domingo, maio 29, 2011

E 'Biba' a Feira do Livro

A todos um excelente Domingo

Porque houve alguém que um dia disse que as Gaivotas da minha terra eram feias, mas quem feio ama bonito lho parece!

Tal como Alberto, também na distância a sigo amando Há qualquer coisa em mim…e alturas na vida que um homem sabe que perdeu um combate. Perdi muitos, uns custando mais que outros. Mas quando caminhamos para velhos cada derrota transforma-se num hino; é a aprendizagem total.



ONDE PARAM AS GAIVOTAS

Onde estão agora as minhas gaivotas
Tão belas quanto as da tua terra!
E as praias do meu encanto,
Tão salgadas quanto os teus mares!
Onde está a minha família!
Tão humana, quanto a tua gente.


E digo-te c’a minha saudade é grande
Que nem podes imaginar!
E a dor de não poder regressar?
_ É do tamanho da distância vencida;
As minhas chagas, feridas,
Nem S. Tomé as pediria para ver.


Mas se olhares para dentro de mim!
Verás espelhado, rosto angélico
Mãos em forma de picareta
Enxada feita de pau, dona de calos
Cachoeira de sangue puro
Na curva apertada da Praia do Bispo


Aí sentirás terramotos de solidão
Pilares caídos, nos escombros
Doce ar melodramático
Uma lágrima infantil, cristalina
Preces, rezas, olhar terno a pedir
Protege-me, c’ainda sou pequenino!


Cito Loio

sexta-feira, maio 27, 2011

Confirmado



AUDITÓRIO
às 19h
Onde fica?
Nem ideia! quando chegar pergunto...

quarta-feira, maio 25, 2011

Feira do Livro do Porto

Amanhã inicia-se a Feira do Livro do Porto, onde estarei representado com o romance Uma Persiana na Janela, editado pela Edita-Me, e exposto no Stand do Clube Literário do Porto.

No dia 27, sexta-feira, 19:00, está agendada uma conferência (onde darei o meu contributo), desconhecendo se este evento se fará na Esplanada ou no Auditório.

O tema é: Ficção é uma Ilusão?

segunda-feira, maio 23, 2011

Mãos Limpas

Dr. Luís Filipe Menezes na TV:

_ Fora do espectro socialista, o único líder com "mãos limpas" é o senhor Passos Coelho

Senhor presidente da Câmara de Gaia:

1- Mãos sujas lavam-se.

2- Não voto em gajos sujos, e o meu Voto vai para Portas

Mas quero dizer-lhe porque não voto PSD: o seu partido foi um dos que viabilizou o PEC 1,2,3, o Orçamento para 2011, permitindo que o senhor Sócrates, e o Governo, não recorresse mais cedo à ajuda externa, ajudando com a sua colaboração a colocar Portugal numa situação de pré insolvência, aliás termo que o presidente do PSD aplicou bastas vezes.

E em matéria de mãos limpas, o seu presidente (PPC do PSD) disse avançar com uma Moção de Censura antes de chegar à presidência do partido, e depois veio com uma conversa ‘estranha’ dizer que não o fazia por um desígnio patriótico, patriotismo esse que levou Portugal a pedir 78.000 Milhões de € a juros mais elevados que o previsto se o pedido fosse antecipado, verba que ele não vai ter de pagar do seu bolso, e 700 mil desempregados que representam mais de 2 Milhões de portugueses no limiar do desespero, a quem também ele não dará de comer a partir da sua dispensa.

Já agora senhor doutor, se as suas estão, parabéns!

sábado, maio 21, 2011

Domingo com PP

quarta-feira, maio 18, 2011

CDS-PP 2011

Comício de arranque da campanha


Legislativas 2011

CDS/PP

.

Paulo Portas

.

Ponte de Lima este Domingo, 22, às 15:30 Largo Camões

segunda-feira, maio 16, 2011

Pois é, são bisnetos da Albertina...!

