domingo, outubro 03, 2010

CONVITE

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Lançamento

Oficial

FIM DE UM ROMANCE
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Já falta muito pouco, uma ou outra lágrima.
treze dias par'exteriorizar restos do penar
vinte cinco para acabar o choro e a lástima
apenas uma eternidade pr'a poder abraçar.

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Cito Loio

sábado, outubro 02, 2010

Sr Sócrates...

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Venha que temos contas a ajustar...

O verdadeiro regime

Em Portugal não existe uma República nem uma Monarquia!
Existe uma Patifaria...

Como todos já perceberam sou por vezes um brincalhão, até gosto de escrever versos “heroticos”. Mas quando a brincadeira é tirarem o abono de família às pessoas que ganham por exemplo 601 €, fico virado – e eu até nem tenho filho menores, e nunca recebi abonos de família, nem quando eles eram “crios” pois eram as mãezinhas que recebiam os dólares.
Não posso ficar indiferente ao que se está a passar.
Este Portugal já não é dos portugueses – é dos papa-minifúndios, dos venderatings, dos bildberguilhas, dos gajos que no fundo se vendem para terem um carro, nem que para isso o conterrâneo passe fome, as crianças andem nos caixotes do lixo, e os velhos não tenham dinheiro para pagar os lares da misericórdia.
Inadmissível, simplesmente criminoso este tipo de actuação. Nesta gente os Pica Miolos passam fome por certo.

Quando disse que o 25 de Abril foi um golpe de estado desferido por cobardes e traidores estava em perfeito juízo.
Eis a prova: Quem nos governa são os descendentes dos gajos da revolução dos cravos.
Será que estas flores servem para comer!!!
A 5 de Abril postei a fábula certamente quem leu não pensou que viesse a acontecer o que deixei subentender na parte final.
Lamento esta forma de estar na vida, lamento este Portugal, sobretudo lamento-o pelas mães que venham a ter de matar a sede dos seus filhos com as lágrimas do seu pranto, e matar a fome com "unhas e raiz dos cabelos".

Se puderem bom SABADO,

http://www.facebook.com/note.php?note_id=115236411824950

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terça-feira, setembro 28, 2010

LANÇAMENTO OFICIAL

56 anos depois, ao expurgar as penas, transcrevi no papel o que durante mais de cinco décadas mantive enclausurado no recanto do sofrimento. Revi em cada mulher a “Carmito” que não tive, projectei em cada gesto o afago que não senti, em cada revolta as lágrimas que não me secou.

Hoje, num país onde não moro, numa sepultura que não visito, reencontro-me com a minha consciência, e mundializo a calma doce do seu olhar.

Um espreitar por

não é a “”história” nem tão pouco pretende ser a catarse de qualquer sofrimento – trata-se apenas do primeiro romance que apresento ao público. Pretendo com esta obra contribuir para que “todos” possam ler um livro sem a necessidade de se fazer acompanhar de dicionários, que desfrutar do prazer num autocarro, numa estação de metro ou no aconchego do lar.

PREFÁCIO

“Uma persiana na janela” é uma história invulgar que proporciona ao leitor uma viagem pela sociedade de Luanda… o pensamento emergente, o racismo assumido, o desenhar-se de um novo ciclo económico.

As expressões culturais e a descrição de relações amorosas misturam-se com subtis apreciações críticas em domínios vários que permitem classificar esta narrativa, simultaneamente, como um romance, uma contestação e um documentário.

Porém, e mais importante do que classificar este escrito, será de realçar a audácia que implica a tarefa de colocar no papel recordações cujo impacto afectivo nem estas nem todas as palavras do mundo conseguirão descrever.

O reencontro com “Carmo” (dualmente livro e figura de vinculação) é o grito de libertação de alguém que teimosamente viveu sem aceitar a sua própria dor.

Independentemente da projecção que o livro possa ter, ele permitiu certamente reelaborar factos e dar-lhes novos significados. Será difícil ficar indiferente…

À professora doutora Sandra Reis Torres da Faculdade de Psicologia da Universidade do Porto, os meus agradecimentos pelo brilhante Prefácio – assim o conteúdo do meu livro possa ser merecedor do empenho que colocou na apreciação do conteúdo do romance.

