sexta-feira, abril 08, 2011

Rio de sangue

Momento de silêncio

pelas crianças assassinadas no

Rio de Janeiro

quarta-feira, abril 06, 2011

Portugal pediu cumbu lá fora...

O senhor Fernando Ulrich disse (nesta 4ª feira sem futebol dia 6/4) no programa na RTP1, que hoje estamos melhor que há 30 anos!!!

Esqueceu-se este Banqueiro, que não paga o que outros pagam de impostos, e porque em matéria de psicologia é um zero à esquerda, do seguinte:

Há 30 anos tínhamos esperança no futuro,

Hoje temos esperança que o passado regresse.

terça-feira, abril 05, 2011

Senhor Sócates...não resisiti.

Palavras não matam a fome.

Tuesday, April 5, 2011 at 12:33pm

Uma lição do nosso ainda PM quando à tal família que estava na fossa depois de perder o pão para a boca, dizendo mais ou menos que ‘ela’ a senhora e o resto da família, iam compreender tudo fizera para que o país não chegasse a este extremo.

Imaginei-me, anos atrás, quando os meus filhos tinham 6/7 anos, conseguir explicar-lhes o que é uma Dívida Soberana, pedindo-lhes para compreender que por causa dela não havia pão para comer...felizmente hoje já são maiores de idade...

Esperava escutar da parte do PM, que eles os tais, 'amanhã' teriam uma vida melhor, o país recompor-se-ia e sairia da lixeira (a que o levaram), os portugueses como prenda teriam uma vida melhor dentro de pouco tempo, os empregos seriam o reality show familiar, a justiça meteria a ferros os criminosos, acabariam as reformas para uns quantos gajos que ao fim de 8 anos mais não fizeram que lixar o Zé

Mas também esperava que dissesse que um País não vai à falência nem é insolvente termos que deviam ser proibidos quendo se fala de Países/Pátrias/Nações.

Esperava um PM a mandar as empresas de rating 'abaixo de Braga’ e dizer: a Oposição pode arrotar postas de pescada que quiser, mas comigo este povo não vai passar mais dificuldades daquelas que já passou porque esta gente votou em mim para que governasse o ‘nosso País’.

Ao contrário, aproveitou para se encavalitar no choradinho, descascar no PSD (nem sei se não terá razão mas não vinha ao caso), fazer campanha, dizer que nas últimas semanas andou desenfreado a tentar evitar isto e aquilo, a comprometer-se com o PEC e com a Europa, a tentar salvar a moeda única e a CEE porque esta não resiste sem Portugal.

Pena que andasse a fazer tudo o que ninguém lhe encomendou! Pena que não tivesse a coragem de dizer que os portugueses não devem nada aos mercados porque não assinaram nenhum contracto com quem quer que seja nem pediram dinheiro emprestado lá fora – ao votaram os programas eleitorais de cada Partido não estava contemplado o endividamento da pátria – que se saiba ninguém pediu ao Governo eleito mais do que lhe incumbiram aquando ganhou as eleições através do voto.

O que se espera de um PM/Governo é apenas que governe.

Remeto ao senhor Sócrates uma pergunta da mesma forma que devolveu algumas aos jornalistas: Acha mesmo que andou a governar Portugal?

domingo, abril 03, 2011

Muito bom...

sexta-feira, abril 01, 2011

Até domingo no CLP


quarta-feira, março 30, 2011

Esta minh'alma...!


Última partilha antes de Domingo, reiterando os meus agradecimentos a todos os sócios da CLA, e amigos pessoais, que se desloquem ao Clube Literário do Porto para conversas com os autores Tânia Jorge e com o Adolfo

Se não for meu amigo venha também...quem lá vai estar para falar por mim é Cito Loio.

ESTA MINH’ALMA

Cale-se de vez o que a mus’antiga canta
Perante este novo valor que se levanta
Que ser poeta, é ser tudo que será dito
É ser de tudo um pouco...ser como Cito!

