Começo por lamentar o resultado, e o desconhecimento das causas que motivaram a desistência
Depois vem a notícia lida e a imagem elucidativa
Frederico Gil teve uma prestação para esquecer nesta sua estreia no Open da Austrália. Ao cabo de uma hora de jogo, o tenista português acabou por desistir já no segundo jogo do 3.º "set" quando já havia perdido os parciais anteriores por duplo 0-6.
David Ferrer mostrou que era de outro campeonatomas Gil decepcionou, e muito, no primeiro Grand Slam da época. Gil terminou o encontro com apenas um "winner" e sem qualquer jogo de serviço ganho, com o rival a demonstrar um apetite voraz para quebrar o serviço do português
O Record
E antes houvera a expectativa...a deles
"Não foi, de facto, o melhor sorteio, havia certamente outros atletas que podiam encaixar melhor no jogo do Gil.Mas ele é um jogador de top que está num torneio importante e pode protagonizar uma surpresa. Cordeiro.
Para se chegar a determinado lugar é preciso estar no comboio e ele já lá está", sublinha Pedro
Como um leigo questiona: É ou não deste campeonato?
Pedro Cordeiro: «Gil pode surpreender» SELECIONADOR NACIONAL CONFIANTE NUM BOM DESEMPENHO
Record (de 16 Janeiro de 2010)
Capitão da Taça Davis e da Fed Cup, Pedro Cordeiro ficou muito desiludido com o desempenho dos portugueses no qualifying do Open da Austrália. Rui Machado, recorde-se, passou uma ronda, enquanto Neuza Silva e Michelle Larcher de Brito não foram além da primeira. "Fiquei triste, mas o facto de não competirem antes deste torneio penso que não ajudou. Trata-se de uma questão que está fora da minha alçada, os treinadores de cada um é que sabem o que é melhor para eles, mas julgo que o ideal seria que este torneio não fosse o primeiro da época. Teria sido melhor se tivessem feito como o Frederico Gil, que já esteve em outros dois", considera o antigo jogador.
Até que enfim que alguém de dentro da FPT comunga com a minha opinião sobre o facto de ter estranhado os nossos atletas não terem competido antes do AO.
Que está fora da sua alçada é um facto, mas que, como seleccionador nacional tem uma palavra a dizer não me restam dúvidas, e se o eleito tivesse sido eu, e ele fosse o SN, ia ter de me explicar quais as razões dadas pelos treinadores pelo facto dos/as atletas irem para a Austrália apenas para “tentar” jogar 1 torneio.
Falta de dinheiro?
Falta de ambição?
Má programação?
Ou apenas não foram porque não estavam para aí virados?
Se a explicação não fosse razoável participarem na Davis e Fed Cup estava fora de questão
Com a retirada de Simon (nº15), por lesão, pressupostamente Gil fica beneficiado porque defrontará outro cabeça de série, menos cotado, o nº 17 Ferrer.
Para a imprensa espanhola Ferrer ficou prejudicado!!!
Estava na parte inferior do quadro e passou para o lado de cima, o de Federer, o que reduz a hipótese de meias ou mesmo atingir uma final
Para a imprensa portuguesa foi Gil o prejudicado, porque a ser noutro tipo de torneio, jogaria com um LL e assim lá mais para diante jogaria contra Federer.
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Gil não está num torneio qualquer – está no GS com regras específicas onde não substituem como acontece por aí (em que 1 cabeça de série é substituído por um LL) com pena minha, são jogadores que têm 3 e 4 hipóteses no mesmo torneio.
No caso do GS a 1ª hipótese prende-se com o facto de poder jogar para aceder a um quadro principal de 128 jogadores, quando os outros torneios se ficam por quadros de 32/48/64 e alguns nem entravam.
A 2ª hipótese de poder jogar depois de perder, tipo ressuscitado na série Dr House.
A 3ª hipótese e como os LL não são sorteados no quadro...não lhes cabe directamente um CS.
Finalmente (4ª) estavam já de férias e ainda lhes pagam para as gozar.
