Cristóvam Buarque
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A todos os Animais que para serem humanos só lhes falta perdoar aos homens os crimes que têm cometido sobre eles |
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COMO NÓS, DE PÉ
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Cito Loio
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DISCURSO DO URSO
Bateu-lhe o sol no rosto já madrugava
Anunciando uma paz, quase divina
Governar para todos era sua pesada sina;
Olhou dormida esposa q’ muito amava
Pé ante pé, deslizou sorrateiramente
Sem acordar Peludo, seu fiel companheiro
Cão de raça, um fino Castro Laboreiro
Igual ao dono; não era de arreganhar’ dente
Apreciou-se ao espelho, último modelo
Duas quatro seis rapadelas na cara
Que a sua rala barba, era rara
E suspirou; vale q’ainda há muito cabelo!
Preparou nutritivo pequeno-almoço matinal
Coisa pouco vista num governante
Q’ao contrário doutros comprava o andante
Passeando de metro c’os netos no Natal
Sibilou desafinado, Povo Que Lavas no Rio
Enfrentou a secretária cheia de papéis
Uma caixa de prata onde guardava os anéis
Exclamou; vou ter de gramar o frio
À sua volta negro silêncio absoluto;
Estava em véspera dum novo ano novo
Queria preparar’ discurso pró povo
Onde pedira a todos que despissem o luto
Cabia-lhe a terrível missão de motivar
Todos os pobres, especialmente os ricaços
Q’ mais valia dividir a enfrentar os embaraços
De uma convulsão civil pronta a estalar
_ Caros cidadãos, gente desta nação
Vivemos momentos de grande dificuldade;
Digo-vos, e falando como presidente
Lutarei em defesa dos que mais sofrem
Que por eles especialmente me candidatei!
No ano q’ inicia combaterei a corrupção;
Pugnando que se fale a verdade
Utilizando linguagem q’qualquer um entende
Concorrendo pró sentir de q’ todos podem
Ter esperança; somos um país com lei
Dois mil e dezoito, correu veloz o tempo
Ninguém chegou a escutar semelhante discurso
Seguindo a vida inexorável o curso
Contra mares tempestades, por vezes só vento
Rezará a história q’ o homem era um visionário
Aprisionado pelos vícios do sistema;
Coitado morreu velho ‘povo não sentiu pena
Mas murmurava: Não passava dum vigário!
Cito Loio
28
a 30 de Setembro 2011
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Uma pausa nas
dificuldades, na política absurda...que grassa nesta Europa em que os 'países
dos loirinhos' se negaram a destinar 500 ML de € para combater a pobreza nela
própria!
Viva a CEE!
Viva o Plano Marshall
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Ave-Maria mi ditosa senhora
Sou pecador nesta terra longínqua
Navegante sem bússola ou destino
Carregando bíblias de palavras
Ao viver num turbilhão sem paz!
Não aprendi rezas, ou sei como se faz
Mas pressinto’ dureza da luta que travas
Ver teu filho único, peregrino
Oferecendo’ que lhe sobra à míngua
De sua estranha alma sofredora
Já esgotado este tempo de nostalgia
Dou ao gozo, momentos de folia
Aberto’ coração à expurgada impaciência;
Renuncio sem alvíssaras à indecência
Entrego de mim a miséria q’ resta
Crendo no íntimo que o mundo ainda presta
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PM português foi visto a entrar
com uma alemã para uma casa de costumes duvidosos e
arrisca represálias da parte de alguns países do continente africano, já que
o próprio confirmara anteriormente ter casado com África
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Façam como estes...não paguem
Eles que chamem a polícia e tropa, sobretudo os generais
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Amê brincá c'você; ah! já não se USA
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Há pouco mais de ano referia-me a um jovem que dava pelo nome de Pedro Passos Coelho, aquando da sua ascensão ao poder no seu partido, dizendo que não era flor quer se cheirasse. Afirmei-o tendo em conta o desdizer de um argumento de peso que usara para convencer os ‘laranjinhas’ que apresentaria uma moção de censura ao Governo do ex jovem Sócrates acaso fosse eleito. | |
