quarta-feira, agosto 21, 2013
Só que desta não e o Zeca, e espero que o PM não se ofenda; quando era criança também gostava de cantar ópera mas até a pensar desafinava.
VENHAM MAIS UNS QUANTOS
Não me obriguem ‘vir para a rua gritar
a vergonha de se ter de
emigrar
depois de cantada ‘morte ao
ditador’
erigindo-se u’ democracia de
dor
Sabido, c’ cantilenas o mal se espanta!
_ falharam acordes?
Enrouqueceu a garganta
q presente nem c’ 5 branco ou
tinto
seguramos as calças à falta d
cinto
Acorda já o povo, “venham mais 40”
c’ a ditadura do Botas a gente
aguenta
já q democracias de fome e
desemprego
não alegram lares nem dão
aconchego.
Receando ‘nove estado’ escuro destino
não se hesitou; _ vota o povo
num Aladino!
- Saiu-lhe candidato a
barítono, e é de rir,
que o «divo» desafinava até a
tossir…
Cito Loio
20/8/2013
sexta-feira, agosto 16, 2013
JITO...e se for verdade?
JITO
Era uma vez ...não começa assim este conto por certo dado não se tratar duma história para "boi dormir" mas antes, passagens da vida de um homem sofrido, casos idos faz tempo e numa latitude que muitos desconhecem, outros tentam apagar e outros, como eu, vivo pendurado nas suas liana, envolvendo um amigo de longa data , de sangue, irmão de alma - e se a memória não me engana passada em 74 versanso assim o relato:
Jito Metralhas levantara-se cedo para dar o seu passeio matinal com os cachorros antes de iniciar a sua actividade _ cães rafeiros por certo mas nem por isso deixando de nutrir por eles o maior carinho. Jogavam à bola no fundo do quintal, anunciavam a chegada de familiares e amigos, e raras vezes corriam atrás dos ardinas. Nesse dia só Dog o esperava à entrada do portão principal; era um cachorro "cor castanho-russo do tipo pastor-alemão de baixa estatura e esperto que se fartava".
Depois do passeio, tapas no focinho do bicho, uns "busca o pau", o animal não se dirigiu para a casota como costumava para receber a primeira refeição do dia, antes ficara da parte da frente da vivenda o que também não era de estranhar. Por sua vez Jito subiu ao quarto para se vestir à maneira, e como militar que era, envergar um camuflado botas cinturão quico, ou não tivesse de cumprir ordens superiores_ e havia patrulhamento aos bairros periféricos. Claro que as armas levantava-as no quartel não sendo permitido levá-las para casa talvez porque os capitães camaradas tivessem receio que as vendesse ao inimigo estragando o negócio com concorrência desleal... coisa que não se sabia e ainda bem pois tratar-se-ia de uma vergonha revolucionária.
Não tardou em descer do quarto - apanhou as chaves do carro e foi para a guerra em viatura civil (à boa maneira do Raul Solnado) - deixá-lo-ia no parque exterior do regimento, zona seguríssima em tempo de conflito. Não tardou a chegar ao destino; àquela hora não havia trânsito de monta e também a polícia não existia para caçar condutores com álcool - nem havia balões para soprar que limitavam a ingestão percentual do liquido, quer o beberolas fosse uma minhoca de 60 kg ou um touro com 110!
Fazia-se a primeira saída antes do almoço dado que mesmo em guerra certas refeições eram sagradas. Também se percebia que aquela guerra não tinha pés nem cabeça e quanto ao 'corpo militar do inimigo 'havia porque a metropolitana bondade se desejava manter o pessoal ocupado antes de entrar no mercado laboral'. «Bolas havia de me calhar o bairro Américo Tomaz! Podiam ter-se lembrado de construir um com o nome de Cerejeira!» desabafou.Também não era da sua conta mas nada de distrações que as balas matavam, e o pessoal, chegada a hora queria almoçar. Assobiava, sentado no Jeep, uma canção napolitana " O sole mio" que escutara na véspera depois de chegar a casa sobre as 23 h.
