quarta-feira, agosto 21, 2013

Venham mais quarenta...!

Só que desta não e o Zeca, e espero que o PM não se ofenda; quando era criança também gostava de cantar ópera mas até a pensar desafinava.



VENHAM MAIS UNS QUANTOS

Não me obriguem ‘vir para a rua gritar
a vergonha de se ter de emigrar
depois de cantada ‘morte ao ditador’
erigindo-se u’ democracia de dor

Sabido, c’ cantilenas o mal se espanta!
_ falharam acordes? Enrouqueceu a garganta
q presente nem c’ 5 branco ou tinto
seguramos as calças à falta d cinto

Acorda já o povo, “venham mais 40”
c’ a ditadura do Botas a gente aguenta
já q democracias de fome e desemprego
não alegram lares nem dão aconchego.

Receando ‘nove estado’ escuro destino
não se hesitou; _ vota o povo num Aladino!
- Saiu-lhe candidato a barítono, e é de rir,
que o «divo» desafinava até a tossir…

Cito Loio
20/8/2013


sexta-feira, agosto 16, 2013

JITO...e se for verdade?



JITO 



Era uma vez ...não começa assim este conto por certo dado não se tratar duma história para "boi dormir" mas antes, passagens da vida de um homem sofrido, casos idos faz tempo e numa latitude que muitos desconhecem, outros tentam apagar e outros, como eu, vivo pendurado nas suas liana, envolvendo um amigo de longa data , de sangue, irmão de alma - e se a memória não me engana passada em 74 versanso assim o relato:

Jito Metralhas levantara-se cedo para dar o seu passeio matinal com os cachorros antes de iniciar a sua actividade _ cães rafeiros por certo mas nem por isso deixando de nutrir por eles o maior carinho. Jogavam à bola no fundo do quintal, anunciavam a chegada de familiares e amigos, e raras vezes corriam atrás dos ardinas. Nesse dia só Dog o esperava à entrada do portão principal; era um cachorro "cor castanho-russo do tipo pastor-alemão de baixa estatura e esperto que se fartava".

Depois do passeio, tapas no focinho do bicho, uns "busca o pau", o animal não se dirigiu para a casota como costumava para receber a primeira refeição do dia, antes ficara da parte da frente da vivenda o que também não era de estranhar. Por sua vez Jito subiu ao quarto para se vestir à maneira, e como militar que era, envergar um camuflado botas cinturão quico, ou não tivesse de cumprir ordens superiores_ e havia patrulhamento aos bairros periféricos. Claro que as armas levantava-as no quartel não sendo permitido levá-las para casa talvez porque os capitães camaradas tivessem receio que as vendesse ao inimigo estragando o negócio com concorrência desleal... coisa que não se sabia e ainda bem pois tratar-se-ia de uma vergonha revolucionária.

Não tardou em descer do quarto - apanhou as chaves do carro e foi para a guerra em viatura civil (à boa maneira do Raul Solnado) - deixá-lo-ia no parque exterior do regimento, zona seguríssima em tempo de conflito. Não tardou a chegar ao destino; àquela hora não havia trânsito de monta e também a polícia não existia para caçar condutores com álcool - nem havia balões para soprar que limitavam a ingestão percentual do liquido, quer o beberolas fosse uma minhoca de 60 kg ou um touro com 110!

Fazia-se a primeira saída antes do almoço dado que mesmo em guerra certas refeições eram sagradas. Também se percebia que aquela guerra não tinha pés nem cabeça e quanto ao 'corpo militar do inimigo 'havia porque a metropolitana bondade se desejava manter o pessoal ocupado antes de entrar no mercado laboral'. «Bolas havia de me calhar o bairro Américo Tomaz! Podiam ter-se lembrado de construir um com o nome de Cerejeira!» desabafou.Também não era da sua conta mas nada de distrações que as balas matavam, e o pessoal, chegada a hora queria almoçar. Assobiava, sentado no Jeep, uma canção napolitana " O sole mio" que escutara na véspera depois de chegar a casa sobre as 23 h.