Cito Loio , 30/03/2011

terça-feira, março 29, 2011

Encontro com escritores 3 de Abril pelas 16 h

Clube Literário do Porto

Rua Nova da Alfândega, 22 | 4050-430 PORTO Telefone 222 089 228

(Intemporal) O poema que Cito escondeu.

A força guardada no doloroso esquecimento de uma revolta abafada.

Porque nunca se confessou, nem comungou!

Porque se ajoelhou com olhos postados no tempo perdido!

Porque não precisa de silêncio!

Porque a sua alma viveu eternamente surda...



PORQUE ME FIZ ATEU

Porque me matou o sonho em menino
O de afagar a tua cabeleira farta
Brincar com escovas, um põe-te fino
Risos – vão para o raio que vos parta

E ver-me desafiando o meu Pitadas
Ele ladrando...eu quase rosnando
Escapulindo aos açoites das criadas
Acenos, um ‘tchau mãe vou andando’

Na rua gingão, calcinha da Mutamba
Mil tropelias ao vira latas – és rafeiro
Subir ao alto do Morro da Samba
Saltos de guarda-sol, Che guerrilheiro

À noite sujo, jantar um raspanete
Depois banho, escova pêlo de arame
Choramingando, bolas pró sabonete
Adormecer feliz – Ela que me chame!

segunda-feira, março 28, 2011

Não pode ser verdade...!


Digam que e mentira, que li mal, que o senhor Cavaco Silva disse querer que se audite as contas do Estado!

Digam-me que confundo tudo, não aderi ao acordo ortográfico, sou escritor, poeta e... às vezes senil!

Digam por favor a verdade, e não permitam que esta angústia perdure – sou simples mortal com necessidade de saber se Roubaram ou Venderam a Pátria de Camões ao desbarato, por Puro Dever Patriótico!

DIGAM-ME QUE ESTOU NOUTRO PLANETA.

sexta-feira, março 25, 2011

Se tinha dúvidas...!

Se tinha dúvidas sobre as afirmações do Dr. António Barreto sobre a...

Juventude Irresponsável

dos

1º Ministros

de

Portugal


enfim...


ACABARAM-SE

quinta-feira, março 24, 2011

Condução do País...!

Desde ontem que venho escutando disparates referentes ao chumbo do PEC. Depois, por mero acaso, escutei o António Barrete a chamar ‘fedelho’ aos senhores José Sócrates e Pedro Passos Coelho, e fiquei extasiado porque em tempos, no Blog ou na FB ou num comentário qualquer, questionei a idade para se poder ser 1º Ministro

Só tiramos a carta de condução ao 18 anos...!

Porque razão não se baliza a idade mínima para Tirar a Carta de Condução do País?

Possivelmente 55 seria aconselhável para ser 1º ministro e assim o Dr. António não teria como eu de enfiar barretes, para além de não ter agora motivos para chamar garoto ao PM...



quarta-feira, março 23, 2011

CLA...A.g

até
SÁBADO

se não for antes


terça-feira, março 22, 2011

Declaro...!

Unilateralmente...!

Por ser dia da água, o melhor para comemorar também o dia da Outra, das que são votadas à total falta de consideração, mesmo sendo quem ao longo da história são verdadeiro ssuportes de homens que a história quis marcar como líderes e outras coisas mais ou menos sérias.

Quer queiram quer não, declaro unilateralmente, o dia 22 de Março como o...

DIA MUNDIAL DA AMANTE



ÚLTIMO BAILE COMO AMANTE

Colar barato de diamantes
Pedras quase preciosas
Que são sonhos de amantes
Mulheres fúteis ansiosas
De olhar perdido aprisionado

Penteada, num vestido cintado
Festa, com valsa dançante
Taça de cristal um beija-mão
Sorriso estudado, confiante
Sem nunca dizer que não

Altiva, um andar de passarela
Gingar numa pose estudada
Brush em tom de canela
Esconde expressão amargurada
Doutro baile que a marcaria

Em casa nua sem quinquilharia
Brincos chineses seda impura
Uma ruga vincada e risonha
Anunciando-lhe ser já altura
De pensar no bico da cegonha

Cito Loio

segunda-feira, março 21, 2011

No Boavista há 25 anos...