Adolfo Inácio Castelbranco d’Oliveira




sexta-feira, setembro 24, 2010

Rio sem pressas

Um dos poemas mais significativos de Cito Loio

Gostei de escrever este poema e colocar nele a frase <tem um Douro que não tem pressa>




ARRÁBIDA DE ILUSÃO
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Dentro bem cá no fundo o coração
tem uma ponte arcada de ilusão
tem um Douro que não tem pressa
e desejos de intimas conversas;
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Tem um rio que leva mensagens
que traz numa onda a miragem
desse lugar que é bem presente
enquanto estiver de mim ausente.
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E, tal como este rio transborda
também a ti pensamento s’aborda
saltando margens, e de certo jeito
transpõe barreiras dentro do peito
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E enquanto este rio se reforça
a saudade de mim faz troça;
e vem a vontade que me consome
na ansiedade de dizer teu nome
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Para mais, que dizer, murmurar
aventuras no meu fechado sonhar
no conto dos dias que me separa
do corpo que ao mar se ampara.
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E na baía que teu regaço desenhou
igual à que a ilusão desdenhou
vão da ponte os desejos mergulhar
quando este rio em ti desaguar.
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E se acaso perdurar algum conflito
o coração incerto te dirá aflito
que enquanto esse lago não for beijar
penoso será, e muito, o seu penar.
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Cito,
1997

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quinta-feira, setembro 23, 2010

Sou, escorpião,

Sou daqueles que sonham com a liberdade... afinal nasci Cito Lóio


ESCORPION

Amo mesmo a saber não ser amado
Escorraçando mimosas mariposas
Enlameio-me e entre peles viscosas
Acabo já ferido mais pobre e isolado

Mas poeta nem precisa de dinheiro
Dá-se todo, ama, por vezes odiado
Oferece o paraíso e não é lembrado
Da última vez que o fez por inteiro

Ao dizerem-me és louco sinto fervor
E fico, hesito por não querer dizê-lo
Rosna minha cadela linda sem pêlo
Quero-te muito quem sabe s’é amor

Mas se acaso o sentimento rasteira
Transformo a caneta n’ aguda farpa
Rebento cordas duma antiga harpa
Morro escorpião n’ fogo da cegueira

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É que nasci escorpião!!! e venho de outros mundos

terça-feira, setembro 21, 2010

CASA de ANGOLA

PALÁCIO DA BOLSA PORTO

Inauguração da Casa de Angola

AGOSTO de 2010

Quando Cito Loio teve a última rebita em Luanda já as noites eras pautadas pelo recolher obrigatório. Vivia-se os derradeiros dias da ponte aérea, a vida esvaía-se na tristeza da cidade, nas ruas desertas, nos livres sem trânsito.

Passados 35 anos, jogar com palavras catalogadas, remexer os fantasmas dos meses dolorosos, poderá ser para alguns catarse, mas para outros, “a burn” no purgatório.

Hoje, quando as notícias daquela parte do planeta dão a conhecer situações que gostaria que não existissem, questiono-me se voltaria a correr pelas mesmas avenidas, subtrair à vida as dezenas de horas de repouso, ou se de facto as lágrimas que verti correram para o rio Bengo, para a lagoa Panguila, ou se alguma vez o meu rio de penas desaguou na margem norte do meu Kuanza.

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Parte I

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Ela sentiu-lhe o pau debaixo de tensão

A empurrar sua protectora cuequinha,

Resmungou um “tira isso daí coração

Deixa descansar a minha franguinha”

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Ele trincou-lhe então o lóbulo, mordaz

Meteu-lhe a língua dentro do seu ouvido

Mas levou uma boa sapatada por detrás

E um chega para lá o chouriço ó marido

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Vê c’o menino não dorme está acordado

E para que não te armes ao pingarelho

Se queres merengue, tacão e sapateado

Passas tu a ferro, a roupinha do fedelho

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Ele insistiu malandreco com ar sacana

Ouvindo nem penses que me vais ao pito

Se te armas, pensa bem, meu mangana

Amanhã só comes galinha...com penas

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Mas ressalvo, uma galinha e tais penas

Qu’estas não fazem rima com ir ao pito

E escrevo...que seja para rimar apenas

“Amanhã escusas de me pedir um bico”

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Parte II

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Saíram em bailado de mulata encharcada

Massambaram a santa noite, de coladera

Virando mataco bonho, ele não teve nada

E menos gindungo e cadingolo da tia Vera

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E deixando o candengue com a prima Lice

Soltaram catinga da marginal até ao farol

Roçando o peito, esfregaram a malandrice

E nunca se picarem no afiado e teso anzol

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Do Cacuaco ao inferno daquela Mutamba

Imaginaram as missangas em enxurrada

Rebolaram nas águas de uma baía Santa

Travando a vontade de dar uma berlaitada

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E a noite luzia queimadas, vistas de cima

Que ardiam dentro do peito sem labareda

Esquecendo a Nossa Senhora da Muxima

Pararam na Praia do Bispo, numa vereda

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Depois escaldado os corpos subida a febre

Passaram a Restinga pararam na Floresta

Esqueceram Cazenga, maboque, uma sebe

Voltaram a unir uma África com o Far West

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Já raiava madrugada num carnaval gentio

Os sons sirénicos dum recolher obrigatório

Quando esgotaram gingares o apetecido cio

Na última Rebita, sem “sinatura e rilatório”

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Cito,
Últimos dias em Luanda

segunda-feira, setembro 20, 2010

ó Elvas ó Elvas,,,

Elvas... 30 anos

Isto é uma notícia que me deixea empolgado, feliz, e com a consciência tranquila. Porquê? - porque o Miguel foi meu aluno em Elvas já lá vão 30 anos, e também na altura uma das crianças que foi à Câmara exigir que nos ajudassem a construir um campo de terra batida para podermos treinar para os nacionais


ELE NASCEU NO ALENTEJO

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Miguel Cardoso

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Foi uma honra ter-te como aluno e continuar a ter em ti um amigo

Vai sendo concluído...