O almoço no quartel era feijão com gordura a imitar tripas à moda do MFA, mas nem por isso se deixava de comer. Gambúla Purificado Semmedo ficara encarregado de tratar de analisar o material para a saída da parte de tarde e avisar Jito logo que tudo estivesse conferido e em perfeito estado que o governo não permitia que a imagem da nação fosse negativamente comentada. Este passeava pela parada escutando a canzoada do lado de fora do muros, o que era habitual pois sabiam que escorreria algo para comerem. Enquanto Gambúla tratava do assunto Jito fumava um AC para descontrair ao mesmo tempo que deitava contas à vida

18:10 última volta antes do regresso à unidade e Jito mandou parar os Jeeps dando instruções para se apearem, e 2 a 2 fazerem uma batida por aquela zona do Catambor, apesar de não ser hora para guerrilheiro diplomado actuar. Escurecia já, 18:25, e estavam prestes a terminar o controlo da rua - havia contudo algo de estranho na atmosfera, naquele silêncio tipo paz poder, cenário bastas vezes visto nos filmes da guerra do Vietnan em que os marines derrotavam sempre os bandidos mas acabando por perder a guerra.

Algo lhe dizia que uns palermas poderiam estragar o ocaso. Escutou-se 'imprevisível' tiroteio sobre as suas cabeças com balas a estatelarem-se nos muros e paredes das casas que os ladeavam e as rajadas não eram de G3 nem sendo preciso dar ordens para o pessoal se abrigar.

Outra vez silêncio; 12 segundos nova rajada, uma bala a ferir o muro por cima da cabeça de Cito disparada de trás a um ângulo de 30º . Rolou virando-se para esse lado e iniciou os disparos escutando entre os tiros um rosnar ameaçador tiros um latido de agonia e uma grito humano anunciando a morte.

Novo silêncio, este mais pesado. Acabara o confronto! Os militares cautelosamente procuraram baixas, de ambos os lados, se as houvesse...e do lugar de onde partira os disparos contra Jito depararam com um guerrilheiro morto e ao lado, distando 3 metros, um cachorro cor castanho-russo do tipo pastor-alemão de baixa estatura e esperto que se fartava.

Passados 24 anos encontrei Jito num rua escura de Porto vendendo sonhos e dando de beber à dor. Estava divorciado, 2 filhos e nunca mais tivera cães seus...Despedimo-nos sem lamentações . Conversando com Cito relatei este encontro e pedi que fizesse um poema a Jito. Passado uma porção de anos, dei com este poema perdido entre a papelada

JITO

Sorvia cerveja adega em boteco
copos cheios sem espuma
sem amendoim ou tremoço
camarão da costa ultramarina
moelas picantes no Pic-Nic
vodka c' laranja no Flamingo

Rodopiara elegante fino boneco
dormindo cada vez só com uma
em touradas ainda moço
gizando a seu passo o destino.
- Esquecendo, ganhou um novo tique:
_ passear pela solidão ao domingo!

Deixara de falar com os cães
pshiupshiu, aos gatos vadios ;
_ aos sem-abrigo u' sorriso aberto.

Derrotada a fome com dois pães
desenhou cursos de novos rios
por eles navegando c' a morte por perto

Cito Loio


Reflecti sobre o poema, pensei nesse amigo , achei que que não devia guardar só para mim esta história, mesmo sem ter a certeza o que levara Jito a deambular pela vida; soube então que nunca mais quisera cães !


FIM

sábado, agosto 10, 2013

PASSAPORTE... LUSITANO (!)




PASSAPORTE LUSITANO


Não se trata de um conto se bem que contará para mim, e refere mais um dos bons símbolos da dignidade e do respeito por Portugal.

Ontem, precisamente 9/8 sexta feira, sobre as 12:40 já no Metro que liga a Trindade ao IPO / Hospital S.João para um dos encontros habituais com Pedro para almoçarmos no Campus (centro comercial bem situado com uma ligação directa ao próprio hospital (imagine-se!) mas que sendo um espanto estou plenamente de acordo...
(Porquê? - porque prefiro gente vestida de branco, médicos e enfermeiros que nos podem tratar da saúde a televisionar o Canal parlamento onde um conjuntos de personagens cinzentas tratam de arranjar a devida milonga para nos mandarem desta para melhor e não se gastar o que se descontou em reformas.)
...continuando (deixemos o resto de parte) ainda não soubera do falecimento de Urbano Tavares Rodrigues, e como referido, ia encontrar-me com Pedro, o meu filho mais novo (vivo), para almoçarmos (paga ele que já ganha algum) na Loja das Sopas o que de resto recomendo e afirmo que estou a fazer publicidade gratuita, quando, e já na estação dos Combatentes (curioso este nome) entrou no metro uma família negra, mãe com um carrinho de bebé e uma filhota de 9/10 anos – como boa mãe lá foi respondendo à miúda sobre um sem número de perguntas, masque cá o rapaz não percebia o diálogo estabelecido entre elas.

