpo, leva-nos a imaginar o que será despedaçar a alma, pulverizá-la por quem não conhecemos, colocá-la nos escaparates das livrarias aos olhos de quem passa e sorri sem saber que a dor também sabe sorrir.

Hoje, 57 anos depois, ela está por aí, no Clube Literário do Porto, na FNAC, nas estantes de quem o leu e quem sabe se no coração daqueles que ainda conservam sentimentos puros.

E se um dia alguém me pedir para escrever uma história dolorosa dir-lhe-ei que conte um conto e que lhe aumente um ponto, e no fim lhe dê o desconto.

segunda-feira, janeiro 24, 2011

Best-seller

DE FACTO UM GRANDE LIVRO

Um dos meus amigos, sem me fazer qualquer favor, afirmou publicamente na FB e no Palacete, que Uma Persiana na Janela foi o talvez o melhor livro que leu em 2010.

Pegando nas suas amáveis palavras, e em consonância com certos comentários que me chegaram (por entrepostas pessoas), a opinião generalizada é de se tratar de um bom livro, e alguns até dizerem que acabaram de o ler com uma lágrima ao canto do olho.

Tal como já antes referira na Promoção do livro que efectuei na FNAC, passado dia 19, não se trata apenas um Grande Livro (palavras minhas) – é acima de tudo um Grande Romance, com a particularidade de congregar nele, História, Política, Análises Psicológicas das Personagens, e um dos mais Extraordinários Prefácios que alguma vez li, somado a um poema de Cito Loio, 4 versos (4 linhas) que encerra todo o sentimento colocado pelo autor nas Personagens e no Narrador, escrito em “voz on”

Uma Persiana na Janela é, contra ventos e marés, não como dizia esse meu amigo, apenas um dos melhores livros que leu o ano passado; é, e permitam-me a arrogância, o melhor romance de ficção escrito na última década, talvez o melhor romance escrito em Portugal desde 1974, se de uma vez por toda deixarmos de embarcar em construções literárias geometricamente concebidas para vender milhões, que na maioria dos casos 75% do conteúdo é do tipo “copy & paste”, mas que são apoiados pelos média e pelos interesses económicos.

Como Autor coloquei na obra mais do que dados verdadeiros, ou episódios marcantes; verti nela alma e todo o mar de sentimentos que transporto desde a meninice, a paixão de Cito, as catarses de Inácio. As páginas escritas em alta velocidade sem truques e em prosa poética fazem do livro um romance de pura ficção na senda dos grandes romancistas clássicos, e definem a génese do autor – e como dizia o meu filho mais novo depois da apresentação na FNAC – Portugal necessita de escritores clássicos.

Olho para Uma Persiana na Janela e pergunto-me o que Eça de Queirós mudaria, o que acrescentaria ou retiraria; infelizmente não posso contar com ele, mas olho As Minas de Salomão pousado na estante à minha frente, no momento em que escrevo este texto.

Penso ainda em Finis Patriae, e questiono-me se ofendo Guerra Junqueiro ao colocar no meu romance toda a poesia que aprendi dele “nos bancos da juventude”.

É negra a terra, é negra a noite, é negro o luar.

Na escuridão, ouvi! Há sombras a falar:

De parto do seu irmão mais novo Philipe Carey perde a mãe, e Somerset Maugham constrói com esta personagem um dos mais entranháveis livros que a humanidade pode ler, versando as fragilidades do ser humano, em Servidão Humana.

Para se conseguir que um livro seja um Best-seller expressão da língua inglesa para indicar os livros mais vendidos no mercado editorial – não são necessárias 500 páginas cheias de nada; bastam 91 páginas vivas que penetrem na alma de quem lê, e para isso torna-se necessário chegar ao grande público. O Prémio Nobel não tem de necessariamente ser atribuído ao livro Uma Persiana na Janela, nem está no meu horizonte tal, discordando até com a existência deste prémio para as artes e letras.

Estou muito mais interessado vê-lo nas mãos de todos as pessoas que compõem a Lusofonia, e o estado português pode estar descansado porque dispenso uma nota de condolências, e já não quero um euro de indemnização

domingo, janeiro 23, 2011

Uma sessão intimista

Uma persiana na janela - pouco se falou do livro, e muito disse o autor da obra.

Os que já leram ou os que o venham a fazer não é necessário procurar o momento da CATARSE.