O almoço no quartel era feijão com gordura a imitar tripas à moda do MFA, mas nem por isso se deixava de comer. Gambúla Purificado Semmedo ficara encarregado de tratar de analisar o material para a saída da parte de tarde e avisar Jito logo que tudo estivesse conferido e em perfeito estado que o governo não permitia que a imagem da nação fosse negativamente comentada. Este passeava pela parada escutando a canzoada do lado de fora do muros, o que era habitual pois sabiam que escorreria algo para comerem. Enquanto Gambúla tratava do assunto Jito fumava um AC para descontrair ao mesmo tempo que deitava contas à vida
18:10 última volta antes do regresso à unidade e Jito mandou parar os Jeeps dando instruções para se apearem, e 2 a 2 fazerem uma batida por aquela zona do Catambor, apesar de não ser hora para guerrilheiro diplomado actuar. Escurecia já, 18:25, e estavam prestes a terminar o controlo da rua - havia contudo algo de estranho na atmosfera, naquele silêncio tipo paz poder, cenário bastas vezes visto nos filmes da guerra do Vietnan em que os marines derrotavam sempre os bandidos mas acabando por perder a guerra.
Algo lhe dizia que uns palermas poderiam estragar o ocaso. Escutou-se 'imprevisível' tiroteio sobre as suas cabeças com balas a estatelarem-se nos muros e paredes das casas que os ladeavam e as rajadas não eram de G3 nem sendo preciso dar ordens para o pessoal se abrigar.
Outra vez silêncio; 12 segundos nova rajada, uma bala a ferir o muro por cima da cabeça de Cito disparada de trás a um ângulo de 30º . Rolou virando-se para esse lado e iniciou os disparos escutando entre os tiros um rosnar ameaçador tiros um latido de agonia e uma grito humano anunciando a morte.
Novo silêncio, este mais pesado. Acabara o confronto! Os militares cautelosamente procuraram baixas, de ambos os lados, se as houvesse...e do lugar de onde partira os disparos contra Jito depararam com um guerrilheiro morto e ao lado, distando 3 metros, um cachorro cor castanho-russo do tipo pastor-alemão de baixa estatura e esperto que se fartava.
Passados 24 anos encontrei Jito num rua escura de Porto vendendo sonhos e dando de beber à dor. Estava divorciado, 2 filhos e nunca mais tivera cães seus...Despedimo-nos sem lamentações . Conversando com Cito relatei este encontro e pedi que fizesse um poema a Jito. Passado uma porção de anos, dei com este poema perdido entre a papelada
JITO
Sorvia cerveja adega em boteco
copos cheios sem espuma
sem amendoim ou tremoço
camarão da costa ultramarina
moelas picantes no Pic-Nic
vodka c' laranja no Flamingo
Rodopiara elegante fino boneco
dormindo cada vez só com uma
em touradas ainda moço
gizando a seu passo o destino.
- Esquecendo, ganhou um novo tique:
_ passear pela solidão ao domingo!
Deixara de falar com os cães
pshiupshiu, aos gatos vadios ;
_ aos sem-abrigo u' sorriso aberto.
Derrotada a fome com dois pães
desenhou cursos de novos rios
por eles navegando c' a morte por perto
Cito Loio
Reflecti sobre o poema, pensei nesse amigo , achei que que não devia guardar só para mim esta história, mesmo sem ter a certeza o que levara Jito a deambular pela vida; soube então que nunca mais quisera cães !
FIM
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sábado, agosto 10, 2013
PASSAPORTE... LUSITANO (!)
PASSAPORTE LUSITANO
Não se trata de um conto se bem que
contará para mim, e refere mais um dos bons símbolos da dignidade
e do respeito por Portugal.
Ontem, precisamente 9/8 sexta feira,
sobre as 12:40 já no Metro que liga a Trindade ao IPO / Hospital
S.João para um dos encontros habituais com Pedro para almoçarmos no
Campus (centro comercial bem situado com uma ligação directa ao
próprio hospital (imagine-se!) mas que sendo um espanto estou
plenamente de acordo...
(Porquê? - porque prefiro gente
vestida de branco, médicos e enfermeiros que nos podem tratar da
saúde a televisionar o Canal parlamento onde um conjuntos de
personagens cinzentas tratam de arranjar a devida milonga para nos
mandarem desta para melhor e não se gastar o que se descontou em
reformas.)
...continuando (deixemos o resto de
parte) ainda não soubera do falecimento de Urbano Tavares Rodrigues,
e como referido, ia encontrar-me com Pedro, o meu filho mais novo
(vivo), para almoçarmos (paga ele que já ganha algum) na Loja das
Sopas o que de resto recomendo e afirmo que estou a fazer publicidade
gratuita, quando, e já na estação dos Combatentes (curioso este
nome) entrou no metro uma família negra, mãe com um carrinho de
bebé e uma filhota de 9/10 anos – como boa mãe lá foi
respondendo à miúda sobre um sem número de perguntas, masque cá o
rapaz não percebia o diálogo estabelecido entre elas.