Levava um bloco de apontamento onde habitualmente registo o que vou ganhando (quando ganho) e os esboços daquilo que julgo serem poemas contos e outras cousas mais...e escrevinhava um poema do tipo à “conversa com Camões” traduzindo mais ou menos o sentimento dessa metade de dia dado que ficara piruças com a notícia de mais cortes aos pensionistas, e que era mais ou menos assim:



Hoje escutei, cuidadoso, Camões.
-Aconselhou-me ser prudente,
pois salvo raras excepções
não é mui de fiar...certa gente

«Amigo e poeta inda desconhecido
lede o que deste povo escrevi
algures pelos Lusíadas, em verso,
e acreditai:- fi-lo com amargura.
-Mas andei por sítios (pouco sabido),
conheci povos, e com eles comi;
_ sem cobrar escutaram o verbo
desta alma pecadora por ser pura

Hoje vivo, tivesse ele armamento
apenas q fosse u' ferrugento canhão´
enfrentaria treinado regimento
resgatando dos traidores a nação!

(-Hoje ouvi o rugido dum leão.)


Terminado o escrito em forma de rascunho, suspirei de alívio e ao fixar a criança que continuava com a tagarelice lembrei-me de Luanda, das crianças descalças a jogar à bola, das ruas alcatroadas e aquelas ainda por, subindo-me à memória a última vez que visitara a casa da minha tia Lurdes, as correrias pelo empoeirado da rua, dos macacos pendurados nas árvores e dos outros pendurados nos assentos do Parlamento de fato e gravata na Capital que mandaram decapitar o Império sem fazerem nenhum inquérito às hostes inimigas, posteriormente apelidadas de Retornados, esquecidos dos milhares que nunca tinham calçado os bootes no Terreiro do paço ou mergulhado nas praias de Carcavelos.

Embrenhado na divagação fui sacudido por uma pergunta que a menina disparara à mãe (era mãe de certeza até pelo diálogo) à qual esta respondeu um pouco insegura...

-Mãeiii o que é Guimarães?
-Éééé uma cidade...
-Cidade de Angola?

(momento de pausa)

-Não filha acho que fica aqui pra cima!



Fechei os olhos; pela pronúncia aquela mulher conhecia tanto Angola como conheço Júpiter e a memina era mais Tuga que eu nascido em África, filho de um “colono” que explorou uma negrita que só por acaso era a minha mãe casada notarialmente, e com óbito lavrado em documento da República Portuguesa.

Visionei a AR transferida para Angola, as praias do Algarve a abarrotar de mulatos negros e brancos falando a mesma língua, sem acordos ortográficos e todos portadores de um Passaporte Lusitano!

Felizmente estes momentos de loucura são de curta duração e fazem parte das pequenas alucinações que me assolam sempre que vejo, ouço ou leio gente eleita pelo voto de um povo a emanar ordens que levem à esses mesmos eleitores à escravatura – só que agora não será só branca!

Não consegui ouvir o nome da pequena nem da mãe que deveria ser filha de refugiado, se bem que o aprofundamento desta questão daria para tese de legitimação para Candidatura à Presidência da República, ao abrigo da globalização – imaginei Sengor a ser Presidente Portugalês e deixei escapar «pior não ficaríamos!».

Mais tarde, por volta das 14:00 dei fé então à morte de mestre Urbano, pela F.B. guardando 1 minuto de silêncio em respeito pela sua alma. Mas a vida não para e lá fui realizando as tarefas a que me propusera nesse dia. Chegada a noite já em casa, revivi a cena no metro e pensei no defunto, escrevendo, à mistura com um copito de tinto uma espécie de poema epitáfio


PARA TI URBANO QUE O NÃO LERÁS


Entre lutas ganhamos lutos
negro pano – fizemo-nos à luta
pagando elevados juros
chegados à “tal” idade adulta

Não foram apenas duras penas
que nos fizeram endurecidos,
mas por d'iguais vermos condenas
sem nunca delas(…)merecidos

Acaso (nha) terra não for jazigo
nas campas depositem cajus
e que das obras se faça jus...

Se nada mais (tivermos) d'abrigo
livros (teus haja com poemas
cobrindo iguais (!) dores terrenas.



Antecipando a informação de um dia escaldante, tendo menos 29 anos que Urbano, decidi não desafiar os raios ultra violetas quedando-me da parte de manhã em casa, e sem saber porquê, talvez solidão, voltei a pensar na tal família de escurinhos (sem que o marido ou pai estivesse presente), especialmente na menina, recordando outros meninos que já no dobrar da metade do ano de 1974, me perguntavam, vendo que envergava a farda do Exército de Portugal se quando “Angora fossé indépéndénte os Góverno des Portugar ia par Nova Lisboa!"