Mas não é sobre isto que faço este post, mas por uma razão diferente, sendo que na génese, justifica a qualificação feita ao carácter do sujeito, nesse tempo, Aprendiz de Presidente de Partido, hoje Aprendiz de Ditador. Porque teço este comentário? Na 1ª página do JN, em caixa, dia 5 de Setembro, vinha uma afirmação imputada ao senhor 1º ministro onde este afirmava subentendidamente, "na admito que se incendeie a rua" ou coisa que o valha, escutei-o mais tarde na TV, entrevistado em Campo Maior provavelmente tendo como base comparativa que se passa nalguns países europeus, e que terá, mais dia menos dia, repercussões cá dentro, mas sem actos de vandalismo. 1- Começo por dizer ao senhor PM que pode dormir descansado porque o Povo português não destrói o que ele próprio ao longo de séculos construiu. 2- De imediato lembrar-lhe que foi exactamente o povo português que o elegeu, e alguns destes já publicamente manifestaram a sua desilusão face ao governo 3- O que mais carece de momento este povo é saber que o PM pensa que ele é incendiário, o mesmo que chamar criminosas às pessoas, referindo-se a manifestações de rua – até à data sempre se as fizeram em respeito pela ordem pública 4- Também lembrar que ao contrário de outros países europeus que se atolaram de emigrantes para construírem o país, agora querem expulsá-los e tratá-los como animais, Portugal não precisou; teve os retornados para ajudar a construir este país. Em 1974 muitos portugueses foram insultados pelos seus compatriotas pelo simples facto de estarem no ultramar; 37 anos depois é uma nação que é insultada por um senhor que desconhece o sentido de pátria, e que coloca a EDP à frente do Estado como se este fosse a administração pública/função pública, a tal máquina odiosa que custa milhões de euros aos privados. Lamento que o nosso mais alto governante não perceba que o 1º ministro de um governo é uma pessoa que pertence à CAUSA PÚBLICA, e que a partir do momento que é eleito passa a ser um funcionário público, porque dele se exige uma missão: a de governar a Nação Evidente que este jovem não cumpriu serviço militar (o tal serviço adioso do exército fascista do tempo de Salazar e Caetano e que custa muito dinheiro mas que vai precisar dele para repelir selvaticamente as ditas manifestações); militou antes nas hostes universitárias, auferindo as benesses de liberdade que os tais “incendiários” lhe proporcionaram ao sustentar um regime democrático depois do golpe de Abril de 74, e isso era razão suficiente para perceber que o país tem um hino e uma bandeira, que ela representa a alma portuguesa, a alma de um povo que mesmo não votando no partido que o apresentava como candidato, depois de eleito, ficou na expectativa que o novo governo acabasse por extinguir o estado permanente de ameaça de perda de soberania e falência, como se fossemos trabalhadores de uma das empresas dos Mercados. Não Dr. Pedro Passos Coelho; não somos um povo de criminosos e provámo-lo em África onde construímos países, misturámos raças (houve excessos! claro que sim mas se olharmos para a inquisição na Europa ou para o holocausto promovido pelo país da senhora Merkel melhor será fechar esse capítulo da história dita colonial) legámos ao mundo novos mundos, mas acima de tudo dissemos pelos cinco continentes que os homens não se medem pela cor da pele, e abolimos a escravatura, a mesma que agora passado séculos pretendem voltar a implantar na Europa e em certa parte do planeta. Pode de facto dormir descansado que ninguém lhe vai incendiar a rua; quando muito manifestar-se-ão civilizadamente para exigirem que os respeitem enquanto cidadãos de um país soberano e que não estão dispostos a receber ordens de uma Alemanha qualquer Se alguém aqui é INCENDIÁRIO será o 1º ministro; um PM que incendiou a esperança deste povo, queimou sonhos de muitas pessoas, e está a mandar para a fogueira famílias inteiras, apenas para dar dois beijinhos à senhora da Alemanha, ultrapassando o que a própria Troika pedira. O senhor PM não precisou de sair para a rua para derreter o nosso alcatrão, para colocar este país a arder, derretendo tudo o que os portugueses embarcados nas caravelas e os que cá ficaram, conseguiram para a edificar o reino que tanto glorificaram. Somos um país mesclado, somos um país que regou campos de lavoura, aqui e no estrangeiro, com as próprias lágrimas; cavámos o infortúnio para que os nossos filhos tivessem uma vida mais digna, e educámo-los no respeito à pátria de Camões, aquela que o senhor parece desconhecer, e desconhecer o que ela representa para cada um daqueles que foi morrendo aos poucos para que Portugal sobrevivesse. O mundo está a mudar, mas o homem comum continua a ser comum, as pessoas normais continuam a ser normais; infelizmente, às vezes enganam-se, e elegem mal os seus governantes… Errare humanum est. | |
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