Esta de LL é, como outras, uma regra que não engulo, como tb não entendo como se mantém o direito a 2 serviços quando o restador só tem apenas uma oportunidade de resposta. (Evidente que não se fale de lançamentos livres no basket sem se saber exactamente porque existem 2/3 lances livres)
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Independente de tudo, o que Gil terá (ou teria) de fazer é (ou era) vencer Ferrer para poder continuar em prova
Parece que o tal MovimentoProténis2010 não engoliu muito bem os meus gostos musicais; na verdade, um Movimento pode, e envolve “quase sempre”, pessoas, e o “Clip” que apresentei até é elucidativo; todos nascemos e todos morremos, e entre as duas pontes fazemos muitos disparates, e no meu caso, para além de ter feito muitos, tenho visto outros tantos...
O que apresentei nem era destinado a um funeral, mas sim a uma marcha “provavelmente” em homenagem a algum projecto falhado (!) o que em Portugal já nem é de admirar, bastando, no caso do ténis, olhar as diversas zonas do País, para se certificar da razoabilidade desta minha posição.
No entanto, foi com inexorável prazer que registei a reacção dos ADMIN do movimento, dando razão ao bem português ditado,
Evidente que não retirarei a música, porque já estive em muitos funerais e a marcha fúnebre, no caso de Beethoven, (Symphony No.3 'Eroica'-2nd mvt. Marcia funebre II) para alem de se adequar ao país, é uma das obras mais famosas...e conseguidas; é que da morte, até ver, ninguém escapa.
Quanto ao fazer uma reflexão fá-la-ei certamente, e mudarei de opinião a partir do momento em que me convencer que fui injusto para com quem está a dar os primeiros passos – convém no entanto não esquecer, que antes de lançar a minha candidatura, “volava” uma associação de pais, e que parece, deu em nado-morto, para meu desagrado, porque, da forma como se está a conduzir o ténis em algumas zonas do país bem era necessária a sua intervenção, de preferência séria. Uma mera questão de, associação de fracassos.
Terei de manifestar no entanto o agradecimento, por recordarem a minha figura ligada a momentos gloriosos da ATPorto, antes desta enveredar por um corrupio de absurdos, a referência ao Triténis, uma modalidade criada para ser jogada num campo de ténis com raquetes e bolas de ténis e com a finalidade de enriquecer a vida federativa, e a minha candidatura, em que, infelizmente, o Tribunal que detém a queixa ainda não se pronunciou, permitindo, caso a razão esteja do “meu/nosso” lado, que quem foi hipoteticamente eleito de forma ilegal cometa ilegalidades, utilizando um mandato que não deveria ter sido validado – neste particular é a justiça que temos e com a qual temos de conviver.
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Registo o meu comprometimento para com o “Movimento” ao afirmar que, logo dissipadas as reticências sobre a intenção (porque a forma é notoriamente muito melhor que certos sites institucionais) darei conhecimento público da mudança, acompanhada da Primavera de Paganini (from 4 seasons).
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Para já porque o que é Nacional é Bom, apesar de ser importado de Espanha, fiquemos um pouco mais alegres
Continuo expectante em relação ao http://www.protenis2010.org/, que parece começar a parecer uma espécie de marcha fúnebre pejada de lágrimas de crocodilo.
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Lançam notícias da Bola, oferecem umas violadas, e não tarda, passam a dar resultados da Liga de Futebol!!!
Na continuidade do artigo anterior, é com muita pena minha, o voltar a postar sobre ténis, mas “but”.......
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...............As programações são da responsabilidade de quem as promove – no entanto Australian Open não é um torneio qualquer; é um Grand Slam, dá mais dinheiro e mais pontos, e acima de tudo mais prestigio que as provas menores.
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É expectável que as jogadoras para além da preparação curricular de treino, façam também, e especificamente, preparação competitiva em torneios menores, que (para além de darem tb € e pontos) permitem analisar como “estão globalmente” e fazer alguns ajustes – acresce o facto particular deste torneio se situar no arranque da nova época o que leva as jogadoras, quase todas, a competirem oficialmente antes do AO, incluindo atletas como Serena, Justine, Kim, e tantas outras.
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Claro que há jogadoras que lutam pelo título e outras têm consciência que o pódio está fora de questão, mas mesmo assim...
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Evidente que neste particular, os torneios profissionais, a FPT não é tida nem achada, mas o mesmo já não se passa em relação aos apoios que dá às jogadoras que participam nas provas por equipas de nações, Fed Cup, cabendo-lhe por razão de quem paga o direito de saber se as jogadoras têm bem ou mal programado o seu calendário de provas de forma a estarem a 100% quando vestirem as cores nacionais, exigência extensiva aos homens too.