Foi então que decidi escrever estas linhas...



Fim

quinta-feira, agosto 01, 2013

E foi...bom de ver


Isto aconteceu na Aguda dia 27 de Junho com a apresentação de Mel e Gindungo e debate sobre o Corpo a Alma e o Infinito no Duna Bar Sr José



domingo, julho 21, 2013

Quando se marca a diferença

  

&



4ª apresentação 
 MEL e GINDUNGO 

 

DUNAS BAR 
Praia da Aguda 



Sábado 27 de Julho 2013      a partir das 17:00



Aula de Ginástica Laboral 
(c/ Personal Trainer Frederico Silva)


2º  Corpo a Alma e o Infinito
(c/Psicóloga Alexandra Azevedo Couto)



sábado, julho 13, 2013

A Palavra é para cumprir...

Ouvi na rádio parte do debate (12/2013) na AR.


Claramente uma coisa ficou esclarecida para mim: É necessário balizar a idade dos deputados ministros e espécies afins, razão pela qual vou contar um segredo que espero possa ser útil em especial ao senhor P P Coelho por causa de uma certa afirmação que proferiu relacionada com o que se diz por vezes temos de deixar cair, por interesse do país (!)

Quando nasci comecei a chamar "mãe" à minha avó (os motivos não interessam), e com os anos essa PALAVRA foi tomando força ao ponto de nunca lhe chamaei avó.
Cresci fiz-me homem e quando nos despedimos (eu forçado tive de deixar Àfrica/Angola) ela ficou porque nunca a quis abandonar e dizia ser velha demais para a quererem...
Ela abanou a cabeça e disse sim...parte
Eu abanei a cabeça em sinal de anuência entalando um "mãe" na garganta
Nunca a tratei por avó...porque nunca faltei à palavra que a minha consciência ditou...enquanto me ia fazendo Homem

Sr 1º Ministro, a Palavra é para cumprir...

Adoflo Inácio Castelbranco Oliveira


...e porque gosto de Sting and Steve...

terça-feira, julho 09, 2013

Eram castanhos...

Caro Carlos Mendes...



Indubitavelmente uma grande canção com um poema de puríssima água...
mas acredite...

...em Luanda os meus lençóis eram "castanhos" e as feridas que vocês deixaram na minha terra natal nenhum poeta as poderá cantar.






NÃO SE FAZEM

Não se fazem poetas à força
Elefante...elegante Corsa.
- Nem da sombra companheira
por nossa ser 'noite inteira!

Cito Loio

terça-feira, julho 02, 2013

3ª apresentação (Pornografia sexo amor)

Tema

(Pornografia sexo amor)
"entrada livre" 

segunda-feira, julho 01, 2013

Pelo que depender de mim...

  • No passado dia 28 (6ª feira) tive a oportunidade de pedir pessoalmente ao Ministro dos Negócios Estrangeiros que tudo fizesse para acabar com as imbecilidades de ataque ao que se passa em Angola, por não podermos esquecer os 150.000 portugueses que trabalham naquele território, dizendo-lhe que ainda tenho presente e a cores a imbecilidade duma ponte área da vergonha por lá ter passado 9 meses seguidos.

    Ficou-me a certeza que tudo fará ( e do que dele depender) para que nada venha a acontecer de semelhante

    Angola é, quer se queira ou não, o destino fatalista de grande parte dos portugueses no futuro, assim o luto seja feito pelas partes.
    Independente de discordarmos (eu e dr Portas) sobre se 38 anos são tempo para tal, estou em crer que, e como já o fiz e sobre coisas muito mais dolorosas, Angola quer se queira ou não é uma terra rica mas um país pobre.

    Disse-lho justificando o facto de só haver 17/18 milhões de pessoas numa terra que precisa de pelo menos 50 milhões para se poder considerar um país rico. 

    Creio que o dr Portas percebeu que a riqueza de uma país se faz pela riqueza dos gentes, culturalmente evoluídas e não só pela qualidade e quantidade dos recursos.

    Foi a primeira vez que tive oportunidade de falar com ele e gostei...até porque como poeta que ás vezes sou, senti-lhe uma certa tristeza por não poder carregar aos ombros o seu próprio país e arrancá-lo das malhas da incompetência dos técnicos da Troika que, ninguém me tira do juízo, mais não estão que interessados em perpectuar a agonia dos países - como forma de garantia de emprego pago...e a peso de ouro.