Sábado, no evento que promovi no Clube Literário do Porto, o meu filho mais novo fez questão em marcar presença, e Domingo, eram 22:15 recebi uma chamada do meu filho mais velho, treinador de ténis no Marco de Canaveses, Ricardo Jorge, contentíssimo e orgulhoso so seu trabalho, anunciando-me que o seu atleta, Guilherme Valdeleiros em parceria com o Bernardo da Escola de Ténis da Maia, treinado pelo coach João Maio, tinham arrecadado o título de campeões Regionais sub 12 anos.

É por isto, que escrevi para uma das intervenções que fiz em elação ao meu livro, que, «tenho filhos iguais de mães diferentes…!»

Parabéns Ricardo, e obrigado Pedro por estares comigo no Sábado.

Ah! Não se esqueçam que antigamente no Alentejo havia sobreiros com bolotas, hoje temo…




QUE ME DIZES TU!

Dêem-me dilúvios no carinho
Tormentas no amor
Maremotos com ventanias
Infernos de amizades;
Ofereçam tempestades,
Doenças crises – e epidemias
Vagas d’insuportável calor
Mas não destruam os ninhos

Deixem correr os riachos
Das nascentes até à foz
Gaivotas doces nas salinas
Sem brisas do pensamento;
Permitam à hora o momento
C’as ideias sejam peregrinas
Ao enfrentarem qualquer algoz
Deixando às fêmeas machos

A guerra! Que venha cruel
Banhar de sangue as campinas
C’os sinos dobrem a finados
E nos cemitérios – flores;
Silenciem os cantores
Poetas chorem amargurados
Sem engenho pr’as rimas
Mas c’as abelhas produzam mel.

E que a morte se feneça
A maldade perca emprego
Ao rugir no céu, trovões
_ e que minha pele branqueie;
Último, pedirei que se semeie
Rostos sem nome, pregões
Apelando ao sossego
Até qu’em’im tudo s’esclareça

Cito Loio
(há qualquer coisa em mim
)

domingo, maio 15, 2011

Eles são brilhantes...!

Para anunciar o protocolo de cooperação entre o Clube Literário do Porto e Casa Luso Angolana, teve lugar este sábado 14/5/2011 o evento

Caneta ao Papel da Linha ao Pano, e uma Guitarra em Fundo

A arte

de

Odette Crhiystello de Albuquerque

Tozé Guitarras

Vivaldi

Albinoni

A Guitarra

O reencontro

Adolfo

x

Cito

A PROSA E A POESIA



TEMPO DO SORRISO

E quantos segundos dura
Um sorriso de satisfação,
Quantos anos de loucura
O lev’a construir o coração

Caneta ao Papel da Linha ao Pano uma Guitarra de Fundo, e o meu muito obrigado ao CLP à CLA, e aos que me acompanharam mesmo ausentes.
Uma palavra especial de agradecimentos à Odette, Tozé Guitarras, e ao Carlos Fernandes pelo excelente trabalho do video promocional dos quadros.

Tenho amigos BRILHANTES

terça-feira, maio 10, 2011

Injustiça...!

Se Deus existe é injusto e maldoso: depois de deixar o seu filho morrer pregado na cruz, multiplicou-a por milhões e colocou 1 nos ombros de cada português.
O pior, é que não disse como Jesus se livrou dela...!

segunda-feira, maio 09, 2011


NÃO RESISTI!!!

Considero o debate de hoje, TVI entre o senhor José Sócrates e o senhor Paulo Portas, um encontro do tipo Porto (Portas) x Salgueiros (Sócrates)

Como não estou a par do futebol telefonei a um amigo para saber como andava o Salgueiros e ele disse: parecido ao nosso PM

.

Algum dia ...!

Algum dia publico em livro o poema completo!