ITF Sénior Tour,

Medis Copa Ibérica

Este fim-de-semana acompanhei as provas deste circuito de veteranos, disputada nas instalações do CIF, em que me foi dada a oportunidade e o grato prazer de rever amigos.

Foram bastantes os que lá se encontravam mas particularmente destaco um, por ter trabalhado comigo no Boavista há 25 anos.

Ricardo Vieira: foi um enorme prazer rever e ver-te jogar.

.

quarta-feira, março 16, 2011

A ver vamos...!

E agora...

O senhor Sócrates não percebeu algo importante na política (ou na vida quotidiana) e que é fácil de explicar: governar não é vender toda a vida; 1º vendemos uma imagem e ele fê-lo bem; depois temos de apresentar o produto que queremos vender e aí a porca começa a torcer o rabo – vender não é o mesmo que impingir!

Por exemplo, um escritor ao criar uma personagem tem o cuidado de percepcionar, o seu tempo de duração e quantas vezes a utiliza sob pena de saturar e perder o interesse. A história mostra-nos como personagem como Superman, Batman Robin Wood, Tio Patinhas, até o Costa do Castelo se extinguiram, uns por cansaço dos leitores a quem a evolução veio a oferecer novos interesses, outros por decisão dos narradores. Ora acontece que o senhor PR não percebeu que a personagem que criou estava no fim, porque já poucos estão interessados em comprar o seu produto. Claro que teria sempre a hipóteses de recriar outra, com nova roupagem, um discurso mais acutilante, e que desse novos motivos de interesse

Na verdade, o discurso do PM começou a parecer uma espécie de banha da cobra que estica e não dobra – corda que esticou para baixo ‘tanto tanto’ que agora não se acredita que consiga retorcer a ponta e esticá-la para cima. Se até agora o discurso que nos oferecia poderia merecer alguma credibilidade, ao afirmar (estou de acordo neste ponto) que não se deve ter um discurso derrotista mas dar confiança ao povo e aos investidores, a sua última intervenção pareceu-me patética, quando fala quase num tom melodramático que se ele não governar vamos ficar sem o 13º mês.

Ora isto é contrário ao que sempre afirmou, levando as pessoas a olharem com indiferença para o que já apregoa...- uma manifestação espontânea de 300 mil pessoas nas ruas (que representa quase 1 milhão de pessoas que estão solidárias com a geração à rasca mas que por razões diversas não saíram para a rua até porque ela foi promovida via FB e os comentadores C. Social não foram em certos casos muito simpáticos) antecedida de uma moção de censura mesmo que se considere absurda, uma sacanagem ao PR depois dele ter dito que basta de sacrificar o pobre (não morro de amores por este presidente, mas é o que é, e merece no mínimo respeito institucional) com sucessivas ameaças do CDS e PCP fundamentadas, a inadmissibilidade de certas medidas que estavam a esganar o povo mais desprotegido (este termo é forte mas serve para que reflicta que por vezes tenho a sensação que olham para o povo como se este fosse uma alcateia de perritos) uma greve anunciada de camionistas, cortes nos vencimentos da F. Pública, congelamento de carreiras, somado aos escândalos que nunca são Julgados até ao fim, milhares de famílias abaixo do limiar da pobreza seria mais que motivo para colocar o lugar à disposição.

Depois de o fazer, vestir nova roupagem e tentar de novo levar avante as suas convicções de Self Save Man, um outro personagem. Só que quando um anjo cai ('A queda de um anjo' devia recordar-se disto) cai de muito alto e o tombo é destruidor.

O senhor Sócrates não deu ouvidos aos rumores; agora o povo não lhe admite que venha com chantagens do 13º 14º quando há por aí quem ande a enriquecer à custa da pobreza do alheio.

Quando afirmou (ainda hoje de manhã 16/3 - escutei na TV) que se houver eleições se recandidata deu mais uma facada no seu fígado – porque cheira a ameaça e a bílis...