    Vou estar atento ao seu desempenho, caro Dr Portas, e não tenha "medo" ; já agora, gosto mais da  camisa da foto...que a usada neste dia...era dum "rosa muito PS"....e não gosto de mergulhos no Atlântico a mando de dinossauros...

    Like ·  · Unfollow Post ·  · Promote

sábado, junho 29, 2013

Tarzans de BD

SÓ DE BANDA DESENHADA

Não sou tipo de fanfarronadas
dos q papam suculento repolho
metendo depois ‘pirilau de molho…
_ mas levavas uma pranchadas!

ÓÓ, não falas c’ Gertrudes enjeitada,
e como não sou dessa laia
o que murcho sobrou não te caia!
- Tarzans só de banda desenhada


Cito Loio



Logo no Onital café às 21 horas ...Vai ser bonito vai!!!!
(Rua Latino Coelho x  rua Santos Pousada)

sexta-feira, junho 21, 2013

DEUS É INSANO

  29 de Junho Sábado

....a partir das 21 h no 
no CAFÉ ONITAL
(cruzamento  Latino Coelho c'  Santos Pousada

...vai ser bonito com a 2ª apresentação do livro 
 Mel e Gindungo...depois de comer uma Francesinha. (garanto que são de qualidade...



O tema para debate  é...



DEUS É INSANO


Por vil demais sabido debochado
virou costas Deus ao pé rapado
fez-se chefe mor do patronato
accionista maioritário da NATO.

Figura d’ aspecto mesquinho
assumido ser o maior padrinho
de eleitos governantes corruptos
protegidos por policias brutos,
delicia-se com cenas “porno”
oferecido aos judeus sabido forno
depreciado ‘genocídio d’ inocentes
executado pelos seus agentes

Deus (creio) ser como vil padrasto
e de tanta malvadez já gasto
enviou, criado o homem à sua imagem,
para terra ‘diabo em romagem.

Este perfeito aluno seguiu-lhos passos
rompeu breve c’ Ele os laços
tomou a igreja como seguro abrigo
para em sacristia ter ‘mulher do amigo!
_ maior defeito não se lh’encontra
por vingativo quando se confronta
com a bondade feto feito criança
decretado por Roma (!) a matança

Afinal, Deus é, espelho do homem
mais sanguinário q o lobisomem,
descrevendo seus  crimes por sadismo
glorificando-os no catecismo.

Tão pérfido egoísta e insano
que até criou o ser humano….

Cito Loio
21/Junho 2013














quarta-feira, junho 19, 2013

Para nha KIM CARMO

Vamos fazendo as nossas confissões mais íntimas,expurgando fantasmas, revivendo momentos de sã loucura
Faz  40 anos que dancei pela última vez com a Kim Carmo Baião , não no palco do Aviz, ou na festa de finalistas do Salvador Correia, mas nas areias escaldantes da praia do Tamariz
.
Por ela e para ela, um dos mais difíceis e dolosos poemas que escrevi

PARA KIM

Acesos  os holofotes,  brilhando
estival 'fevereira' noite de folia,
brutais sons 'batucantes', delirando
vi negra aloirada, não dormia
e volteando-me com passos de magia
girei num palco de cinema
_ saltava ela - calmo percebia
soltas páginas dum pobre poema.

« Faz uma letra para esta dança
com sorrisos de valsa fecunda
para abraçados numa eterna aliança
contornarmos a próxima rotunda!
_ diz Cito, haverá traição 
ter por escondida liberdade fé?
-Já se afunda esta espécie de nação
por remar contra a maré
não vendo doutos dirigentes
que vindo, ventos do frio leste
trazem c 'ideologias, doentes
e canhões infestados de rubla peste...»


Jetê, rodopio, anda, atura-me
diminuto palco para tanta euforia!

« Vê esta espargata...segura-me,
deixa-me sonhar a independência
rolar na praia dormida na areia
mostrar-me à indecência
desnudar-me d' escamas, ser sereia...
»


Escurece a sala caídas as letras
dum poema antigo q não terminou;
_ no céu, loira, entre estrelas pretas
luze a dançarina q mais m' encantou


Cito Loio

Para ti e  tão imortal como esta música 


sexta-feira, junho 14, 2013

Amanhã Sábado 15 Centro Comercial Trindade 1º andar às 15:50


Amanhã terá lugar a 1ª apresentação (depois do lançamento) do livro Mel e Gindungo
Espero que a malta do Karaté não "amande" pontapés na atmosfera , que o pessoal não se "encolha com amores pornográficos" e ... que a voz não me doa