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Esta atitude é exagerada, e é pedir muito da FPT, sabendo-se da qualidade dos seus quadros técnicos, mais vocacionados para o Padel e Ténis de Praia, (logo 2 modalidades que a TE Trophy nem sequer contempla quando classifica os países.) e para o ténis Sub 8 e 6 anos.
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Durante muitos anos uma das queixas correntes que se escutava pelos corredores do palácio do Jamor, com eco na lamúria paternal, era o facto dos nossos atletas competirem pouco “lá fora”, argumento que se poderá manter, só contrariado quando pesquisamos os sites internacionais e verificamos o número de torneios em que cada jogador participou – provavelmente serão quase os mesmos que os do país vizinho, com a diferença que eles jogam noutro campeonato, num mais competitivo, e foram considerados a maior potência do mundo na variante de ténis profissional.
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Quando me candidatei à Presidência da FPT tinha projectos, levava comigo gente sem vícios, competente e com provas dadas nas suas empresas e na vida em particular, a maior parte com fortes ligações ao mundo do desporto, e a garantia que apoiariam a intenção de encontrar com competência mais que reconhecida no mundo, para ajudarem a edificar a 4 anos uma Federação com qualidade no mínimo europeia, e deixar o caminho aberto para no mandato seguinte se pensar em voos mais altos
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Joguei forte, querendo que a FPT voasse alto; joguei para chegar ao TOP, mas as Associações preferiram uma Federação atada e subjugada aos interesses particulares de 3 ou 4 cavalheiros, elegendo uma direcção de personalidades certamente com competências mas não no mundo do desporto e muito menos no ténis. Com a sua decisão garantiram os dinheiros e os seus projectos, muitos deles sem qualquer relevância no panorama nacional. Preferiram uma Federação caseira, com técnicos a quem basta girar por uns torneios de quinta categoria, preferencialmente de miúdos, para poderem dizer,” ainda estão em formação”.
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Na verdade todos estamos em formação, e no ténis em particular, desde que em Portugal existe a modalidade; contudo, era de esperar que pelo menos houvesse a ambição de tentar subir ao topo da montanha, proporcionar inolvidáveis momentos de alegria vendo os nossos atletas vencerem o Estoril Open ou porque não, o torneio Internacional de Veteranos no Algarve.
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Encetara já contactos com técnicos no estrangeiro para colaboraram com a “minha direcção”, de acordo com um programa progressivo e continuado, tendo em conta os “talvez” parcos recursos que ia encontrar na federação. Era e é gente credível, com mérito.
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Muitas vezes a cobiça e os interesses inconfessos levam os dirigentes a tornar a vida dos outros um inferno, a preferirem conviver com a mediocridade desde que isso lhes traga mais valias, muito dinheiro, riqueza – é uma atitude comum nesta cultura mediterrânica, onde a inveja impera e a mediocridade tem coroa, não de Rei mas de dirigente.
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Eles continuam a governar, os pais a olharem para trás e verem que aos filhos resta a faculdade e um emprego que lhes dê segurança no futuro. Depois dos momentos de tristeza que passarão, partirão para outra modalidade, ou desligar-se-ão definitivamente do desporto, sem nunca terem a coragem de exigir responsabilidades a quem quer que seja.
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Em relação ao Rui Machado, ele sabe quem sou, conhece-me bem, sabe a amizade e o respeito que tenho por ele.
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Quanto a Neuza Silva, nº 176 WTA, (não me atrevendo a utilizar o termo “modesto lugar” a uma atleta a caminho dos 27 anos), a vida ensinou-me que as rasteiras estão nas lesões, na sacanagem que fizeram a certas jogadoras, e sobretudo no virar de cada sorteio – desta vez calhou em sorte uma ex top 20,Eleni Daniilidou, grega, outrora 14 WTA e a caminho dos 28 anos.
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Da Michelle Lacher de Brito (perdendo perante a modesta bielorrussa Ekaterina Dzehalevich, 172.ª WTA) – comentário do jornal Record a umaatleta com 24 anos e que tem como “goal” top 50!!! Tenho pena da prestação da Michelle no Australian Open, sobretudo por ser uma menina carregada de sonhos. Faço votos sinceros que o “sucesso” seja a principal marca da sua raquete.