Levava um bloco de apontamento onde
habitualmente registo o que vou ganhando (quando ganho) e os esboços
daquilo que julgo serem poemas contos e outras cousas
mais...e escrevinhava um poema do tipo à “conversa com Camões”
traduzindo mais ou menos o sentimento dessa metade de dia dado que
ficara piruças com a notícia de mais cortes aos pensionistas, e que
era mais ou menos assim:
Hoje escutei, cuidadoso, Camões.
-Aconselhou-me ser prudente,
pois salvo raras excepções
não é mui de fiar...certa gente
«Amigo e poeta inda desconhecido
lede o que deste povo escrevi
algures pelos Lusíadas, em verso,
e acreditai:- fi-lo com amargura.
-Mas andei por sítios (pouco sabido),
conheci povos, e com eles comi;
_ sem cobrar escutaram o verbo
desta alma pecadora por ser pura
Hoje vivo, tivesse ele armamento
apenas q fosse u' ferrugento canhão´
enfrentaria treinado regimento
resgatando dos traidores a nação!
(-Hoje ouvi o rugido dum leão.)
Terminado o escrito em forma de
rascunho, suspirei de alívio e ao fixar a criança que continuava
com a tagarelice lembrei-me de Luanda, das crianças descalças a
jogar à bola, das ruas alcatroadas e aquelas ainda por, subindo-me
à memória a última vez que visitara a casa da minha tia Lurdes, as
correrias pelo empoeirado da rua, dos macacos pendurados nas árvores
e dos outros pendurados nos assentos do Parlamento de fato e gravata
na Capital que mandaram decapitar o Império sem fazerem nenhum inquérito
às hostes inimigas, posteriormente apelidadas de Retornados,
esquecidos dos milhares que nunca tinham calçado os bootes no
Terreiro do paço ou mergulhado nas praias de Carcavelos.
Embrenhado na divagação fui
sacudido por uma pergunta que a menina disparara à mãe (era mãe de certeza até pelo diálogo) à qual esta respondeu um pouco
insegura...
-Mãeiii o que é Guimarães?
-Éééé uma cidade...
-Cidade de Angola?
(momento de pausa)
-Não filha acho que fica aqui pra
cima!
Fechei os olhos; pela pronúncia
aquela mulher conhecia tanto Angola como conheço Júpiter e a memina
era mais Tuga que eu nascido em África, filho de um “colono” que
explorou uma negrita que só por acaso era a minha mãe casada
notarialmente, e com óbito lavrado em documento da República Portuguesa.
Visionei a AR transferida para
Angola, as praias do Algarve a abarrotar de mulatos negros e brancos
falando a mesma língua, sem acordos ortográficos e todos portadores
de um Passaporte Lusitano!
Felizmente estes momentos de loucura
são de curta duração e fazem parte das pequenas alucinações que
me assolam sempre que vejo, ouço ou leio gente eleita pelo voto de
um povo a emanar ordens que levem à esses mesmos eleitores à
escravatura – só que agora não será só branca!
Não consegui ouvir o nome da
pequena nem da mãe que deveria ser filha de refugiado, se bem que o
aprofundamento desta questão daria para tese de legitimação para
Candidatura à Presidência da República, ao abrigo da globalização
– imaginei Sengor a ser Presidente Portugalês e deixei escapar
«pior não ficaríamos!».
Mais tarde, por volta das 14:00 dei
fé então à morte de mestre Urbano, pela F.B. guardando 1 minuto de
silêncio em respeito pela sua alma. Mas a vida não para e lá fui
realizando as tarefas a que me propusera nesse dia. Chegada a noite já em casa, revivi
a cena no metro e pensei no defunto, escrevendo, à mistura com um
copito de tinto uma espécie de poema epitáfio
PARA TI URBANO QUE O NÃO LERÁS
Entre lutas ganhamos lutos
negro pano – fizemo-nos à luta
pagando elevados juros
chegados à “tal” idade adulta
Não foram apenas duras penas
que nos fizeram endurecidos,
mas por d'iguais vermos condenas
sem nunca delas(…)merecidos
Acaso (nha) terra não for jazigo
nas campas depositem cajus
e que das obras se faça jus...
Se nada mais (tivermos) d'abrigo
livros (teus haja com poemas
cobrindo iguais (!) dores terrenas.