Já agora escutem “e Luceven le stelle”

E lucevan le stelle

Ed olezzava la terra

Stridea l'uscio dell'orto

Ed un passo sfiorava la rena

Entrava ella, fragrante

Mi cadea fra le braccia

O dolci baci, o languide carezze

Mentr'io fremente

Le belle forme disciogliea dai veli

Svani per sempre

Il sogno mio d'amore

L'ora è fuggita

E muoio disperato

E muoio disperato

E non ho amato mai tanto la vita

Tanto la vita

E reluziam as estrelas

e perfumava a terra.

Rangia a porta da horta

e um passo roçava a areia

Entrava ela fragrante

me caia entre os braços.

Oh doces beijos, oh lânguidas caricias

enquanto eu fremente

as bela formas livrava dos véus

Desapareceu para sempre

o sonho meu de amor.

A hora fugiu

e morro desesperado,

e morro desesperado,

E não amei

nunca tanto a vida.

quinta-feira, janeiro 20, 2011

No rescaldo do lançamento ao Grande Público

Lançar um livro ao grande público é colocá-lo à disposição do leitor anónimo, que o procurará pelo prazer da leitura, pela curiosidade do conhecimento. Foi isso porque me bati; já posso dizer, provavelmente nem todos os poderão, que plantei muitas árvores no ‘quintal do meu avô’, fiz filhos iguais em mulheres diferentes – a outras saber-se-á (!)...e escrevi um livro.

Tive vitórias e muitas derrotas ténis; chamaram-me vaidoso, petulante, arrogante, justificando com...o gajo pode ser um sacana mas que é competente não há dúvidas.

De facto aos meus amigos, e até àqueles que pensam que Cultura são programas de “Reality Show, entrega de prémios, etc, direi para descansarem, que jamais por minha causa se derrubarão árvores para fazer papel destinado a escrever baboseiras – porque os livros ardem depressa e não aquecem, como afirmei na entrevista ao jornal O JOGO no dia 24 de Dezembro passado.

Guardo na hora em que escrevo este texto, um minuto de silêncio de profundo pesar pelas vítimas que a mãe natureza quis contemplar o Brasil, dizendo que por minha natureza, a natureza e a vida tem mais valor que a dívida pública de qualquer país e do que as benesses ou oportunismos que se possa conseguir fazendo o jogo daqueles que não hesitam destruir o maior bem da humanidade – a sua própria casa.

_ E guardarei também o doce sabor sentido na boca, quando, a 19/01/2011 numa 4ª feira, exactamente no dia de semana em que nasci, na apresentação do meu livro na FNAC, dando a entender que sou exactamente como no ténis, um Escritor Arrogante, quando li pausadamente o poema mais longo da história da Literatura portuguesa; levou 56 anos a ser escrito - não tenho memória do tempo em que começou, mas terminou num sábado a 12 de Dezembro de 2009, precisamente às 16:45.

1 Estrofe, 4 versos em rima perfeita, 20 palavras apenas, um mar de suor salgado que escorria da mão de Cito Loio ao olhar por dentro a vida – (6x1,8 cm) 10,8 cm2 foi o espaço que ele precisou para escrever o poema “foste o meu tema”; provavelmente nenhum poeta cantou em verso tanto em tão pouco espaço.

quarta-feira, janeiro 19, 2011

Venha conversar comigo, num Palacete,

Precisamente hoje, dia 19 de Janeiro de 2011, e pela primeira vez, vi o meu livro <Uma Persiana na Janela> ser comprado e pago na Caixa Registadora da FNAC – e um dos meus grandes amigos de infância, Leandro Gomes, após 38 anos, deu-me esse prazer.

Hoje, precisamente hoje, deu-me um enorme gozo afirmar que as Gaivotas em África eram lindas, e tal como as de Portugal, quando havia “tempestade no mar” recolhiam-se em terra.

Depois, face à tempestade de 1974, essas Gaivotas Africanas, perante o desastre duma Nação, tiveram de se refugiar noutro continente, e passaram a ser, as Aves Retornadas as Aves Refugiadas

Meus amigos (as): Escrevi um Grande Livro.

Segue-se uma tertúlia no Palacete, já nesta sexta-feira (dia 21 às 18:30) - Entrada Livre e sem compromisso



Coincide com o final da campanha eleitoral, bom para relaxar
O convite está feito; a decisão cabe-lhe por inteiro


sexta-feira, janeiro 14, 2011

Saudad...

Interregno,

Raramente falo de África, que me magoa, recuerdos de Viva el Comandante, de Conceição e Lurdes que não procuraram o pequeno Cito, de mim que me ostracizo na raiva contida por não as ter acariciado, na morte que tarda em chegar, no meu povo, Basuca, Vainelas,Tormenta, Vaitalha, Landy, Maria Sardenta, Lur, Risto e Condessa, Fatima, dela...e de ti que apareceste para ma recordares.