Fiquem-se com este e garanto que vou declamar este  jajaja´

Homenagem a Fernando Pessoa

CUIDADO COM AS VIAGENS

(António)
Sai um copázio de branco maduro
preferência, fresco, sem pé
um rissol com cheiro a marisco
que a mais (hum!) não arriiiiiiiisco

(Zé)
É para matar o vício ou tá duro?
- Saiba, cá na tasca do Zé
freguês tem crédito d’ honestidade,
e juros, (!) desconto na solidariedade

(António)
Agradecido amigo mas ná m’apetece
empachar (a estas horas) o bandulho
chegando-me não dormir (aiai) c’o barulho

(Zé)
António, caro senhor, coisas q a cona tece;
_ sei q altas horas chega a tesão
depois do 'tal maridinho' ir-se d’ avião!

Cito Loio



terça-feira, junho 11, 2013

Sábado...entre o amor e o porno


sexta-feira, junho 07, 2013

Camões e só ele... maior que a Pátria



No próximo dia 10 ...é o seu dia mas antecipo o feito
Poema dedicado a Adolfo Inácio para comemorar o 10 de Junho


Quando em 1965 o castigaram por ter escrito um poema, não sabia a professora de português que aquele menino nascido em 1953 a quem assinalaram na certidão de nascimento raça mestiça, publicaria quase 5 décadas depois um livro de poemas, homenageando Camões, e o dia da Raça (!)



MAIOR(ES) QUE A PÁTRIA

Choraste, Camões, ao Ganges em sussurro!
- Ele, sem a paz, destruído 'futuro,
secou lágrimas «em folhas de mandioca»

Escreveste (só) das mais belas epopeias!
- Ele, evocando d’ oceanos sereias
perdeu-se com elas por desviada a rota

Diferente, foste Poeta, imortalizado.
- Ele, varrendo misérias desesperado
viu o nome mergulhado na lama

Da pátria assinalaste «armas e barões»!
- Ele, como tu, ganhou dela magras rações
esperando ‘enxerga como última cama...

Cito Loio




Já agora antecipando na Galeria Trindade dia 15... às 16 h «vamos quebrar tabus» com Cousas, Mel Gindungo….Artes Maciais etc

segunda-feira, junho 03, 2013

Verdadeiramente o 1º


Este é o meu 1º (verdadeiro) poema em Espanhol, porque foi pensado em Castelhano coisa em mim rara...ihihih
Por isso entendi oferecer-lhe uma música impressionante e ao mesmo tempo uma homenagem a Freddie
(que me perdonen lós espanholes)...




CON VERDAD

No se mira de Cartagena á Siracusa
pero m’ encanté contigo en Madrid;
_ abrazándote de pronto te vi
en Barcelona, temblando frágil y confusa

siguiendo pasaros la propia ruta
tuve de cambiar sueños y sin ellos
sube, por destino perderlos.
-Borré el pasado de forma abrupta

Extraño, pero aún me gusta pasear
irme por los caminos del pensamiento,
adherir en metro me asiento!;
_ dejar un nuevo sueno sobrevolar

Hoy puedo recordarte – sin penas
llenar con tu música la soledad
mientras el viento sopla – decir verdad
que me restó sin ti, escribir poemas 

Cito Loio
2/3/ Juño de 2013

domingo, junho 02, 2013

Dia mundial do Sr Passos Coelho...!

Democraticamente o… dIA dOS pUTOS

Comemorou-se (1/6/) o dia da criança.

Escutava o senhor Marques Mendes a descascar no senhor M.Soares pelo facto deste ter dito que o Governo não tem legitimidade democrática...e de facto não tem, até pelas razões que o primeiro invocou para criticar o segundo, quando diz que o Governo cometeu uma INFANTILIDADE”

Evidente que atitudes infantis são cometidas pelas crianças/infantis até à adolescência, não aceitáveis e até bastas vezes criticadas pelos adultos.
Mas na verdade uma infantilidade é algo feito ou dito sem consciência crítica, não podendo ser julgado quem as pratica, isto à luz do juizo formal do adulto, mas «devendo» ser desculpáveis por estes.