Antecipando a informação de um dia
escaldante, tendo menos 29 anos que Urbano, decidi não desafiar os
raios ultra violetas quedando-me da parte de manhã em casa, e sem saber
porquê, talvez solidão, voltei a pensar na tal família de
escurinhos (sem que o marido ou pai estivesse presente),
especialmente na menina, recordando outros meninos que já no dobrar
da metade do ano de 1974, me perguntavam, vendo que envergava a farda
do Exército de Portugal se quando “Angora fossé indépéndénte os Góverno des Portugar ia par Nova Lisboa!"
Foi então que decidi escrever estas
linhas...
Fim
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quinta-feira, agosto 01, 2013
E foi...bom de ver
Isto aconteceu na Aguda dia 27 de Junho com a apresentação de Mel e Gindungo e debate sobre o Corpo a Alma e o Infinito no Duna Bar Sr José
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domingo, julho 21, 2013
Quando se marca a diferença
&
4ª apresentação
MEL e GINDUNGO
DUNAS BAR
Praia da Aguda
Sábado 27 de Julho 2013 a partir das 17:00
1º Aula de Ginástica Laboral
(c/ Personal Trainer Frederico Silva)
2º Corpo a Alma e o Infinito
(c/Psicóloga Alexandra Azevedo Couto)
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sábado, julho 13, 2013
A Palavra é para cumprir...
Ouvi na rádio parte do debate (12/2013) na AR.
Claramente uma coisa ficou esclarecida para mim: É necessário balizar a idade dos deputados ministros e espécies afins, razão pela qual vou contar um segredo que espero possa ser útil em especial ao senhor P P Coelho por causa de uma certa afirmação que proferiu relacionada com o que se diz por vezes temos de deixar cair, por interesse do país (!)
Quando nasci comecei a chamar "mãe" à minha avó (os motivos não interessam), e com os anos essa PALAVRA foi tomando força ao ponto de nunca lhe chamaei avó.
Cresci fiz-me homem e quando nos despedimos (eu forçado tive de deixar Àfrica/Angola) ela ficou porque nunca a quis abandonar e dizia ser velha demais para a quererem...
Ela abanou a cabeça e disse sim...parte
Eu abanei a cabeça em sinal de anuência entalando um "mãe" na garganta
Nunca a tratei por avó...porque nunca faltei à palavra que a minha consciência ditou...enquanto me ia fazendo Homem
Sr 1º Ministro, a Palavra é para cumprir...
Adoflo Inácio Castelbranco Oliveira
...e porque gosto de Sting and Steve...
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terça-feira, julho 09, 2013
Eram castanhos...
Caro Carlos Mendes...
Indubitavelmente uma grande canção com um poema de puríssima água...
mas acredite...
...em Luanda os meus lençóis eram "castanhos" e as feridas que vocês deixaram na minha terra natal nenhum poeta as poderá cantar.

NÃO SE FAZEM
Não se fazem poetas à força
Elefante...elegante Corsa.
- Nem da sombra companheira
por nossa ser 'noite inteira!
Cito Loio
Não se fazem poetas à força
Elefante...elegante Corsa.
- Nem da sombra companheira
por nossa ser 'noite inteira!
Cito Loio
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terça-feira, julho 02, 2013
segunda-feira, julho 01, 2013
sábado, junho 29, 2013
Tarzans de BD
SÓ DE BANDA DESENHADA
Não sou tipo de fanfarronadas
dos q papam suculento repolho
metendo depois ‘pirilau de molho…
_ mas levavas uma pranchadas!
ÓÓ, não falas c’ Gertrudes enjeitada,
e como não sou dessa laia
o que murcho sobrou não te caia!
- Tarzans só de banda desenhada
Cito Loio
Logo no Onital café às 21 horas ...Vai ser bonito vai!!!!
(Rua Latino Coelho x rua Santos Pousada)
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sexta-feira, junho 21, 2013
DEUS É INSANO
29 de Junho Sábado
....a partir das 21 h no
no CAFÉ ONITAL
(cruzamento Latino Coelho c' Santos Pousada
...vai ser bonito com a 2ª apresentação do livro
Mel e Gindungo...depois de comer uma Francesinha. (garanto que são de qualidade...
O tema para debate é...
DEUS É INSANO
Por vil demais sabido debochado
virou costas Deus ao pé rapado
fez-se chefe mor do patronato
accionista maioritário da NATO.
Figura d’ aspecto mesquinho
assumido ser o maior padrinho
de eleitos governantes corruptos
protegidos por policias brutos,
delicia-se com cenas “porno”
oferecido aos judeus sabido forno
depreciado ‘genocídio d’ inocentes
executado pelos seus agentes
Deus (creio) ser como vil padrasto
e de tanta malvadez já gasto
enviou, criado o homem à sua imagem,
para terra ‘diabo em romagem.