Deixem-me afastar de Muxima, Kuanza, Panguila, Bairro do Café, Ingombotas,Tundavala, e da mana Zi, Bety mano Tom...Lalinho, Dino de Morais onde estão, e todos que me poderiam mostrar o caminho da loucura.

Quero voltar! Não sei se me quero violentar, se tenho lágrimas para regar a campa dela, se a KALASH ainda tem formato de cruz, se a USI navega nas profundezas do Tejo que me viu chegar, ou se meus filhos sabem a cor do meu sentimento.

Não quero recordar o sonho dela querer ser Ministra da Guerra, Carmito vestir meninos pobres a custo zero, ou se a marca que ainda conservo por causa da Schvarza; ou se algum dia esquecerei a vontade de a ver “vestida de branco virgem com metralhadora ao peito no dia do casamento!”

Por isso hoje, Não me quero recordar dum tal “menino”, que limpava um escorpião de osso com um lenço de cor vermelho rubro, que mostrava uma ponta rasgada pelos dentes, e tinha um desenho enigmático – mas já não se viam as iniciais.

Porque precisamente hoje depois do meu neto ter feito 2 anos, quero apenas falar sobre a conversa que tive ontem com o Sol

.

POEMA PARA MIM

Olá Dom Inácio, menino Cito – tu por cá!

Disse-me galhofando o astro-rei sorridente

Ao que respondi de pronto bem eloquente

Sua Alteza Celestial – veja como o dia está!

.

Ficámos – “tucátulá” – derretidos a conversar

Sobre o passado e um presente sem futuro

Eu, queixando-me dum caminhar tão duro

Ele, largando raios e coriscos, a contrariar.

Cito,


segunda-feira, janeiro 10, 2011

Próxima Semana,,,

CONVITE


Se não leu venha...se leu venha na mesma, porque acaba de ser convidado para acompanhar a apresentação do meu primeiro romance

19 de Janeiro quarta-feira

21 de Janeiro Sexta-feira


domingo, janeiro 09, 2011

Prefiro a música...do Marc

No ano findo li reli e insurgi-me contra tanta imbecilidade de certos comentários, quais setas venenosas, que eram dirigidas para os desempregados, as pessoas que recebiam os subsídios de desemprego e os que depois passavam ao grupo dos desgraçados que recebiam os subsídios de reinserção social, quase jurando a pés juntos eu esta gente era responsável pela crise que se adivinhava, e ainda nem sequer tinha chegado em força, em que se afirmava em certos meios que “os gajos eram malandros” e não queriam trabalhar.

Deixem-me ouvir alguém que realmente sabe dar-me música

Na verdade também ninguém disse que prescindia do “seu” para que o bandido pudesse ter emprego...mas a Comunicação Social colocava o desemprego na ordem do dia, e hoje ninguém contesta os 600 mil vadios que não querem bulir. Felizmente a imbecilidade é uma doença que na maioria dos casos desaparece quando a desgraça toda à porta, e bateu à maioria das pessoas, que agora sabem, dos escândalos das fraudes continuadas, dos excelsos dirigentes que gamaram milhões, do senhor Cavaco Silva que afinal “aplicou o que ganhou honestamente como simples professor” e um Manuel Alegre já “esquiso” metendo pés pelas mãos ao falar de 1500 euros recebidos, e penso que legitimamente, não necessitando de dar uma de verticalidade, que todos os gajos que andaram pelo Ultramar sabem que há flores que não se deve cheirar.

Infelizmente a crise veio clarificar essa história dos <Pré-sem-abrigo> que são famílias inteiras que se perfilam para a miséria, porque um conjunto de criminosos deu cobertura a amigos correligionários, para estes sacarem “eniões”, e onde já se fala à boca cheia e na TV de “offshore’s” onde muitos tem o dinheiro que .

Neste início de ano quero agradecer a todos aqueles que tão mal disseram dos “vadios”, que tenham mudado de opinião, e ao mesmo tempo dizer, que certamente os desfavorecidos lhes desculpam o facto de terem Votado “nos tipos” que são responsáveis pela crise, parecendo não ter fim para breve.

Mas não posso terminar este artigo sem falar de, primeiramente de Cavaco e Silva, dizendo que é evidente que tem todo o direito a “aplicar as suas poupanças” onde muito bem lhe aprouver, mas já não tem esse mesmo direito porque consiste uma ofensa para o Povo português de bem, dizer como o fez perante as câmaras televisivas que, e cito, , parecendo desconhecer este senhor Cavaco, que um simples professor não aplica o balúrdio que este senhor aplicou, e simples professores não se candidatam a PR e não são 1º ministro de um pais, em que este senhor, do alto da sua ignorância, ajudou a destruir. Em que Universidade tirou este cavalheiro (e os outros) um curso de Governante?