95º

E do sofriment’á clausura’em que votei tremente corp’ond’habito
pouco mais restará, c’a saudad’escassa dos tempos de fidalguia
tontas loucuras que me destronaram, batalhas duma vida sem par
sonhos por sonhar perdidos no meio doutros tantos pesadelos,
partidas em foguetões de velas amarradas por fios de cabelos
que se foram enleando nestas mãos, á força de tanto descuidar;
desejando voltar ao princípio, saindo’á procura duma vida mais’adia
pra ganhar o que merecesse, pouco mais seria c’um amor restrito

96º

Assim, a cada bocejo tímido largo no mund’um gesto de ternura
piscar d’olhos atirad’ao sono entre as contas duma prece fugidia
sinal da cruz honesto, quem dirá se por um acto d’arrependimento
ou o abandonar da luta sabendo c’esta batalha ainda vai a meio;
quando o dia teimosamente teim’em’esconder-se na noite sem receio
revelam-se fraquezas bramidas, bandeira desfraldad’ao forte vento
descobre-se já exausto que só no sonho das chagas a dor se alivia
e nele se confessa, toda a mágoa e o orgulho que há tanto dura

Cito Loio

domingo, maio 08, 2011

6 dias para...


O CONVITE ESTÁ FEITO


sábado, maio 07, 2011

Bom fim de semana,

A ti e a todos adeus direi
C’a vida é apenas um bailado
Musical que não repetirei
Para no final viajar deitado

quinta-feira, maio 05, 2011

Não precisa de confirmar a presença....!

Caneta ao Papel, da Linha ao Pano

Mais informações na próxima semana


E pedi-te que não dissesses não!
_ Palavras há que voam como balas
Umas alojam-se no coração
Outras vêm no vento quando falas.

Cito Loio

14 de Maio

18:30

Sábado

Clube Literário do Porto

terça-feira, maio 03, 2011

Feira do Livro do Porto

Demorou, mas mais tempo demorou a gestação – desde a concepção ao momento que minha mãe me pariu.

A partir de 26 de Maio 'ela' estará na FEIRA do LIVRO na capa do romance UMA PERSIANA NA JANELA…exactamente no Porto!

Propositadamente para esta efeméride escrevi-lhe um Soneto sem Rima; deu-me um enorme gozo!

De facto há qualquer coisa em mim que impele a desafiar normas estabelecidas, rasgando o papiro com palavras sublimes em forma de poema.



SÓ A MIM É PERMITIDO…!

Não sabiam c’o meu sonho tinha asas
De minha pena sairiam poemas
A voz embargada musicava a saudade
E o meu amor não tinha dimensão

‘Não sabiam que o sonho comanda a vida’
E que a minha foi sonhada em criança
Risos gargalhadas, lágrimas disfarçadas
Tanta dor em filmes, cowboys e índios

Não! Não sabiam e ainda não sabem
Que em cada sonho há um começo
Mas nem todos merecem sequer um fim

Que para os meus pedi um prefácio
Joguei pela janela restos duma persiana
Fechando o círculo que me sufocava

Cito Loio
(há qualquer coisa em mim)

domingo, maio 01, 2011

Dia da Mãe...em Maio...!

Por conta do 8 de Dezembro, celebra-se neste 1 de Maio (!) o Dia da Mãe.

Desta vez, especialmente, fá-lo-ei no respeito por todas as mulheres a que a vida não concedeu o direito à maternidade, oferecendo-lhes um Quadro…



sábado, abril 30, 2011

Uma VERDADE...!

Trabalho de Parto

by Adolfo Inácio Castelbranco Oliveira on Saturday, April 30, 2011 at 4:00pm

Amanhã celebra-se o Dia da Mãe, coincidindo com o dia Mundial do Trabalhador, que todos deviam comemorar, inclusive o Patronato, porque quer-me parecer que também são trabalhadores (a menos que tenham roubado, o que afinal e feitas as contas se a Justiça fosse Séria, estavam numa ilha para as bandas de Cabo Verde, se acaso estiver errado)

Mas na verdade, se alguém tentar exterminar o dia Mundial do Trabalhador(a) é renegar a própria existência, esquecendo que somos (todos) produtos de muito Trabalho, primeiro de Parto, depois da Carga de trabalhos que a nossa mãezinha teve em aturar-nos.

Por isso, convido todo o mundo a comemorar o dia da Mãe Trabalhadora, aquela que vos mudou as fraldas, limpou o rabiosque, tirou-vos o ranho com as próprias mãos, cortou as unhas dos vossos pés com os dentes, aturou as bichas das consultas de pediatria, defendeu de pedófilos, atropelos por carros de topo de gama, e sobretudo pelo trabalho que teve em aturar o vosso pai quando era mais fácil mandar ser uma outra qualquer a parir-vos.

sexta-feira, abril 29, 2011

Talvez marchem...!