Este perfeito aluno seguiu-lhos passos
rompeu breve c’ Ele os laços
tomou a igreja como seguro abrigo
para em sacristia ter ‘mulher do amigo!
_ maior defeito não se lh’encontra
por vingativo quando se confronta
com a bondade feto feito criança
decretado por Roma (!) a matança
Afinal, Deus é, espelho do homem
mais sanguinário q o lobisomem,
descrevendo seus crimes
por sadismo
glorificando-os no catecismo.
Tão pérfido egoísta e insano
que até criou o ser humano….
Cito Loio
21/Junho 2013
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quarta-feira, junho 19, 2013
Para nha KIM CARMO
Vamos fazendo as nossas confissões mais íntimas,expurgando fantasmas, revivendo momentos de sã loucura
Faz 40 anos que dancei pela última vez com a Kim Carmo Baião , não no palco do Aviz, ou na festa de finalistas do Salvador Correia, mas nas areias escaldantes da praia do Tamariz
.
Por ela e para ela, um dos mais difíceis e dolosos poemas que escrevi
PARA KIM
Acesos os holofotes, brilhando
estival 'fevereira' noite de folia,
brutais sons 'batucantes', delirando
vi negra aloirada, não dormia
e volteando-me com passos de magia
girei num palco de cinema
_ saltava ela - calmo percebia
soltas páginas dum pobre poema.
« Faz uma letra para esta dança
com sorrisos de valsa fecunda
para abraçados numa eterna aliança
contornarmos a próxima rotunda!
_ diz Cito, haverá traição
ter por escondida liberdade fé?
-Já se afunda esta espécie de nação
por remar contra a maré
não vendo doutos dirigentes
que vindo, ventos do frio leste
trazem c 'ideologias, doentes
e canhões infestados de rubla peste...»
Jetê, rodopio, anda, atura-me
diminuto palco para tanta euforia!
« Vê esta espargata...segura-me,
deixa-me sonhar a independência
rolar na praia dormida na areia
mostrar-me à indecência
desnudar-me d' escamas, ser sereia...»
Escurece a sala caídas as letras
dum poema antigo q não terminou;
_ no céu, loira, entre estrelas pretas
luze a dançarina q mais m' encantou
Cito Loio
Para ti e tão imortal como esta música
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sexta-feira, junho 14, 2013
Amanhã Sábado 15 Centro Comercial Trindade 1º andar às 15:50
Amanhã terá lugar a 1ª apresentação (depois do lançamento) do livro Mel e Gindungo
Espero que a malta do Karaté não "amande" pontapés na atmosfera , que o pessoal não se "encolha com amores pornográficos" e ... que a voz não me doa
Fiquem-se com este e garanto que vou declamar este jajaja´
Espero que a malta do Karaté não "amande" pontapés na atmosfera , que o pessoal não se "encolha com amores pornográficos" e ... que a voz não me doa
Fiquem-se com este e garanto que vou declamar este jajaja´
Homenagem a Fernando Pessoa
CUIDADO COM AS VIAGENS
(António)
Sai um copázio de branco maduro
preferência, fresco, sem pé
um rissol com cheiro a marisco
que a mais (hum!) não arriiiiiiiisco
(Zé)
É para matar o vício ou tá duro?
- Saiba, cá na tasca do Zé
freguês tem crédito d’ honestidade,
e juros, (!) desconto na solidariedade
(António)
Agradecido amigo mas ná m’apetece
empachar (a estas horas) o bandulho
chegando-me não dormir (aiai) c’o barulho
(Zé)
António, caro senhor, coisas q a cona tece;
_ sei q altas horas chega a tesão
depois do 'tal maridinho' ir-se d’ avião!
Cito Loio
CUIDADO COM AS VIAGENS
(António)
Sai um copázio de branco maduro
preferência, fresco, sem pé
um rissol com cheiro a marisco
que a mais (hum!) não arriiiiiiiisco
(Zé)
É para matar o vício ou tá duro?
- Saiba, cá na tasca do Zé
freguês tem crédito d’ honestidade,
e juros, (!) desconto na solidariedade
(António)
Agradecido amigo mas ná m’apetece
empachar (a estas horas) o bandulho
chegando-me não dormir (aiai) c’o barulho
(Zé)
António, caro senhor, coisas q a cona tece;
_ sei q altas horas chega a tesão
depois do 'tal maridinho' ir-se d’ avião!