A EDITA-ME solicitou que fizesse um poema alusivo á minha mãe para colocar no romance UMA PERSIANA NA JANELA

Foi tão difícil, ao ponto da caneta ter escorregado rompendo a cápsula de onde em vez de sair tinta, brotou uma lágrima finada.

Sem forças para seguir, ficou assim...



domingo, setembro 19, 2010

Viva o Regime,

Com a mesma simplicidade com que ele me abordou...


...conto

Ao findar o meu Sábado de 18 de Setembro, enterneci-me em revolta; senti o peito dilacerar, uma amargo a fel escorrendo pela traqueia, esófago – o resto já se sabe – vi um país que também é meu, vestido de cinzento, e eu de luto. Não permiti, apenas por vergonha, que uma lágrima lavasse o suor com que terminara uma aula, depois de estar reunido com gente que pertence a um projecto de Partido, pessoas com sensibilidade e amor próprio e que desejam para o seu país, independente das regiões, o melhor.

Recordava mentalmente muitos dos debates televisivos, promessas eleitorais e outras, os lucros de milhões da Banca, as reformas de “miséria” dos Políticos, quando, em pleno 2010, século XXI , depois de passar também eu muita dificuldade, fui simplesmente atropelado, em plena rua do Heroísmo, por homem, que me pediu 2 cts.

Não me pediu 20 € 2 € ou 20 cêntimos...pediu-me 2 cêntimos!!! E a merda é que eu não tinha essa importância – por causa da trampa dos cartões de crédito.

Numa altura que se fala em indemnizações de 1,8 milhões a bandidos, paga-se milhares de euros de vencimento a um seleccionador de futebol, nascem empresas municipais como cogumelos na humidade, um “português de Portugal” pediu-me, como ESMOLA, apenas 2 cêntimos.

Viva o Regime

sábado, setembro 18, 2010

sexta-feira, setembro 17, 2010

CARMITO

Uma Persiana na Janela

Lançamento Oficial

Outubro

Dia 16 - Porto

Dia 22 - Lisboa

No dia 9 de Outubro será indicado na Facebook, e no Blog (http://www.portugaltenis.blogspot.com) e no site da EDITA-ME (editora oficial) o local e a hora do lançamento do Porto

Para fins de logística, aos que estejam interessados em acompanhar o lançamento, solicita-se que confirmem a sua presença até dia 1 de Outubro, bastando para tal, utilizar no “comentário” e a palavra Presente quer na Facebook quer no meu Blog pessoal acima indicado.

Aos interessados na aquisição de um exemplar, poderão utilizar o mesmo meio indicando a palavra Reserva.

Email: tritenis@gmail.com


Contacto do editor.
http://www.edita-me.pt/product_info.php?products_id=82&osCsid=9e49fcf3e805b3916d44a01d9c2ed3f0

quinta-feira, setembro 16, 2010

eloy,


Homenagem ao amigo João Eloy, falecido a 14 de Setembro de 2010

Estes versos que lhe ofereço servem para referir o seu espírito contestatário, como o próprio afirma no Livro da nossa casa "Viva a Malta do Liceu" um espaço intemporal denominado Liceu Nacional Salvador Correia, na nossa cidade, que "ainda" se chama Luanda

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Cito,
14, Setembro 2010


UMA PUTA CHAMADA REPÚBLICA

República é uma puta qu’enluta
Que nos corrói de tanta disputa
Doida sacrista desavergonhada
Marabunta meretriz desalmada
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É vaca mais que esquizofrénica
Pior, ratazana d’esgoto amnésica
E todos sabem ser vivo falhanço
Que se deita com qualquer ranço
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E fá-lo com o patronato burguês
E com o Zé-povinho à sua vez
Amante desmedida dos partidos
Que por isso não lhe dão castigos
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Ladra que rouba serena o povo
E a favor dos senhores do “Polvo”
Mostrando badalhoca as mamas
Na assembleia, urdindo tramas
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Vai daí, mente agora aqui e acolá
Dando vivas à “cunha, e saravá”
Sem despudor, e no parlamento
Larga risadas nenhum lamento
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Abraça deputados e os ministros
Muitos gajinhos bué de sinistros
Letrada educativa ora bem falante
“Oui mesier jacafedé “ é petulante
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Congemina, debate o orçamento
Que paga sempre o “jeca jumento”
E viva em Outubro esta república
Que é feriado, Brava festa lúdica
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E como o sistema é par’ lamentar
De vez enquanto vamos lá “botar”
Que o povo revota sempre sofrido
Dá o boletim a quem o tem fodido.


 
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