NOVOS EMIGRANTES




Véu e amante

Suave foi o canto escutado
Que ecoou pela aldeia d’Aissintes
Badalos de campanário usado
Igreja do tempo dos pedintes
Onde muitos tinham partido afinal
Para as cidades, para a capital

Branca formosa e radiante
A noiva vestida de seda virgem
Trazendo véu e amante
Que tinha a mesma origem,
Ambos filhos de um solo arável
E qualquer deles saudável

Até o pároco safado
Se besuntou de reles perfume
Tinha dez mil reis cobrado
Numa confissão sem ciúme
C’a rapariga era prendada
Descendente de gente abastada

Cantaram meninos da sacristia
Beatas encontrando o refrão
Esquecendo toda a agonia
Que ensombra o coração
Querendo-se que o matrimónio
Excomungasse o demónio

Depois do sim talvez um dia não
Lá voou o arroz benzido
Lançado com a intenção
Que à noiva fosse concedido
A bênção da fertilidade
Depois de perder a virgindade

Já do porco não s’ouvia a chiadeira
C’a matança acontecera cedo
Vira o pipo sai bebedeira
Não há fartura que meta medo
Dança que não anim’o baile
Nem velhas que ná tenham xaile

E os noivos, que a vontade aperta
Numa escapulida à ansiedade
Que tudo tem hora certa
Até para certa promiscuidade
Decidiram que era tempo de deita
E largar tamanha seita

Findava o esperado casamento
Dois a marcharem pró estrangeiro
Que a tristeza não dá alento
O noivo não nascera caseiro
E o contracto era na Alemanha
C’o bom é lá que se ganha

Dívida atroz

Como o Zé e a sua Felismina
Milhares fariam mais tarde manguito
Rumando à Argentina
Que ficar, ficariam fritos
Num país sem pesca, agricultura
A sustentar muita cavalgadura

No frenesi da emigração
Deixaram o interior do país vazio
Campos pousio, perfeita degradação
Expostos ao calor ao vento frio
À rapina de qualquer empresário
Antes armad’em proletário

Nas Villages costumeiros manjares
Viagens paradisíacas, quais reis!
Lagosta nos jantares
Piscinas, diamantíferos anéis
Paredes-meias, a miséria humana
Fruto duma voragem insana

E a cada dia o país mais se afunda
Sob o peso duma dívida atroz
Discutida na barafunda
Atirando a culpa já para nós
Povo gastador, Vilão!
Culpado de culpas sem remissão

Ah! Memória padece amnésica
Das receitas d’emigrantes
Virada ao mercado da América
Petróleo – ai os diamantes
Sustento de um povo enlouquecido
O mando de qualquer bandido

Mas a pátria jamais será derrotada
A mudança fará história
Servida da consciência recuperada
Fará soar trombetas da vitória
Derrotando exércitos de corrupção
Reestruturando a Nação

Registo sem erros

Tão bom, que bom é poder sonhar
Com uma ‘nova’ realidade
A dum povo que se fizera ao mar
Hoje c’o a mesma necessidade
De lutar conta um novo Adamastor
Disfarçado de cobrador

Registo sem erros este presente
O PC a fazer correcções
Não crendo o futuro diferente
Do que s’escuta nos pregões
Anunciando que o enterro de Portugal
Trará lágrimas com muito sal

Mas renascerá dum epiléptico clarão
Novo arauto das descobertas,
Que fará esquecer El Rei D Sabastião
E os Sócrates das horas incertas
Políticos dálma vendida,
Restituindo a dignidade perdida

Remato…

Da minha mãe, a terra chorei
Ao cantar a pátria de minhá avó
Aqui dividido vagueei
No meio das multidões, tão só
Tendo as saudades por companhia
E efémeros momentos d’alegria

Cito Loio
(há qualquer coisa em mim)

 
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