Cito Loio
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terça-feira, junho 11, 2013
sexta-feira, junho 07, 2013
Camões e só ele... maior que a Pátria
No próximo dia 10 ...é o seu dia mas antecipo o
feito
Poema dedicado a Adolfo Inácio para comemorar
o 10 de Junho
Quando
em 1965 o castigaram por ter escrito um poema, não sabia a professora de
português que aquele menino nascido em 1953 a quem assinalaram na certidão de
nascimento raça mestiça, publicaria quase 5 décadas depois um livro de poemas,
homenageando Camões, e o dia da Raça (!)
MAIOR(ES) QUE A
PÁTRIA
Choraste, Camões,
ao Ganges em sussurro!
- Ele, sem a paz,
destruído 'futuro,
secou lágrimas «em folhas de mandioca»
Escreveste (só) das mais belas epopeias!
- Ele, evocando d’ oceanos sereias
perdeu-se com elas por desviada a rota
Diferente, foste Poeta, imortalizado.
- Ele, varrendo misérias desesperado
viu o nome mergulhado na lama
Da pátria assinalaste «armas e barões»!
- Ele, como tu, ganhou dela magras rações
esperando ‘enxerga como última cama...
Cito Loio
Já agora antecipando na
Galeria Trindade dia 15... às 16 h «vamos quebrar tabus» com Cousas, Mel
Gindungo….Artes Maciais etc
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segunda-feira, junho 03, 2013
Verdadeiramente o 1º
Este é o meu 1º (verdadeiro) poema em Espanhol, porque foi pensado em Castelhano coisa em mim rara...ihihih
Por isso entendi oferecer-lhe uma música impressionante e ao mesmo tempo uma homenagem a Freddie
(que me perdonen lós espanholes)...
CON VERDAD
No se mira de Cartagena á Siracusa
pero m’ encanté contigo en Madrid;
_ abrazándote de pronto te vi
en Barcelona, temblando frágil y confusa
siguiendo pasaros la propia ruta
tuve de cambiar sueños y sin ellos
sube, por destino perderlos.
-Borré el pasado de forma abrupta
Extraño, pero aún me gusta pasear
irme por los caminos del pensamiento,
adherir en metro me asiento!;
_ dejar un nuevo sueno sobrevolar
Hoy puedo recordarte – sin penas
llenar con tu música la soledad
mientras el viento sopla – decir verdad
que me restó sin ti, escribir poemas
Cito Loio
2/3/ Juño de 2013
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domingo, junho 02, 2013
Dia mundial do Sr Passos Coelho...!
Democraticamente
o… dIA dOS pUTOS
Comemorou-se
(1/6/) o dia da criança.
Escutava
o senhor Marques Mendes a descascar no senhor M.Soares pelo facto
deste ter dito que o Governo não tem legitimidade democrática...e
de facto não tem, até pelas razões que o primeiro invocou para
criticar o segundo, quando diz que o Governo cometeu uma
INFANTILIDADE”
Evidente
que atitudes infantis são cometidas pelas crianças/infantis até à
adolescência, não aceitáveis e até bastas vezes criticadas pelos
adultos.
Mas na
verdade uma infantilidade é algo feito ou dito sem consciência crítica,
não podendo ser julgado quem as pratica, isto à luz do juizo
formal do adulto, mas «devendo» ser desculpáveis por estes.
Tenho
assim por minha convicção que afinal o Governo tem legitimidade
porque como ao cometer uma Infantilidade esta deverá ser desculpada
pelos eleitores...e só os “adultos” (maior idade)
VOTAM
Quanto
ao Senhor Soares pelo que me toca ainda estou vivo!;_ felizmente em
África ensinaram-se a nadar, caso caísse ao Atlântico
Já agora como tb tem culpas no cartório esta é para si Dr Soares
SENTIMENTOS
COM CAPAS NEGRAS
Porque
me sinto (deprimido) - triste?
-Por
não ter a caneta em riste
nem
escrever canções de revolta
e
saber d'irmãos (chorando) nha volta
Triste
ainda por estar cansado,
escutar
palavras estranhas dum fado
falando
de capas negras em contestação
e dos
caminhos errados da revolução
Cito Loio
E antes que me julgue poeticamente que tal ler o que me escreveram relativamente ao Livro de poemas MEL e GINDUNGO, sendo esta a primeira Crítica que me chegou sobre o referido livro.