Tenho assim por minha convicção que afinal o Governo tem legitimidade porque como ao cometer uma Infantilidade esta deverá ser desculpada pelos eleitores...e só os “adultos” (maior idade) VOTAM

Quanto ao Senhor Soares pelo que me toca ainda estou vivo!;_ felizmente em África ensinaram-se a nadar, caso caísse ao Atlântico

Já agora como tb tem culpas no cartório esta é para si Dr Soares  


SENTIMENTOS COM CAPAS NEGRAS

Porque me sinto (deprimido) - triste?
-Por não ter a caneta em riste
nem escrever canções de revolta
e saber d'irmãos (chorando) nha volta

Triste ainda por estar cansado,
escutar palavras estranhas dum fado
falando de capas negras em contestação
e dos caminhos errados da revolução

Cito Loio





E antes que me julgue poeticamente que tal ler o que me escreveram relativamente ao Livro de poemas MEL e GINDUNGO, sendo esta a primeira Crítica que me chegou sobre o referido livro.
Muito obrigado Fernanda Correia pelas palavras e pelo (seu bom gosto...!!!)

sexta-feira, maio 31, 2013

Vantagem de Moreira da Cunha



Um abraço para um grande homem c' 30 anos de amizade que para além de ténis transporta dentro a arte e o engenho da escrita...

Moreira da Cunha

...talvez saiba interpretar como ninguém este Poema


LEI DA VANTAGEM

Indo em slice pelas ondas do suspiro
sprintei nas asas do pensamento
e bebi suores e adrenalina.
- Isolado á espera fui gastando-me
sem ouvir ranger articulações
gastas por jogos ainda por concluir,
sons festivos, risos de gozo
adivinhando arfares q’ inda m’ envolvem

Esmerado no sonho criei conceitos,
combati suspeitas, entrepus recursos
anulei pareceres de juízes foras-da-lei
fustigado por rajadas de pó-de-tijolo
varrendo courts c’ linhas brancas
vencido por marcas, bolas dentro, fora!
- Arrumei raquetes e termobags
perdendo da glória o rasto…!

Por cruel, o destino viu-me na penúria
aplaudindo crápulas um match-point
anulando-me um smash vitorioso
seguido ‘drive-volley qual winner final!

Três ou cinco sets, pouco importará,
completo q seja o quadro do “torneio”
onde pontos são lucro dum campeonato
em que só Diabo tirará vantagem


Cito Loio

terça-feira, maio 28, 2013

Mia Couto...parabéns

Prémio Camões
Não sei como homenagear 
Mia Couto!
Talvez a melhor forma seja dedicar-lhe um Fado e algo que Luís Vaz talvez não fizesse por tão medíocre a minha arte

LUSITANIA EPOPEIA

Canto Único

1)
Conto-vos gratuita esta amásia história
em formato escrito pouco habitual
despretensiosa, e quase um tanto original
evocando ‘simplicidade (às vezes) glória
em retratos de uma verdade absoluta
tirados por bravos que se fizeram à luta

2)
- Corria o ano de mil cento…coisa e tal
um jovem (!) arreava na própria mãe
enxerto de porrada e beijos também!
- Corporalizado sonho fundava Portugal
ainda sem se entoarem hinos ao mar
ou fado participar nas lutas ao luar

3)
Moço forte de espada de aço em riste
estocadas directas, até ao centro
marcava nos pinhais terreno adentro
fronteiras num mapa que ainda existe
desconhecendo a pátria um dia rendida
e a língua ultrajada, na terra vendida.

4)
De caminho para sul vencendo o mouro
desenhava com mestria a Lusitânia
vergando quem em si lançasse a infâmia
tentando corrompê-lo a coberto douro
num exemplo às futuras gerações
cantado q se veria em diversos pregões


5)
Guimarães fora primórdio da epopeia
que daria ao povo, multiplicada a raça,
títulos de grandeza, e de sua graça
inúmeras histórias; _ quem souber as leia!
- Falam de brancos, negros, mulatos
verdade c mentiras em múltiplos relatos

6)
De Henrique a Teresa, indo-se por Urraca,
rezou o pergaminho, aliando Egas Moniz
nem sempre sabido, c desfecho feliz,
misturando-se palácios à indígena barraca
na ocidental praia, avistando no horizonte
arco-íris onde s’ edificou simbólica ponte

7)
Estocada em cavalgada, rei e reinante
definiu sua pátria Afonso o primeiro
Conquistador” e gentil guerreiro
remontando a aparição de outro infante
que dos Algarves ordenaria seguir nova rota
desbravando-se mares com simples frota

8)
Dificultava o mouro do território ordenação
impelindo o jovem já elegido monarca
dirigir atenções para registo de uma marca
num esforço homérico erguida a nação
remetendo o Condado pra terreno histórico
num modo, q o Papa reconheceria lógico

9)
Entre lutos, decapitações, casamentos
foi germinando, adverso a mundos e marés
país inexperto com cabeça tronco e pés
numa península assolada por ventos
esgrimida nova linguagem com expressão
irmanada a Castela, já c Portugal no coração

10)
Afonso Henriques já reinava resolvendo
sucessão ao trono: Sancho nascia!
a quem no berço o pai já lhe incumbia
defensa da sagrada terra, como se prevendo
que um dia, exércitos munidos de canetas
assaltariam a pátria-mãe s’ toques de cornetas

11)
Na vertical do lugar escutava-se fero bramir
das espadas num afrontamento ao infiel;
_ mas se a vitória lusa era provável
outros desafios se veriam c bravos a fenir
oferecendo peito às balas contra o terrorismo
em terras desconhecidas, sem baptismo!