Francamente esperava mais – confesso que houve alturas que até acreditei que estava de boa-fé mas hoje começa a instalar-se em mim a dúvida. Como diz o PPC acabou a encenação, mas espero que acabe para os dois porque dizer o roto ao nu porque não te veste tu, é fado fadado e ditado do tempo do Salazar, e muito menos afirmá-lo numa sala cheia de gente responsável pela crise e pela desgraça a que o 'mudo' chegou.

Regimes, pós II GM, assentes em partidos começam a dar sinais de rotura, de incapacidade de sobrevivência e levaram ao extremar de um capitalismo desumano que até os grandes magnatas começam a estar em desacordo.

O homem é um animal de hábitos, e a solidariedade e compaixão faz parte da sua natureza e este holocausto climatérico do Japão veio colocar isso em relevo por um lado e alertar para o colapso do neo-liberalismo ou quaisquer corrente capitalistas quer de esquerda quer de direita

O artigo seguinte faz-nos pensar: O economista Paul Krugman, em sua coluna no New York Times, já especula se a reconstrução japonesa poderá significar para a crise atual do capitalismo, guardadas as proporções, o mesmo que a 2º Guerra mundial representou para o colapso dos anos 30.

A reconstrução de uma sociedade rica, varrida, sucessivamente, por um dos maiores terremotos da história, seguido de um tsunami e agora às voltas com o risco de um armagedon nuclear, avulta como um enorme desafio de mobilização de recursos. Recursos ociosos não faltam na convalescença do colapso neoliberal. A crise de 2007 e 2008 abalou os mercados financeiros, mas a engrenagem da riqueza fictícia foi preservada por medidas anti-cíclicas amigáveis.

Hoje, ela se materializa em surtos desenfreados de especulação e fome urbi et orbi.

Falta a esse dinheiro errático uma rota de longo curso num mundo prostrado pela anemia norte-americana e européia que a China sozinha não consegue compensar. A tragédia japonesa pode significar para esses capitais a alavanca de 'destruição criativa' que esmigalha vidas e patrimônios, dissemina dor e fúria, mas reordena a reprodução desarticulada pelo excesso anterior?

Resta saber se o passo seguinte da tragédia inconclusa seguirá essa dinâmica reiterativa, ou se a memória viva de 2007/2008, catalizada pela dor descomunal do povo japonês abrirá espaço político para o surgimento de um novo Estado do Bem-Estar social na agenda do século XXI

A ver vamos mas...

Portugal não pode continuar a ser dado ao desbarato, hipotecado o futuro até dos que ainda não nasceram para que uma família de políticos e seus ‘amice’ sem se compreender o que os leva a praticar certo tipo de política de escravatura conduz, a não ser pelo maior defeito do homem: o 7º mandamento viva com garantias e num luxo palaciano.

Não acredito nem quero que a Europa e Portugal em particular retome os processos da Revolução Francesa, não me apetece ver a Via dos Enforcados na Avenida da Liberdade ou na Praça dos Aliados.

Não me apetece ter de explicar novamente a um sujeito mal encarado porque razão não obedeci ao que entendo ser uma lei que viola os meus direitos humanos – o uso da inteligência.

Não vejo que se faça a Islândia em Portugal, mas até que ponto não é chegada a hora e a oportunidade soberana de virar esta página de democracia completamente conspurcada de ‘ditadores de meia tigela’ e criar-se um regime com base em PERSONALIDADES e não em personagens.

Não sugiro a mudança de regime, ou talvez o esteja a fazer porque este já deu provas de incapacidade não fazendo esquecer os negros anos do Marcelismo.

Ao senhor Sócrates fazia-lhe bem ter relido e revisto os seus próprios discursos e os dos seus ministros para perceber que de facto já dentro do Governo existia desconexão, não augurando nada de bom – já entrara num reinado sem rei, sem destino e sem bom porto à vista...

segunda-feira, março 14, 2011

Dúvida Pública...

Há demasiada gente à Rasca neste país senhor PM e não pense que se manifestam contra o seu Governo por não gostarem de si porque isso já nem sequer se coloca, e a culpa é sua.