Muito obrigado Fernanda Correia pelas palavras e pelo (seu bom gosto...!!!)
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sexta-feira, maio 31, 2013
Vantagem de Moreira da Cunha
Um abraço para um grande homem c' 30 anos de amizade que para além de ténis transporta dentro a arte e o engenho da escrita...
Moreira da Cunha
...talvez saiba interpretar como ninguém este Poema
LEI DA VANTAGEM
Indo em slice pelas ondas do
suspiro
sprintei nas asas do
pensamento
e bebi suores e adrenalina.
- Isolado á espera fui
gastando-me
sem ouvir ranger
articulações
gastas por jogos ainda por
concluir,
sons festivos, risos de
gozo
adivinhando arfares q’
inda m’ envolvem
Esmerado no sonho criei
conceitos,
combati suspeitas,
entrepus recursos
anulei pareceres de juízes
foras-da-lei
fustigado por rajadas de
pó-de-tijolo
varrendo courts c’ linhas
brancas
vencido por marcas, bolas dentro,
fora!
- Arrumei raquetes e termobags
perdendo da glória o rasto…!
Por cruel, o destino
viu-me na penúria
aplaudindo crápulas um
match-point
anulando-me um smash
vitorioso
seguido ‘drive-volley qual
winner final!
Três ou cinco sets, pouco
importará,
completo q seja o quadro
do “torneio”
onde pontos são lucro dum
campeonato
em que só Diabo tirará
vantagem
Cito Loio
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terça-feira, maio 28, 2013
Mia Couto...parabéns
Prémio Camões
Não sei como homenagear
Mia Couto!
Talvez a melhor forma seja dedicar-lhe um Fado e algo que Luís Vaz talvez não fizesse por tão medíocre a minha arte
LUSITANIA
EPOPEIA
Canto
Único
1)
Conto-vos
gratuita esta amásia história
em
formato escrito pouco habitual
despretensiosa,
e quase um tanto original
evocando
‘simplicidade (às vezes) glória
em
retratos de uma verdade absoluta
tirados
por bravos que se fizeram à luta
2)
-
Corria o ano de mil cento…coisa e tal
um
jovem (!) arreava na própria mãe
enxerto
de porrada e beijos também!
-
Corporalizado sonho fundava Portugal
ainda
sem se entoarem hinos ao mar
ou
fado participar nas lutas ao luar
3)
Moço
forte de espada de aço em riste
estocadas
directas, até ao centro
marcava
nos pinhais terreno adentro
fronteiras
num mapa que ainda existe
desconhecendo
a pátria um dia rendida
e
a língua ultrajada, na terra vendida.
4)
De
caminho para sul vencendo o mouro
desenhava
com mestria a Lusitânia
vergando
quem em si lançasse a infâmia
tentando
corrompê-lo a coberto douro
num
exemplo às futuras gerações
cantado
q se veria em diversos pregões
5)
Guimarães
fora primórdio da epopeia
que
daria ao povo, multiplicada a raça,
títulos
de grandeza, e de sua graça
inúmeras
histórias; _ quem souber as leia!
-
Falam de brancos, negros, mulatos
verdade
c mentiras em múltiplos relatos
6)
De
Henrique a Teresa, indo-se por Urraca,
rezou
o pergaminho, aliando Egas Moniz
nem
sempre sabido, c desfecho feliz,
misturando-se
palácios à indígena barraca
na
ocidental praia, avistando no horizonte
arco-íris
onde s’ edificou simbólica ponte
7)
Estocada
em cavalgada, rei e reinante
definiu
sua pátria Afonso o primeiro
“Conquistador”
e gentil guerreiro
remontando
a aparição de outro infante
que
dos Algarves ordenaria seguir nova rota
desbravando-se
mares com simples frota
8)
Dificultava
o mouro do território ordenação
impelindo
o jovem já elegido monarca
dirigir
atenções para registo de uma marca
num
esforço homérico erguida a nação
remetendo
o Condado pra terreno histórico
num
modo, q o Papa reconheceria lógico
9)
Entre
lutos, decapitações, casamentos
foi
germinando, adverso a mundos e marés
país
inexperto com cabeça tronco e pés
numa
península assolada por ventos
esgrimida
nova linguagem com expressão
irmanada
a Castela, já c Portugal no coração
10)
Afonso
Henriques já reinava resolvendo
sucessão
ao trono: Sancho nascia!
a
quem no berço o pai já lhe incumbia
defensa
da sagrada terra, como se prevendo
que
um dia, exércitos munidos de canetas
assaltariam
a pátria-mãe s’ toques de cornetas
11)
Na
vertical do lugar escutava-se fero bramir
das
espadas num afrontamento ao infiel;
_
mas se a vitória lusa era provável
outros
desafios se veriam c bravos a fenir
oferecendo
peito às balas contra o terrorismo
em
terras desconhecidas, sem baptismo!