E já no cair do pano da minha critica, falar de uma afirmação anedótica por parte do senhor Jorge Sampaio, ao referir, numa espécie de manifestação masturbática de apoio ao candidato a PR Alegre, o seu percurso de coragem....

Foi de facto de muita coragem de microfone na boca...a falar bem longe das balas que em África os verdadeiros heróis enfrentavam em cada emboscada, que os “movimentos” montavam sabendo exactamente por onde portugueses quase analfabetos, sofria, sabendo-se lá por informação de parte de quem – e eram homens acusados de serem apoiantes do Regime, mas que muitos tomaram banho de chuveiro pela primeira vez quando foram para a recruta! Aleluia aos Actos de Coragem daqueles que guerrearam nos bares da Cidade Luz bebendo Vodka, e papando gajas ao som de “et maintenant que vais je faire!!!”

sexta-feira, janeiro 07, 2011

Portugal...no bom caminho

No Natal “sai sempre a melhor anedota”

A Campanha eleitoral está a aquecer, e como se diz na gíria no melhor pano cai a nódoa...contudo neste pano de fundo que se chama Portugal, seja qual for a nódoa que caia jamais será visível no meio do esterco a que levaram o País.

Se não bastasse a infâmia que é ver a Pátria nas mãos de catraios, fiquei encantado com a brincadeira ao tomar conhecimento que o Portugal (não sei qual deles) pedira emprestado 500 milhões de euros.

De imediato assaltou-me a dúvida sobre a possibilidade desta ser paga. Afinal havendo necessidade de pedir emprestado como é que se vai pagar a dívida? Se conseguimos pagar, porque não se pediu ao Povo, que já deu provas de, quando é preciso, constrói uma corrente de solidariedade que não existe em nenhum outro país do mundo.

Mas se não bastasse os casos BPN, os processos disciplinares a Procuradores do MP, Gestores de empresas públicas acusados por Juízes do Tribunal Constitucional (com o governo a dizer que não passa nada)...assisto à entrevista do candidato Alegre a falar do facto do senhor Cavaco Silva ter sido beneficiado, (caso se prove o que eu não creio) estar envolvido em escândalos inadmissíveis para um PR.

Estou em crer que Portugal continua no bom caminho, e como afirmou no discurso de Natal o 1º Ministro, <é nestes momentos de crise que mais me empenho!!!> fiquei perplexo porque julgava que ele se empenhava sempre ao máximo para evitar que Portugal chegasse ao ponto...de ele “ter de se empenhar ainda mais


segunda-feira, janeiro 03, 2011

Simpósio do Logro

Que Simpósio!

A Federação Portuguesa de Ténis mais uma vez enveredou pelo logro; o Departamento de Formação andou a espalhar o terror sobre os treinadores com a história da validação das cadernetas, levando a dezenas de técnicos a deslocaram-se ao Algarve (em época de Natal e depois de anunciada a crise no País) para que lhes fossem atribuído créditos, oferecendo no seu Programa um conjunto de Prelectores sobre matérias várias....Acontece que, independente das razões que se possa atribuir ao mau tempo, a verdade é que alguns falharam, e por isso, o Programa não foi cumprido.

Assim sendo, que legitimidade há na atribuição dos tais créditos?

Mas o caso não fica por aqui; como é que sendo um Simpósio aberto pode dar créditos a treinadores que terão níveis díspares – o nível 1 e o 3 por exemplo (e no caso da experiência alguns nem numa raquete sabem pegar, ou não ter nenhum, ou mesmo ainda nem nível ter para os cargos que ocupam), e haver créditos a todos? Como é que alguém que não tirou um determinado nível pode perceber uma matéria para a qual não teve formação!

Claro que perguntar ao senhor presidente da FPT, (ex presidente da direcção, depois presidente da mesa e de regresso à direcção) não vale a pena porque terá muito mais com que se preocupar, e formar bem ou mal os treinadores é de somenos importância, razão pela qual a pergunta que me apraz fazer, coloco-a ao senhor Secretário de Estado do Desporto, responsável pelo estado português gastar milhões de euros com o desporto em geral, e milhares com o Ténis em especial, e ter responsabilidades perante os contribuintes: Quando é que V. Exª manda investigar com seriedade o que se passa no Ténis?

Tenha um bom 2011 excelência!

 
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