Estamos mesmo à rasca, uso com ‘eles entalados’ porque o seu Governo e os que o antecederam foram descuidados, para não ferir susceptibilidades utilizando termos mais agressivos, e permitiram que Portugal se endividasse ao ponto em que se está – não sendo a DÍVIDA pública com que os Portugueses devem estar preocupados, porque essa é fácil de debelar, basta passar para a posse do estado o que foi construído com o dinheiro dos contribuintes fora o resto que para aqui não é chamado

O que preocupa é a DÚVIDA que nos assalta em saber se temos ou não Políticos capazes para estar à frente dos destinos da NAÇÃO

Não queira saber a minha opinião...!

Camionistas em Greve.
Desconheço as razões mas é motivo para partilhar um dos filmes mais emblemáticos da era pós Abrilada...

domingo, março 13, 2011

Se o teu sorriso...



SE O TEU SORRISO

Se o teu sorriso, ai...matasse
Eu passava a alegre defunto
E se de prata se mostrasse
Voava por ti ao fim do mundo
Mas se fosse de oiro maciço
Arriscava-me parecer salteador
Apontando não ser só por isso
A razão deste devotado amor

Que seja pelo riso que ostenta
Ou a pintura alva que me tenta
Sem reparo, repúdio, acusação
Não esperes, toma a decisão!

Porque se o teu olhar falasse
Eu seria como um gramofone,
Espalhando por quem escutasse
Palavras doces pra saciar fome
Um escondido desejo selvagem
Palmas alimentando meu ego
Fazendo de mim a personagem
Deste canto a que me entrego

E com esta quadra, eloquente
Mostro o que minha alma sente
Jurando que não será por acaso
Se te disser sim – contigo caso

....
Povo à Rasca
(Ao dizer estou contigo neste caso)

Cito Loio
12/3/2011


sexta-feira, março 11, 2011

3 Pecados Capitais...!

O Discurso do Rei ganhou o Óscar do Melhor Filme
O do Presidente da República o Rótulo de O Tolinho
O PM a Manif de gente que sofre de angústia futurista

Vuela alto, que não podemos ser gaivotas em terra que esta gente atira a matar. Aproveitem o vento que sopra a favor para fazer deste País um exemplo para a humanidade.

Somos um povo de excelência, não podemos continuar a ser governados por excrementos intelectuais que vendem o país por um par de meias solas e que conseguiram fazer imperar os três os Pecados Capitais deste Portugal que conseguiu destruir os pilares bases da sustentabilidade do seu povo, preferindo oferecer-lhes TalkShows, Pescas nos Healthclubs, Salada de pêlos sexuais...de meninos da Casapianos, e mordomias pagas com dinheiros da Falência de certos Bancos guardados em cofres Sucateiros.


quarta-feira, março 09, 2011

Não ouvi o discurso...!

Não ouvi o discurso do presidente Cavaco Silva.
Ainda bem, e quem de direito que se manifeste, porque dia 12 de Março serei solidário com a Geração à Raca por causa de Políticos Rascas
Porque irei? Porque tenho 1 filho de 30 anos que já é pai e sacaram-lhe 30% no ordenado, e outro de 22 anos que me disse nesta última 2ª feira, pai o mais certo é ter de de ir para um país qualquer depois de terminar o curso.
Como a especialidade no curso que escolheu é Inteligência Artificial, respondi-lhe: Então não vás porque aqui em Portugal não faltam Cérebros para arranjares...

MALA DE EMIGRANTE

Empurrava uma mala bicolor
Passagem só de ida
Que à volta esperava-a a dor
Uma esperança perdida
Que a fizera emigrante
Peregrina em trilho errante

Partiu sozinha e à conquista
Da fortuna, enganada
Em terras onde seria bem vista
Trabalho como empregada
Dum chulo, patrão
Ou suja, esfregando chão


Trinta anos de amargura
Meia reforma, um pé-de-meia
Uma vida de clausura
Malga de sopa meia cheia
Vestido feito por medida
Uma miúda lágrima distraída


Regressava com ar senhorial
Sorrisos na bagagem,
Para as vizinhas de quintal!
Frascos cheios d’aragem
Libertando total felicidade
Por poder matar a saudade

Cito, (Intemporal)

 
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