12)
Cavalgava
nobre ao Porto dono da terra
Viana,
Vila Real, Lamego, Aveiro, Coimbra
sabido
mais além ter Setúbal e Sesimbra
após
passar Lisboa, avistando a serra
fronteira
do Alentejo, além de Viseu
agradecendo
ao senhor tudo o que já seu
13)
Que
trovador tão épicos tempos cantaria
se
capaz d’ esquecer do sangue vertido
contendas
ferozes, e como prémio recebido
feudos;_
a outros a morte bastaria.
-
Nascia o mais antigo país da velha Europa
um
desmembrado à causa doutra tropa.
14)
Mas
Afonso I, ignorante em futurologia
dava
corpo ao manifesto reunindo a corte
pejada
de duques, clero, gente torpe
bastardos
esquecidos duma mãe q gemia!
_
mais a poente, a plenas águas atlânticas
os
arquipélagos d’ estranhas semânticas
15)
Tão
curta a vida para um tão longo penar
entristeciam
o coração do jovem rei
crente,
devoto, mas impondo nova lei
que
em Portugal era crime roubar, matar
desconhecendo-se
até então a gravidade
da
corrupção, mesmo à sombra da caridade
16)
Legava
ao povo o primado da decência,
honra
às gentes independente a condição
leis
feitas pelos ditames do coração
em
serventia a Deus devendo-lhe obediência
do
povo, q mais tarde carregaria nos costados
o
genocídio, decretado por mercados.
17)
O
mar que s’ acostava na berma das praias
trazia
às areias perfumes africanos
de
mulheres trajando vestidos sem panos
nada
comparadas às civilizações Maias;
_
Lá para longe sentia o rei haver mais mundo
Fora
do alcance. – Afonso calava fundo.
18)
A
velhice traía-o nas voltas da lua a cada mês
enfraquecendo
músculos, mais q a alma.
-
Pegando “o bravo” noutra mão uma palma
corria
pelo filho já perdida a pequenez
fraquejando
dia após dia, vendo de perto
fim
para um sonho, que se anunciava certo
19)
Solidificara
a nação, e varão já experiente
reinava
com fito de prevenção solidária
defendia
seu povo, de vis intenções partidárias
visando
aumentar para uns expediente,
e
para a maioria, morte sem caixão.
-
Afonso deixara claro, notório rotundo não!
20)
Portugal
erguera-se sem distinção ou casta
_
mães, todas, pariam c’ a mesma dor
filhos,
lutando ao lado do amo e senhor.
-Olhando
a planície o rei pensou que vasta!;
_
a caminho d’ Antárctica para lá de Gibraltar
só
era permitido, c’ Sancho na garupa, sonhar
21)
Num
tempo em que se media o tempo
cumprida
por vales e montes missão, de retorno
sentiu
Afonso chegada hora do abandono
por
nada servir a coroa vindo desalento.
-
Dizia o conquistador e por já ‘conquistado’
levai-me
senhor e perdão por ter pecado
22)
Das
Cantábricas montes da vizinha Espanha
aos
Pirenéus de uma Gália confusa
os
trovadores encontravam a sua musa
nas
batalhas travadas, e da guerra ganha
em
território diminuto sem heresia
tornado
independente pela força da mania
23)
Das
exéquias que se não tussa ou muja
preparava
a morte, cruz e espada ao peito
homem
e guerreiro que vivera a seu jeito
sem
permitir ver-se armadura suja
-
Se curta era a vida para tão larga vontade
restava
o adeus à pátria com saudade
24)
Deixaria
vincada forte firme personalidade
primeiro
rei dum povo q grande se faria
ombreando
com Galizza Castela e Andaluzia.
-
Bastardo ou não c’ título d’ honestidade
defendia
a moral contra gente corrupta
negando
à história ser filho de prostituta
25)
Enlutada,
mulher amante mãe d’ alma ferida
não
foi cantada em poemas c’ Viriato
mas
falando nas procissões de um pacto
que
obrigara Roma a dar-se por vencida.
- 6 de Dezembro de 1185, contas q Deus fez
batalharia
Afonso, vencido, a única vez
Cito Loio
Publicada por
Adolfo Oliveira
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