12)
Cavalgava nobre ao Porto dono da terra
Viana, Vila Real, Lamego, Aveiro, Coimbra
sabido mais além ter Setúbal e Sesimbra
após passar Lisboa, avistando a serra
fronteira do Alentejo, além de Viseu
agradecendo ao senhor tudo o que já seu

13)
Que trovador tão épicos tempos cantaria
se capaz d’ esquecer do sangue vertido
contendas ferozes, e como prémio recebido
feudos;_ a outros a morte bastaria.
- Nascia o mais antigo país da velha Europa
um desmembrado à causa doutra tropa.
 
14)
Mas Afonso I, ignorante em futurologia
dava corpo ao manifesto reunindo a corte
pejada de duques, clero, gente torpe
bastardos esquecidos duma mãe q gemia!
_ mais a poente, a plenas águas atlânticas
os arquipélagos d’ estranhas semânticas

15)
Tão curta a vida para um tão longo penar
entristeciam o coração do jovem rei
crente, devoto, mas impondo nova lei
que em Portugal era crime roubar, matar
desconhecendo-se até então a gravidade
da corrupção, mesmo à sombra da caridade

16)
Legava ao povo o primado da decência,
honra às gentes independente a condição
leis feitas pelos ditames do coração
em serventia a Deus devendo-lhe obediência
do povo, q mais tarde carregaria nos costados
o genocídio, decretado por mercados.

17)
O mar que s’ acostava na berma das praias
trazia às areias perfumes africanos
de mulheres trajando vestidos sem panos
nada comparadas às civilizações Maias;
_ Lá para longe sentia o rei haver mais mundo
Fora do alcance. – Afonso calava fundo.

18)
A velhice traía-o nas voltas da lua a cada mês
enfraquecendo músculos, mais q a alma.
- Pegando “o bravo” noutra mão uma palma
corria pelo filho já perdida a pequenez
fraquejando dia após dia, vendo de perto
fim para um sonho, que se anunciava certo

19)
Solidificara a nação, e varão já experiente
reinava com fito de prevenção solidária
defendia seu povo, de vis intenções partidárias
visando aumentar para uns expediente,
e para a maioria, morte sem caixão.
- Afonso deixara claro, notório rotundo não!

20)
Portugal erguera-se sem distinção ou casta
_ mães, todas, pariam c’ a mesma dor
filhos, lutando ao lado do amo e senhor.
-Olhando a planície o rei pensou que vasta!;
_ a caminho d’ Antárctica para lá de Gibraltar
só era permitido, c’ Sancho na garupa, sonhar

21)
Num tempo em que se media o tempo
cumprida por vales e montes missão, de retorno
sentiu Afonso chegada hora do abandono
por nada servir a coroa vindo desalento.
- Dizia o conquistador e por já ‘conquistado’
levai-me senhor e perdão por ter pecado

22)
Das Cantábricas montes da vizinha Espanha
aos Pirenéus de uma Gália confusa
os trovadores encontravam a sua musa
nas batalhas travadas, e da guerra ganha
em território diminuto sem heresia
tornado independente pela força da mania

23)
Das exéquias que se não tussa ou muja
preparava a morte, cruz e espada ao peito
homem e guerreiro que vivera a seu jeito
sem permitir ver-se armadura suja
- Se curta era a vida para tão larga vontade
restava o adeus à pátria com saudade

24)
Deixaria vincada forte firme personalidade
primeiro rei dum povo q grande se faria
ombreando com Galizza Castela e Andaluzia.
- Bastardo ou não c’ título d’ honestidade
defendia a moral contra gente corrupta
negando à história ser filho de prostituta

25)
Enlutada, mulher amante mãe d’ alma ferida
não foi cantada em poemas c’ Viriato
mas falando nas procissões de um pacto
que obrigara Roma a dar-se por vencida.
- 6 de Dezembro de 1185, contas q Deus fez
batalharia Afonso, vencido, a única vez


Cito Loio 




 
Web Analytics